terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Is the devil's in your kiss
If our love goes up in flames
It's a fire I can't resist"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mais

Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer.

Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais.

Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais da vida.

Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.

Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.

Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.

Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.

Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dia de visita

Tudo que eu pensava era em como tirar a roupa a dele. Mil e uma maneiras.

Não era uma coisa só de tesão, era uma paixão louca, um desejo intenso de vê-lo novamente.

Não via a hora de encostar naquele corpo quente de novo.

Dormir e acordar várias vezes naquela mesma noite.

Beijar aquele beijo molhado.

Olhar aqueles olhos escuros.

Passar agarrada ao seu abraço.

Não importa que a noite já tenha virado dia, ou a madrugada tenha amanhecido, e nem que a gente precisasse comer -outra coisa-, o que importa é que a gente tava ali, e como eu dizia e ele repetia “não é hora de falar com ninguém”.

Eu gosto dele. Gosto porque ele adora dias quentes de sol.

Gosto porque ele não tem pressa.

Gosto porque com ele é tudo simples e fácil assim.

Se ele é "santo"? Nunca foi. Também, não sou religiosa mesmo.

Gosto porque perto dele eu nunca quero vestir roupa, a não ser pra ele tirar.

Porque ele me adora me fazer chegar e eu adoro senti-lo.

Porque com ele eu não me canso, eu rio.

Até porque tudo começou assim.

Eu já disse que ele tem o nariz perfeito e o sorriso lindo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ando me repetindo

Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas.

Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo.

Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma.

Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado.

Quer saber?

Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado - e mais antigo - que isso.

Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração.

É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples.

E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode - e deve - amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!).

E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou - porque não? - simplesmente amar o amor.

Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim.

O mundo não está triste só por causa das guerras, do superaquecimento global e do tal "salve-se quem puder".

As pessoas se escondem atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos.

Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar!

Mentira minha? Duvido.

Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas.

É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias.

(Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade).

Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça.

(E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí).

Existe a seguinte frase: "Será que amar é mesmo tudo"?

Uma vez respondi o contrário do que vou escrever agora, mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo.

É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta).

Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer "Bom dia" com o sorriso mais livre do mundo.

Se eu estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me apaixonei novamente por mim mesma.

E, como presente, ganhei um novo amor que é fruto de todos os grandes amores que tive.

Sorte minha? Talvez. Mas amor não é apenas sorte.

Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução.

Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem - afinal de contas - conseguiu manter-se fiel a si mesmo.

Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que podemos fazer.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Decorando

Escrevi na parede do quarto. Era isso ou uma foto minha.

Achei que isso fazia mais sentido, já que eu sempre estarei lá.

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

E disse ele:

"As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A felicidade não se compra, simplesmente acontece.

Na maioria das vezes quando e onde menos se espera...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

E a gente chega lá

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história.

Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível.

Meu coração é livre, mesmo amando tanto.

Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme.

Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim.

Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Não gosto de todo mundo. Mudo de humor se algo me incomoda. Me irrito com freqüência. Me desinteresso à toa.

Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo.

Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui.

Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir...

Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera.

E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

domingo, 30 de novembro de 2008

Faça acontecer que eu faço valer.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

By BB

O problema de uma noite que termina pela metade é que a outra metade te perseguirá por longos e eternos dias.

Furiosa

Odeio sair do sério, odeio. Mas acabei de “quebrar o pau” num lugar.

Eu, eu que não faço mal nem a uma barata, fiz um escândalo em um lugar público super badalado (ainda vazio, diga-se de passagem).

Por que as pessoas mentem, não dão explicações direito, falam meias-verdades, tentam medir forças, não são profissionais?

Porque namorados mentem, traem seu sentimento (isso é pior que traição carnal) e depois acham que são santos que só fizeram a coisa certa?

Por que te falam uma coisa quando estão pensando em outra, resolvem coisas sobre sua vida sem você participar e acham que você tem que entender?

Por que pessoas pegam seu telefone, falam que vão ligar e não ligam?

Por que seu rolinho ficante não assume que só quer te "comer” ao invés de dar esperanças que quer te namorar?

Por que o cara termina com você e depois fica tentando voltar?

Olha, eu sou uma pessoa boa sabe, não faço mal a ninguém, não falo mal de quase ninguém, trato bem todo mundo, sou educada, não jogo lixo no chão.

