terça-feira, 31 de julho de 2007

Me encomendaram um post de aniversário. Tarefa um tanto difícil pois, sempre que falamos de alguém que gostamos, queremos muito, muito, muito agradar. Tomara que você goste.


Ele chegou com jeitinho de quem não quer nada, matuto, menino, tímido mas alegre, educado e simpático, bonitim.

Se instalou ali no canto, no começo recatado e observador.

Aos poucos ele foi se acostumando, se integrando, ganhando confiança e admiração, passou a fazer parte, integrar o conjunto.

Por uns ele era desmerecido, desconfiado, abusado, por outros, ou melhor, outras, mimado como a um bebê.

Ele jogava as cartas certas, com confiança, com determinação, mas sutil e prestativo, sem caçar confusão.

Ele era o típico que vai comendo pelas beiradas, que se prepara para dar o tiro certeiro.

Do tipo que quando necessário falava vem ni mim, mas ao mesmo tempo era um total "cê anima?"

Ele não era do tipo que conquista pela força, mas que atinge uma flecha certeira no coração.

Tinha uma risada contagiante, bom demais da conta. Sempre pronto para um aí, vamo?

Ele sempre foi companheiro e leal, até se mostrou em alguns momentos um grande apreciador e admirador (de tudo, meu, delas)...

Ele ainda é um menino, um menino em mutação, um menino prestes a tornar-se homem, um menino prestes a fazer de alguém uma grande mulher.

Preciso de ir, mas saiba que sou apaixonada com você.

FELIZ ANIVERSÁRIO!!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

É uma sensação estranha que dá e passa. Que chega sorrateira, deixa perguntas, dúvidas e vai embora. O pior, ou melhor, é que acontece em todas as fases da vida. Na fase de quem sou eu, o que quero ser, aonde quero chegar, será que é você que quero pra mim...

O curioso é que, mesmo sabendo que se tem tudo, parece que tem algo faltando, um buraco.

Às vezes nos ajuda a decidir coisas, a não decidir, ou às vezes é só uma reação química que acontece dentro da gente que pode gerar ou não mudança sem a gente perceber.

Será que é isso que chamam de crescimento, amadurecimento?

Mas do mesmo jeito que vem, vai e serve pra deixar novas forças, independente se conscientes ou intrínsecas.

E depois que acaba é só alegria, uma sensação de alívio, um gostinho, uma energia boa de vida, de prazer, de continuar.

Eu já estou rindo de novo, você também vai...

*Pra você, numa conversa pós-almoço.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Incrível como as pessoas fazem parte da vida da gente. Elas chegam de diversos lugares, algumas vezes dos mais inusitados, e vão se aconchegando, ganhando espaço, construindo e ajudando a construir história.

E essas histórias, minhas, deles, nossas, vão se misturando, encantando, dando origem a outras coisas. E quando a gente vê já está ali totalmente entregue, de alma limpa, a um dos mais belos sentimentos.

Claro que para cada um existe um jeito especial, uma intensidade, um grau de intimidade, um tipo de afinidade. Mas não deixam de ser laços que podem ser abertos, continuar fechados ou ficar cada dia mais apertados.

Eles só são, e é bom que sejam.


*Escrito pensando em todos, mas exatamente depois de passar uma noite agradável conversando com 4 amigos que se fossem descritos em apenas 1 palavra seriam Alegria, Amigo, Pureza e Interessante.

Receita

1 barra de chocolate ao leite
1 barra de chocolate meio-amargo
100 g de manteiga
1 lata de creme leite
3 ovos
5 colheres de sopa de açúcar

Colocar as barras de chocolate e a manteiga em uma panela. Derreter em banho-maria.

Enquanto derretem, bater as três claras em neve e em outro recipiente as gemas com o açúcar. Só pra constar, as claras não podem ser misturadas com nada, ok?

Depois que o chocolate estiver derretido, juntar tudo na batedeira e deixar misturar bem pra ficar bem aerado, com umas bolinhas de ar. Daí é só colocar em uma forma e deixar gelar.

Dicas:

Se quiser, separe dois quadradinhos do chocolate meio-amargo pra ralar e jogar por cima do doce, dá um efeito bonito.

Bata bem os ovos pra não ficar com cheiro e nem gosto.

No fim, quanto mais você misturar tudo, melhor fica.

Não se esqueça de fazer com boa-vontade e amor!!!

Demora uns 15 min.
Hoje nossos corpos não vão se encontrar. Não por falta de vontade, mas por desencontros do acaso.

Não vamos dividir o mesmo espaço, as respirações não serão compassadas.

Muitos na cidade estão fazendo o que gostaríamos de fazer. Não com o mesmo despudor e a mesma intensidade.

Queria muito chegar bem perto e como quase que grudados olhar nos olhos e entender o que eles estão dizendo, sentir as batidas do seu coração.

Sei eu você está deitado, nu, pensando em mim. Também estou, ainda vestida, pensando em você.

