sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lá de dentro

Estou imbuída de sentimentos.

Sentimentos de ontem, sentimentos de hoje, sentimentos de amanhã.

A tela da minha vida, assim como no filme, está divida em duas.

Uma de realidades outra de expectativas.

Vamos ver por qual delas vou seguir, se eu não conseguir juntar as duas em uma só.

Pelo menos parte delas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Me dá vontade de dançar pela sala

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Regras do amor


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vontade de ser puta

A Tati Bernardi escreveu lá no blog dela um texto sobre uma brincadeira entre ela e as amigas.

A história dela termina mais ou menos assim:

“...desculpa querida, mas a última coisa que você tem é cara de puta...”

E eu? Será que tenho cara de puta?

Pode ser maluquice da minha cabeça, mas acho que essa é uma das fantasias que povoa a cabeça de quase todas as mulheres.

Ser desejada, cobiçada, ter todos aqueles homens ali, a seus pés, prontos a se tornarem meninos em seus braços.

Porque você tem o poder, você tem o que eles querem, você é capaz de saciar, prover, fazer acontecer.

Quando eu digo puta, penso naquelas das casas de luxo, cercadas de requinte e whisky.

Que fazem tipo e fingem que são lindas mocinhas esperando o homem chegar e convidar, usando roupas nada vulgares, tentando conquistar só com o olhar, esperando ser seduzidas, simulando ser caça e não caçadoras.

Pensando no estereótipo, sou uma menina magrinha, branquinha, com cara de boazinha, que consegue convencer a todos que está certa, mesmo quando não.

Não sou Lolita. Não me pareço com Dita Von Teese, apesar de adorar pronunciar burlesca, e nem faço tipo Marilyn Monroe que exala sensualidade pelos poros.

Tenho meus encantos, um comportamento misterioso e interessante no início, um jeito de andar que acho bem feminino e me agrada, talvez uma falsa pureza que desperte pensamentos.

Vontades inconfessáveis que só quem tem tempo de me conhecer vai saber, um discurso sem muitos tabus...

Tenho um amigo que me chama de “muito decote e pouca roupa”. Porque é sempre assim que ele me vê.

Pode ser que eu não tenha noção real do meu sex appeal.

Ao mesmo tempo vou contradizer tudo o que eu disse.

Uma mulher quer ser desejada, sim, sempre.

Mas ela quer ser desejada por alguém desejável. Um alguém desejável aos olhos dela.

Não adianta pensar que as cantadas, assobios e palavras chulas que a gente ouve ao atravessar a rua convencem.

Claro que essas também fazem bem pro nosso egozinho, e que passar por uma construção e não ouvir nenhum “gostosa” faz a gente pensar no que pode haver de errado.

Só que, na real, o que importa mesmo, o que é bom, o que satisfaz é ser desejada pelo homem que você deseja.

Seja pra um café, pra uma balada, pra uma transa, pra um romance, pra um affair, pra um namoro, pra um mês ou dois, pra uma vida.

A gente quer um cara que nos queira e que a gente queira também.

Que nos faça sentir e que sinta, e que tire e que dê tudo que é possível naquele momento.

Já conversei com amigas que entendem desses assuntos comportamentais e perguntei a diferença entre o desejo daquele que te vê na rua e que, às vezes, te faz sentir mal, e o desejo de alguém que compartilha alguns momentos com você.

A explicação que tive é que o desejo é igual, é instintivo, é animal.

A diferença é que um é somente físico, hormonal, invasivo.

E o outro, além da parte física, tem admiração, carinho, respeito...

Acho que este texto também pode entrar no tema sobre quantas mulheres temos dentro de nós.

Depois de tudo isso a que conclusão eu cheguei?

Que sim, que quero ser puta.

Mas puta do meu homem.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Intimidade

Não é possível construir intimidade numa única noite de sexo por maior que seja a troca, o prazer, a peripécia, o orgasmo.

A intimidade é construída diariamente, na resolução de um conflito, na confissão de um trauma, na celebração das alegrias, na torcida por uma vitória, na confiança de partilhar os sonhos mais íntimos...

E isso demanda tempo, investimento voluntário, e o desejo de comprometimento.

Numa noite de sexo por sexo o que se consegue é uma espécie de alívio fisiológico, uma injeção efêmera de endorfinas e serotoninas, um prazer momentâneo, ou nem isso.

Sexo por sexo pode ser tão saudável quanto sexo com amor, mas não promove intimidade.

O carinho de quem ama alimenta, além do seu corpo, os seus campos sutis, sua alma.

O carinho de quem vivencia apenas o desejo só alimenta corpo.

Penetrar um corpo numa relação sexual não necessariamente significa comunhão com ele.

E o prazer, na ausência da comunhão, é muito mais solitário e individual, mesmo que simultâneo.

Penetrar um corpo com amor, é ter vontade de perder-se e a confiança de que se estará seguro nesta entrega de todos os sentidos.

Pode haver tanta poesia numa relação quanto em outra, mas intimidade não.

Pode haver tanta diversão e desejo em uma como em outra, mas intimidade só se consegue com o antes e o depois em consonância com o durante.

Sexo sem amor pode ser tão gostoso quanto com.

Mas poder dizer um eu te amo sonoro com toda a força do teu coração naquele momento em que alguém se funde a você, é um orgasmo-bônus que só a intimidade proporciona.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quero ser meu eu em você

Quero ser o brilho dos teus olhos ao me olhar

O teu sorriso ao ganhar um beijo meu

Quero ser teu corpo inteiro a se arrepiar quando em meus braços você se acolher

Quero ser o teu segredo mais oculto

Teu desejo mais profundo, o teu querer, a tua fome de prazer sem disfarçar

Quero ser a tua fonte de alegria, ser o teu sonhar

Quero ser a tua sombra, o teu guia, teu luar em plena luz do dia

Quero ser a tua pele, a tua proteção, o teu calor

Teu cheiro a perfumar o nosso amor

Quero ser tua saudade, o teu sangrar ao ver minha partida

Quero ser o teu peito a apelar, gritar

Quero ser o teu ego, a tua alma, o teu céu, o teu inferno, a tua calma

Ser teu tudo, ser teu nada

Es meu amado

Quero ser teu mundo, teu poder, tua vida

Quero ser meu eu em você...

domingo, 18 de outubro de 2009

Me