Quem me conhece sabe que eu nunca desço do salto, mas se desço...

Do mesmo jeito que o discurso do cara lá do bar mudou quando coloquei 4 pessoas pra “intercederem” por mim junto ao dono, o discurso dos caras que a gente sai também muda quando é conveniente.

Eu te adoro, queria ficar com você, mas durante o tempo que a gente estava junto eu pensava na minha ex quando você não estava por perto, e resolvi te contar só agora que você já está iludida e apaixonada.

Mas eu nunca te prometi nada, você é que criou expectativas, coisa da sua cabeça.

Então, a gente terminou, você sofreu, mas eu pensei bem e agora percebi que você é a mulher da minha vida e quero voltar, eu não estava pronto.

Ah, gente, peloamor.

Não vou ser hipócrita e falar que a gente não volta com ex-namorado, que a gente não percebe e permite que nos façam de gato e sapato e que a gente também não joga. Joga sim, mulher quando quer joga mesmo.

Mas, sério, já passei da idade das coisas pela metade, de gente indecisa, de caras meia-boca, de transas meia-bomba.

Do mesmo jeito que quero que o cara lá do bar me fale por que o gerente não poderá me atender na hora marcada, quero caras que me falem o que eles realmente querem e sentem.

Quero um homem com H nas suas atitudes.

Estava preocupada como ficaria a palavra super-homem com a nova gramática. Mas se nem lá eles serão omens com “o”, por que aceitaria que aqui, na vida eles fossem???

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Sempre Menina Mulher de Sagitário

Nem sempre ela dirá coisas que você quer ouvir, na maioria das vezes, ela vai deixá-lo arrepiado com suas observações desconcertantes e francas.

Mas de vez em quando dirá coisas tão maravilhosas que vão fazê-lo dançar de felicidade.

Ela talvez seja franca demais porque vê o mundo tal como ele é. Ela não gosta de mentiras, e dificilmente costuma mentir.

As sagitarianas são muito independentes. Mas sonham em ter um companheiro.

Quando quiser que ela faça algo, peça-lhe. Não tente mandar nela.

A técnica dos homens das cavernas não funciona com esta mulher. Ela não nasceu para ser mandada, odeia ter que receber ordens e abomina todo homem que tente aprisioná-la.

Ela gosta de ser protegida, mas não de ser podada.

A sagitariana não é de abrir mão da própria personalidade e da independência por homem algum.

Quanto mais nervosa ela fica, mais sarcástica e cínica se torna.

A sagitariana pode mandá-lo para o inferno com um grande sorriso nos lábios e ainda ridicularizá-lo na frente de todos, como se estivesse se divertindo.

Ela tem a capacidade de torná-lo o bobo da corte, e ainda sair por cima como se nem tivesse sentido a força de suas ofensas.

Enfrentar a raiva desta mulher não é a melhor coisa do mundo. Como todo sagitariano, ela não é de armar o barraco, mas se resolver fazê-lo é melhor se esconder até a tempestade passar.

Feliz daquele que tem a sorte de ter uma mulher de sagitário como amiga. Ela alegrará suas festas, será sua melhor confidente e sempre estará ao seu lado quando todos seus amigos tiverem abandonado o barco.

Ela é tão generosa, paciente e atenciosa com todos os amigos, que seu telefone dificilmente fica muito tempo sem tocar. É uma das poucas que consegue ter amigos de infância e preza as amizades masculinas.

Tentem reparar em uma sagitariana andando. Vejam como a maioria costuma andar com o nariz empinado, parecendo um cavalo puro sangue. Vejam como ela é uma mulher elegante e confiante.

Algumas vezes, pode ter uma atitude um tanto displicente em relação a envolvimentos amorosos, o que pode levar algumas pessoas a achar que é uma mulher fria e insensível.

Puro engano!

Ela se emociona ao assistir um filme triste e sonha com você durante as noites em que estiver sozinha, mesmo que nunca confesse isto.

É possível que ela tenha guardado todos os bilhetes que você escreveu, restos de flores que enviou e a primeira entrada do cinema que foram juntos.

Ela costuma ser muito romântica, alimentando sonhos e fantasias, mesmo sendo assim tão independente aparentemente.