Vai ser difícil dormir por causa do calor, mesmo sob a chuva.

Esta noite não passaremos em claro, mas as mensagens e ligações trocadas na calada serão uma lembrança boa e ajudarão a esperar ou apressar nosso próximo encontro.

Durma bem meu amor...

domingo, 22 de julho de 2007

Diversão é uma coisa que não tem hora pra acontecer, certo?

Estávamos eu, meu amigo L e minha amiga R nos preparando para fazer mousse de chocolate. Para quem não sabe, mousse é a especialidade da Revisora do Prazer. Na verdade é a única coisa, além de miojo, que ela sabe fazer.

Enfim, para que esta maravilhosa e suculenta receita (que pode ter várias utilidades, mas isso é assunto para outro post) dê certo, é preciso usar as ferramentas certas. Chocolate, ovo, açúcar, manteiga, creme de leite e a BATEDEIRA.

Esse casal de amigos quase recém-casados e modernos não tinha a tal da batedeira, tinham um substituto, desses que dizem que faz tudo, sabe.

Bom, a graça começou quando minha linda amiga não sabia o que era clara em neve (ainda bem que ela é médica), passou pelo ovo semi-choco, pelo L indo ao supermercado no meio da receita comprar novos ovos e chantilly caso nada funcionasse, pela D. C, mãe do L (que mora no interior de Minas) tendo que ensinar a gente a usar o MASTER...

Ahhh o master, aí que eu queria chegar. Quem disse que a tecnologia pode substituir as coisas básicas existentes na cozinha. Colher de pau, ralador, moedor, liquidificador, batedeira, isso tudo tem que ser individual. Nada de 10 em 1, total flex, multiuso não.

Gente, onde está aquele clima de se fazer tudo manualmente, com amor, ver os ingredientes se misturando, unindo-se uns aos outros para um todo novo e encorpado?

Olha, eu adoro telefone, televisão, internet, controle remoto, mas coisa manual é manual, pra colocar a mão na massa mesmo, sentir o prazer de fazer.

No fim tudo deu certo, a clara em neve que foi quase clara em água saiu e o misturador lá do master serviu pra alguma coisa. Mas se você está pensando em se casar, batedeira na lista de presentes.

E fora as boas risadas e os 15 minutos que viraram 2 horas, o docinho até que ficou bom.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

* Inspirado em uma conversa com meu amigo Gato de Botas.

Quem nunca ouviu falar nas “Histórias da Carochinha”?
Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, Cachinhos de Ouro, João e Maria, Patinho Feio, Bela Adormecida...

A minha preferida sempre foi Cinderela. De um jeito inexplicável, ela, mais que todas as outras, fazia parte das minhas brincadeiras diárias. O subir e descer escadas para encontrar o príncipe, o belo vestido de baile rodado, o ambiente de mágica onde tudo acontece, a carruagem...Que menina não queria ter uma carruagem só pra ela!?

Hoje a menina cresceu, mas confesso que esse deslumbramento todo ainda encanta e o Reino da Fantasia ainda é algo que desperta uma pontinha de vontade, mesmo que seja no fundo, bem lá no fundo.

Descobri um livro que interpreta e traz essas historinhas para o mundo humano.

Claro que fui ler primeiro o que se falava sobre a borralheira que virou princesa e assim fazer comparações com os dias atuais. E imaginem minha surpresa ao descobrir que foi exatamente a minha querida que deu maior trabalho aos pesquisadores!

Cinderela está ligada ao fetichismo por seu pé delicado. Nos dias de hoje, desde a erótica masculina, sabemos que faz parte do desejo dos homens apegar-se a um traço, uma cor de cabelo, um pé bonito, um par de seios...

Cinderela tem seu lado ''sujo'' de borralheira e sua aparência deslumbrante no baile. Em palavras atuais, faz aquele jogo de mostrar e esconder, causar curiosidade, de instigar.

Sabe ser princesa e ''vagabunda'', como bem cabe ao jogo erótico e como bem cabe ao ditado popular moderno “Dama na sociedade e prostituta na cama”.

Uma mascarada que encanta e foge. Hoje uma sedutora que desperta vontades.

Alguém que quer amar, se apaixonar. Isso também não mudou muito, né?

Por um lado prefiro deixar a Princesa lá no mundo dos contos de fadas e da imaginação, lá onde está nosso lado pueril. Prefiro não quebrar o encanto.

Mas também fico feliz em saber que mulheres modernas podem ter um “quê” de Cinderela (ou da sua encantada favorita), mesmo que nunca imaginemos que possa existir tal relação presente.

Talvez possa arriscar dizer que quem sabe o real se mistura com o imaginário. Ou tem influências inconscientes. Sei lá...

Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu
Junte isso tudo e teremos então
Bibidi-Bobidi-Bu...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Tudo é questão de momento, questão de segundo, de um piscar de olhos.
Tudo pode ser mudado dependendo de uma única atitude, de uma única reação.
Tudo que pode realmente ser tudo. Tudo que pode ser nada.
Às vezes o tudo agora era nada momento atrás ou será nada daqui a alguns instantes, num outro lugar.
Todas as reações que eu não entendo. Toda a adrenalina que sobe. Todas as coisas que inexplicavelmente não posso controlar. Tudo que sinto sem querer ou saber por quê.
Tudo que acontece e tira imediatamente a importância das outras coisas.
Tudo que me faz pensar, voltar, ao menos tentar entender, quem sabe decidir.
Tudo que eu preciso para não me perder. Ou não deixar de me encontrar.
Tudo, mesmo que improvável, de certa forma ligado. Tudo que é preciso juntar os cacos. Tudo que é preciso pra recomeçar. Ou pra continuar.
Tudo que continua igual. Na verdade tudo que parece igual, mas que na verdade é diferente.
Tudo é questão de eu, você, nós, aqui agora. O ontem e o amanhã ainda não importam.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Será que sempre deixamos de sonhar para nos tornar realistas? Onde é o limite do que a gente quer e do que a gente precisa?

Ficamos com as amarras dos compromissos, das obrigações, das promessas, dos desejos, das vontades e toda aquela liberdade de escolha, de ir e vir vai sumindo. Todo aquele descompromisso de certa forma responsável acaba, o caminho aonde o vento nos levar, a capacidade de se surpreender, de se deixar levar, de ser original, viver, o inusitado.

Claro que os rompantes dessa época ainda existem, nos inebriam algumas vezes e por isso nos pegamos a pensar onde foi que tudo aquilo se perdeu. Onde foi que os valores se substituíram, onde a desistência por aquilo que realmente é a realização foi ganhando lugar.

Na verdade tudo isso se mistura e ainda existe o pensamento de conciliação, de juntar as duas coisas, mas a que sacrifício?

Os novos ideais têm que ser alcançados sim, mas não ao preço das coisas mais puras se tornarem distantes, das coisas que dão sabor à vida ficarem meio-amargas, da entrega da sua luminosidade.

As pessoas mudam, mas nem tanto.

O que você queria ser quando crescer?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Este post é contra-indicado para menores de 18 anos, virgens, pessoas puritanas e para aqueles curiosos que me perguntarão quem é... ;-)

Até que ponto o medo pode ser maior que o desejo? Até quando os beijos, carinhos e abraços serão normais? Até quando as vontades ficarão apenas nos olhares? Até quando a sua mão na minha pele vai ser apenas superficial?

Não se trata de loucura, de devaneio, de paixão arrebatadora, de ilusão. Apenas é como tudo que tem que ser, ou melhor, apenas é como tudo que quer ser. Aparece, arrebata, não tem explicação, é instintivo, natural.

Mas se não estamos mais na época do sapino e do pernambuco, o que são todas as palavras que não saem, os toques que não se encontram, a proximidade que não vem?

Será dúvida do interesse mútuo? Será receio de perder o que ainda nem se tem? Será bobeira ou pura falta de coragem?

São muitas questões adolescentes para uma mulher. Sim, uma mulher que na maioria das vezes tem tanta certeza das suas vontades e atitudes. Uma mulher que desta vez, superficialmente, pára, fica estática, boba, muda, ininteligível.

Tem medo de quê, revisora?

Te colocar num lugar que está ocupado, mas que, ao menos por enquanto, é seu.

sábado, 7 de julho de 2007

Ela me pediu pra guardar segredo. E esse era realmente daqueles que não se pode contar pra ninguém.

Não que fosse uma confissão de amantes sobre seus encontros furtivos em tardes calorosas, nem um crime inconfessável ou uma atitude sem escrúpulos.

Mas era ela, ali, nua em pêlo, não de corpo, mas de alma. Despida de qualquer pudor em relação àquele sentimento. Desprotegida e violada da maneira mais segura possível.

Sua vontade era gritar, livrar-se dos ressaltos, pedir ajuda pra entender.

Aquilo já era ela, a nova ela que ainda estava se conhecendo em meio a rosas e cor-de-rosa. A menina que deixava pra ser mulher. A força que a tornaria o pilar que ela sabe que pode ser. Eram poemas de transição para a plenitude.

Te adoro. Você sabe que sempre estarei aqui pra você.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Tudo isso começou com uma brincadeira. Um amigo tinha, um amigo do amigo tinha, mais gente tinha, todo mundo tinha, então eu ia ter também. Que tanto de tinha, né!?

Não que fosse uma questão de ter por ter, mas uma questão de ter gostado do que via. Uma possibilidade diferente.

A vontade de escrever sempre existiu, mas escrever o quê, pra quem? Algumas tentativas foram feitas, mas sempre com emoção, com o coração, com o que sentia. Às vezes tanta exposição assusta. Mas, por que não? Por que, de repente, não se mostrar, não se expor, não se deixar conhecer, não se deixar penetrar, transparecer.

O resultado nós ainda vamos conhecer...