Mas não espere ver este tesouro tão cedo. A sagitariana não gosta de revelar seus segredinhos de amor.

Deixar que você veja estes segredos é assumir que está apaixonada. E ela odeia sentir-se fragilizada!

A sagitariana vai se revelando com o tempo.

Quando um romance acaba, por dentro ela pode estar chorando, mas responderá com tanta inteligência e habilidade as perguntas dos amigos, que todos pensarão que tudo não passou de um simples namorico de verão.

Mal sabem como ela pode estar arrasada por dentro.

O que a sagitariana realmente busca em um homem é uma parceria, em todos os sentidos.

A idade realmente não importa quando o assunto é a sagitariana. Elas permanecem meninas mesmo quando envelhecem. E elas adoram ser tratadas como meninas sapecas que não param no canto, sempre prontas a correr na rua com os garotos!

E, é esta alegria de viver, este eterno otimismo que enfeitiçam os homens de bom gosto!

Nenhuma mulher pode ser tão apaixonada pela vida quanto ela.

Estar ao seu lado é viver o bom humor e acreditar no futuro. Não importa que ela tenha milhões de amigos, nem que passe o tempo todo planejando viagens ou sonhos que ainda quer realizar.

Amar uma mulher de sagitário é recompensador e nunca é monótono.

Quem já teve a felicidade de estar apaixonado por sagitarianas, sabe que a melhor maneira que elas têm para demonstrar o que sentem, é pela ação.

Tarefas do lar, supermercado, cozinha... Se pudesse a sagitariana eliminaria essas tarefas do mundo.

A liberdade e extroversão da sagitariana costumam assustar alguns homens acostumados com o modelo de mulher meiga e doce.

Mas em compensação é ótimo relacionar-se com a sagitariana, que pode ser muitas mulheres ao mesmo tempo: doce e suave, inteligente e culta, romântica e fogosa. Com a mulher de sagitário, você nunca terá uma "Amélia" ao seu lado.

Ardente como ninguém e romântica como ela só, junta a isso uma boa dose de prazer e erotismo.

Desde cedo a sagitariana percebe que sexo e amor caminham juntos.

Curiosa por natureza, sempre busca novas formas de prazer, podendo querer fazer amor nas horas e nos lugares mais loucos, só para unir aventura e amor.

Adora criar um clima antes de uma relação e sempre está buscando novas formas de satisfazer o ser amado.

Dificilmente ele se envolverá com uma pessoa por pura atração física e sempre colocará uma dose de sentimento imenso.

Por ser metade humana, o amor dela começa pela cabeça e por um bom papo, mas termina com ela usando totalmente a sua outra metade animal.

Às vezes a mulher de sagitário demonstra o seu lado mais espiritualizado e religioso, e vai em busca de novas filosofias de vida, de novas religiões, tem curiosidade sobre os diversos assuntos esotéricos ou ocultistas.

Gosta de freqüentar bons lugares e ser ouvida com atenção.

Ela é fiel, não só no sentido físico da palavra, mas fiel ao seu ideal.

Se interessa pela aquisição do conhecimento.

E,quando as setas da arqueira penetram em nossos corações, não há magia no mundo que possa nos livrar do poder do amor de uma sagitariana!
Saudade do menino de sorriso lindo e nariz perfeito...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.

domingo, 16 de novembro de 2008

Um tanto quanto infantil

Eu sou criança. E vou crescer assim.

Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.

O simples me faz rir, o complicado me aborrece.

O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax.

Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor.

(Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim).

Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho.

E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim.

Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa.

Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou.

Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo.

Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim.

Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio.

Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo.

Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer.

Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu...

Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo.

Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura.

Quer me entender? Não precisa.

Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa.

Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo.

Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nem precisa de título

Pernas entrelaçadas

As minhas, as tuas, sem saber de quem são.

As mãos!

Língua aventureira desvenda os meus sonhos, molha a minha pele.

Tesão!

Jogado na cama, passeio em teu corpo, como a tua carne, em ritual.

Oração!

Eros nos move, Baco nos guia ao prazer sem pressa.

Até que eu morra em teus braços e renasça na tua boca.

Para que morras no meu corpo e renasças dentro de mim.

domingo, 2 de novembro de 2008

Mais ou menos assim

video

J

Ele estava tão lindo, que eu não resisti.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Talvez eu seja a última romântica

No fim de semana fui a Brasília para um casamento. Cerimônia na Perpétuo Socorro, festa no Iate Clube. Tudo muito bom, muito bonito, vários amigos. Com certeza entre os dois melhores que já fui.

Os noivos estavam tão felizes que era gostoso de ver.

Chorei um pouquinho, mais ou menos na mesma hora, só pra variar.

Quando eu era criança e brincava de casinha, eu falava que iria me casar aos 15 anos. É que parecia tão longe, que ia demorar tanto a chegar, que eu achava que já estaria uma velha.

Tinha até uma brincadeira que a gente fazia, que eu nem me lembro direito, que falava o dia do casamento, com quem, quantos filhos teria, onde ia morar, até o carro que ia ter...

Depois já adolescente, quando minha brincadeira do copo, aliança e cabelo disse que eu iria me casar aos 31 anos eu fiquei brava, desapontada. Como esperar tudo isso se ainda tenho 20?

Menina é cheia das brincadeirinhas sobre casar. Levanta a mão aí a menina que nunca escolheu o vestido ou as damas de honra.

Esse assunto é engraçado, às vezes a gente se surpreende com a opinião das pessoas.

Mesmo a mais porralouquinha quer as coisas de um jeito tradicional e afirma que quem fala que não quer é só fachada.

Algumas pessoas dão uma receita de que tem que ser assim ou assado, ter isso ou aquilo.

As mais formais falam que é a célula mater da sociedade.

Outras vêm como sinônimo de filho, família.

Tem as que nem cogitam a possibilidade.

E ainda tem as que pensam que é a coisa mais maravilhosa do mundo, uma experiência única.

Tenho um casal de amigos que se casou e foi morar no exterior. Na época eu disse pra ela que foi a melhor coisa que podia acontecer.

Não ia ser fácil tanta coisa nova acontecendo ao mesmo tempo, mas todas as alegrias seriam só dos dois, todas as dificuldades também, de uma forma imediata eles só poderiam contar um com o outro, e a base que iriam construir, nada poderia abalar.

Porque o que importa é isso, é a base.

Há um tempo conheci uma senhora que, depois de 50 anos junto com uma pessoa, ainda falava de uma maneira quase que passional mi hombre, e aquilo me impressionava de alguma forma.

Independente de religião, crença, festa, comemoração, papel o fato é que ninguém quer ficar sozinho. Todo mundo quer ter alguém.

Casamento pra mim é compromisso feito de alma, coração e consciência também.

É vontade, escolha.

É quando duas pessoas resolvem ficar juntas, ter uma vida juntas porque acham que vale a pena. Sabe, eu quero você, você também me quer, eu sou seu homem, você é minha mulher.

É querer olhar na mesma direção, ter um objetivo em comum, construir alguma coisa, ser mais importante na vida do outro.

É construir sua própria receita. É meio que quase viver num mundo paralelo, único e exclusivo ali dos dois, onde só eles sabem o que acontece.

Amor, carinho, compreensão, renúncia, perdão, respeito, aceitação das individualidades, admiração, incentivo, confiança, lealdade, cumplicidade, tesão, risos, muito namoro, privacidade do casal, cuidado, presentes, surpresas, tornar cada dia diferente e especial mesmo que a rotina seja a mesma, cultivar eternamente.

Acho que são os detalhes do dia-a-dia, coisas simples (aquelas bobas, mas simples) que nos fazem conhecer melhor e amar ainda mais a pessoa. É o tempo, convívio, descobertas que a gente faz.

De coração eu já me casei uma vez, e foi bom durante o tempo que durou. Até cheguei a achar que faria uma segunda, mas ainda não aconteceu.

A gente quer o pra sempre, mas não pode se esquecer que pra chegar lá na frente, lá no futuro, tem que viver o aqui e agora primeiro.

Recentemente, um novo amigo me disse que todo tipo de relacionamento, de alguma forma, vale a pena.

Então desejo que tenhamos relacionamentos verdadeiros e que encontremos aquilo que queremos, seja o que for, esteja onde estiver, né meninas e meninos!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sobre não sei o quê

Não, você não precisa ter a barriga do mocinho da novela, afinal eu adoro meus seios naturais que se mexem de leve quando eu corro e, infelizmente, desaparecem um pouco quando eu emagreço demais.

Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo.

Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse as mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.

Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Legal, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.

Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.

Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar aquelas músicas bem baixinho e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?

Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.

Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.

Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.

Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum.
Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita.

Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.

Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.

Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.

Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo.

Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo.

Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente.

Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.

Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo.

Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?

Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos.

Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer.

Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.

Par perfeito

Alguém aí nasceu entre 8 de agosto e 7 de setembro de 1972 ou 1981?

E entre 6 de abril e 5 de maio de 1974?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Gosto

Eu gosto do claro; quando é claro que você me ama.

Eu gosto do escuro; no escuro com você na cama.

Eu gosto do não; se você diz que não vive sem mim.

Eu gosto de tudo; tudo o que traz você aqui.

Eu gosto do nada; nada que te leve pra longe.

Eu amo a demora; sempre que nosso beijo é longo.

Adoro a pressa; quando sinto sua pressa em vir me amar.

Venero a saudade; quando ela está por terminar.

Eu gosto da falta; quando falta mais juízo em nós.

E de telefone; se do outro lado é a sua voz.

Gosto de fazer amor fora de hora.

Lugares proibidos com você na estrada.

Adoro surpresas sem datas.

Chega mais cedo, amor, eu finjo que não esperava.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um ou outro

Hoje ouvi uma coisa: paixão é "pá!" e chão, e o amor não.

Amor é aquele que vai lá, te levanta, te cura, te acompanha, tem ligações mais fortes, mais profundas, mais duradouras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Problema sem solução

Sabe a que conclusão eu cheguei nos últimos tempos: que eu não quero ser mais solução na vida de ninguém, eu quero ser o problema.

Interpretem como quiserem, depois com tempo eu escrevo mais sobre isso. Se bem que eu acho que nem precisa...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.

domingo, 12 de outubro de 2008

Se

Se eu me apaixonar por você, promete ser sincero e me ajudar a entender.

Porque eu já me apaixonei antes e descobri que amor era mais do que mãos dadas.

Se eu te der meu amor, vou precisar ter certeza desde o início, que você irá me amar mais do que já fui antes.

Se eu acreditar em você, por favor, não fuja nem se esconda.

Se eu te amar também, por favor, não me magoe como já fui antes, porque eu não suportaria a dor, e eu ficaria triste se nosso novo amor fosse em vão.

Assim eu espero que você veja que eu adoraria te amar, se eu me apaixonar por você.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Meiguices

Me esquenta sem precisar de cobertas?

Esquento até quando não tiver frio. Te abraçando, te falando coisas no ouvido, ou tocando em lugares nossos...

Esquento! Até pegar fogo...

Pode?

domingo, 28 de setembro de 2008

Experience

Meu nome é Prazeres, serei sua amante esta noite. Quero te deixar em transe.

Se eu te pegar por trás, e me enfiar em sua mente quando você menos esperar, você vai tentar rejeitar?

Se eu estiver no comando e te tratar como menino, você vai enlouquecer?

Deixe minha boca ir aonde ela quiser, desista, faça o que eu disser, desista e faça as coisas do meu jeito.

Eu vou te dar amor, te ensinar como...

Quero te deixar em transe, completamente.

Venha, bem erótico, coloque suas mãos no meu corpo.

Quando você colocar sua mão no fogo, nunca mais será o mesmo. Existe uma certa satisfação em um pouco de dor.

Posso ver que você entende, posso afirmar que você nunca será o mesmo. Se você estiver com medo, vamos superá-lo.

Eu só machuco aqueles que amo, romance.

Coloque suas mãos no meu corpo. Em todo o meu corpo.

Eu acho que você não sabe o que é dor, acho que você nunca sentiu isso.

Eu posso te dar tanto prazer, eu virei a você quando você disser, eu sei que você me quer.

Não vou te machucar, só feche os olhos.

Desista, se entregue. Eu gosto de fazer um outro tipo de...

Só o que te machuca pode te fazer sentir melhor, só o que te causa dor pode fazê-la desaparecer.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ele

E descobri que ele era um Don Juan.

Mas um Don Juan também se apaixona.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Rima

Já reparou que os resultados são sempre amor ou rancor?

Não importa se é trabalho, amigo, família, casamento.

Amor ou rancor.

Aflição ou absolvição.



* Muito sábio esse meu amigo Sr. Palito.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Uni Duni Tê

Eu estou longe, muito longe do lugar onde geralmente estou quando escrevo este blog.

E por mais que eu já esteja com saudade, confesso que estou me divertindo, fazendo coisas diferentes, com pessoas que adoro e que começaram a fazer parte da minha vida muito tempo atrás.

E mesmo com a cabeça cheia de coisas o tempo todo, tem hora que a gente pensa nas coisas que estão acontecendo lá.

Eu queria muito ter ido àquela festa segunda-feira. Era importante e feliz pra eles, ia ser feliz e legal pra mim. Se desse eu teria pegado um avião, ido e voltado, mas não dava, né, sem chance.

Isso me faz lembrar que a vida é feita de escolhas. Escolhas decididas, escolhas impostas. Pode parecer que se é imposto não é escolha, mas é sim, existe.

A gente escolhe dar ou não pro cara no primeiro encontro, ter filhos ou não, estar com a pessoa ou não, tentar ou não, aproveitar o que é bom ou ficar pensando só no que é ruim, viajar ou não, comer ou não, falar ou não, ser sincero ou não, ter orgasmo ou não, ser vítima, fazer bem o que faz, ter amigos, amar, ser amado, ou não....

Mesmo a frasezinha sendo clichê, é serio. O tempo todo tem algo pra gente decidir fazer, algumas vezes difícil.

Muitas vezes, difícil mesmo é aceitar a escolha do outro, principalmente quando não é exatamente a que a gente queria, quando a gente tem que tomar uma atitude real em relação a isso então...ixi.

Nem sei aonde vou chegar no fim deste texto. Talvez tenha que explorar este assunto melhor depois.

Só sei que minha escolha agora é estar em mim, centrar em mim, no que eu gosto, no que eu quero, no que eu preciso, em quem eu quero perto de mim.

São quase quatro da manhã e preciso dormir. Daí não é escolha, é necessidade. Mas eu volto.

Bjos

sábado, 13 de setembro de 2008

Pra todo o sempre

Sabe quando você faz uma coisa e sabe que ela será memorável?

Pois é, noites assim...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Batidas

O que você sente quando eu tô assim, pertinho de você? Quando sente o meu cheiro, minha vibração, o calor que emana do meu corpo...

Isso, isso é só físico, não é?

Tá sentindo? Tá sentindo isso aqui?

Tá batendo. Forte.

O que mais, além disso, você pode querer?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

E viva o fecho dianteiro!



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Agora

Vai, rasgue a minha roupa.

Me pega, me puxa, grita, vira o mundo de cabeça pra baixo.

Jogue fora todas as regras, ande, ande logo.

Chore, berre, espanque, pulse, rasgue. Isso, pode rasgar tudo.

Você sabe, você sabe onde pegar, o que fazer, só você sabe.

Ande logo, vem que eu te quero todo, todo.

Respire, o quarto afastado, o mundo sendo descoberto.

Vai, ande logo, tá tão longe.

Vai, não dá mais, volta, vem.

A gente sabe dançar, a gente pode, a gente vence.

Você, eu quero. Eu sonhei, eu deixo, eu deixo tudo.

Vive comigo, cante comigo, faça amor comigo.

Saia correndo daí agora. Ande! Saia, saia, saia, e venha!

Venha. Se jogue. Eu quero você e eu sei que você me quer.

Tem que ser agora, agora. Se demorar eu vou embora. Embora pra sempre.

Eu vou e você sabe, eu também sei, o tanto que isso dói. O tanto que doeu em mim, em você.

As luzes piscando. Os sonhos, nossos sonhos. As lembranças, nossas lembranças.

Sentir. Não-pensar. Relar. relar. relar.

Eu quero, você quer. Ande, volte logo, vai. O tempo corre, o tempo corre muito.

Anos, vidas. O cheiro, o seu cheiro, o nosso cheiro, o suor, a pele colada na sua vida.

Pode puxar meus cabelos, pode, me segura, ande, com força, me pegue, mas ande logo, e tem que ser agora.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

De repente, não mais que de repente

Nos próximos dois anos todas faremos 30. Algumas poucas já fizeram, outra comemoramos esse fim de semana.

É engraçado. Quando eu era adolescente, olhava as mulheres de trinta e as admirava. Não que eu quisesse já estar lá, não, nada disso. Eu aproveitei cada fase bem aproveitada e sabia que um dia a minha vez ia chegar.

Mas eu as olhava com seus carros, cabelos, vestidos, empregos, noivos, maridos, namorados, combinações de saídas para o fim de semana, independência e achava aquilo o máximo.

Era como quando eu tinha 21 e namorava um cara de 30. Ele, com certeza, tinha os mesmos medos, anseios, sonhos, vontades, maturidade e imaturidade dos meus amigos que têm essa idade hoje e são totalmente normais, engraçados, adoráveis.

Mas pra mim, recém-formada, recém-chegada, louca pra conquistar o mundo, olhar pra ele e vê-lo estável, com casa própria, sair pra almoçar, jantar, balada, praia, só nós dois como um casal “de verdade” era o céu.

Quando eu falava pra gente passar 15 dias ou um feriado viajando e ele dizia “ok” sem precisar pedir permissão nem dar satisfação pra ninguém, se preocupar, combinar muito, estrategiar, só ir, era incrível, a facilidade e a naturalidade de tudo me cativava.

(Não, ele não foi o cara com quem eu mais aprendi e nem foi o mais importante da minha vida, mas essa é outra história.)

Era um mundo diferente do meu, um mundo que me seduzia. De fadas, de ilusão e eu me dou conta disso ao olhar pra trás.

Tudo é fase, momento, percepção.

Hoje estou nesse mundo. Estou na fase destas que tanto me encantavam. Mas não tem o quê de impossibilidade, de sonho, é concreto. Chegou.

E tem aquele mesmo glamour? Tem , tem sim. Mas é diferente. Não sei se me estou fazendo entender.

Tenho meu trabalho do jeito que planejei. Tenho o livre ir e vir que tanto gosto. Tomo as minhas decisões. Sou responsável pelos meus atos. Tenho os meus relacionamentos sérios e até os casuais. Tenho a minha casa, as minhas coisas. Sou dona total e integrante de mim.

A diferença é que não vejo mais de fora, é real, o dia-a-dia, natural.

Mas nem tudo são flores. As questões internas também ficam mais profundas. As coisas sérias já não são tão brincadeira, a liberdade e independência têm um preço a ser pago, você tem responsabilidades com você e com os outros, muitas coisas novas começam a acontecer e as decisões são mais definitivas.

Dizem que o retorno de Saturno aos 29 é mais forte. E eu começo a acreditar nisso.

Achava que era só eu que estava num período louco, sem saber se “caso ou compro uma bicicleta”, mas somos todas. A consciência mais profunda, o equilíbrio, a qualidade sobre a quantidade.

Do fundo do meu coração acho que estou mesmo nessa busca do equilíbrio. De coisas a longo prazo.

Com 30, ou quase, sei que não vou morrer de amor. E, se por acaso achar que vou, vou lá e resolvo as coisas, faço funcionar ou mato o que está me matando.

Sei que o que não é bom a gente descarta. Sei que nem tudo que acontece com você ou ao seu redor precisa ter uma relação direta, os outros também têm culpa. Sei cada vez mais quem sou eu, do que eu gosto e tenho cada vez menos vergonha, ou medo, de mostrar isso.

Sei que a distância afasta, mas não separa. Sei que algumas coisas têm mais valor que outras. Sei com quais amigos posso contar. Sei que tomo vinho e saquê porque gosto e não porque me disseram que é bom.

Sei respeitar mais, entender mais e exigir este mais. Sei que tenho o direito de errar, de ficar em silêncio. Sei que toda causa tem uma conseqüência.

Sei que se não cultivar e cuidar hoje, não terei amanhã. Sei que nenhuma verdade é absoluta. Sei quem eu amo.

Sei que posso, que quero. Sei que todas as minhas amizades já duram mais de 10 anos, algumas mais de 20, e as que não têm essa idade toda caminham pra isso com enorme potencial.

Era pra ser um texto geral e acabou sendo sobre mim. Já que estamos aqui...

No meu balanço acho que estou no lucro. Se algo vai mudar não sei, mas tem muita coisa que não quero que mude, só melhore.

Um brinde a nós, balzacas.

domingo, 3 de agosto de 2008

Nada demais

Ai, esse blog tá meio chochinho, né. Não tem mais texto, não tem mais nada. Só umas frases soltas sem contexto. Teve até o dia mundial do orgasmo semana passada e nada foi escrito sobre isso. Nenhum pensamento, nenhuma constatação, nenhuma dúvida...

É que a Revisora tirou férias, uns diazinhos pra se divertir, estar com pessoas queridas, pensar, talvez fugir um pouco,ver as coisas de um prisma diferente, rir, dançar, tomar sol mesmo que frio, dar e receber prazeres diferentes dos do cotidiano.

Mas semana que vem ela volta e promete escrever coisas novas e organizar os tópicos e rascunhos que ela fez esses dias pra poder postar aqui. Nada necessariamente em ordem cronológica, mas nada que não faça ou não tenha feito sentido, mesmo que exagerado, em algum momento.

Viu, Na, não abandonei, não, e aqueles planos ainda estão valendo.

Bom, mas já que ela entrou aqui e postou isso, vamos colocar só mais uma frase, assim, solta, com alguma coisinha.

“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”

É, na maioria dos casos é melhor pecar por mais do que por menos. O amor é um deles.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Venha me beijar, meu doce vampiro...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Um pouco de loucura

Neste momento, as pessoas que mais me interessam são as loucas.

Loucas para viver; loucas para falar; loucas para sentir; loucas para dar; loucas para amar; loucas para compartilhar; loucas para conhecer e descobrir; loucas para se mostrarem; loucas para serem salvas...

Que desejam tudo ao mesmo tempo; que bocejam diante do comum e ardem, ardem como fabulosos fogos de artifício que explodem em mil centelhas entre as estrelas.

Frase do dia

Um rosto que não quer ser máscara, mas inauguração da originalidade.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Entre aqui e lá

É tudo igual, mas completamente diferente. Como pode?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Uma vontade de não sei o quê.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Só pra relaxar

Imagine meu corpo nu no semi-escuro do quarto. É assim que estou te esperando.

Você chega e o seu cheiro é como o mais exótico dos perfumes. A sua voz soa ao meu ouvido de maneira doce e viril.

Sinto os seus lábios passeando pelo meu pescoço até chegar deliciosamente à minha nuca.

Seus braços envolvem a minha cintura, seus quadris dançam colados aos meus e o meu corpo responde a cada uma dessas coisas como a um reflexo.

Quero ter você por completo, de todas as formas. Amar você de todas as maneiras possíveis.

Pense no que você quer, deixe sua mente livre.

Venha meu amor. Apague esta chama de desejo que arde dentro de mim. Estou pegando fogo e só você pode apagá-lo.

Por que vem de roupas? Não vai precisar delas assim como agora não preciso das minhas.

Só preciso de você, querido.

A cama ainda está tão fria, vamos aquecê-la juntos.

Eu passeio pelo seu corpo e descubro o paraíso que procuro. Todas as formas são perfeitas.

Agora é você que passeia pelo meu.

A sua boca me devora com tanta ânsia e desejo. É maravilhoso! Não pare. Meu corpo todo está vibrando.

Como você me enlouquece! Eu te adoro tanto.

Venha, querido. Agora é a minha vez de te fazer morrer docemente. Deixe que eu te conduza até onde ficam escondidas as mais fortes e impetuosas sensações.

Acho você delicioso.

Este momento em que nos encontramos é tão único.

Sinto que você me quer com a mesma intensidade que eu te quero. Logo você chegará ao êxtase como eu cheguei.

Gosto de ver como você se entrega e se excita. Me delicio com o seu prazer.

É bom sentir o estremecer do seu corpo.

Sou feliz nos seus braços e sinto que você também é feliz nos meus.

Pensamento do dia

"Desperte o amor que há dentro de você, não se acanhe e nem se importe com as críticas, preocupe-se em espalhar as sementes, e deixe cada um cultivar como achar melhor, pois isso não será de sua preocupação."

terça-feira, 8 de julho de 2008

Descrição

Definitivamente, alguém que não cabe em si mesma...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Real life

Outro dia escutei de uma amiga uma coisa que já me disseram outras pessoas: você é diferente.

Algumas dizem isso com a cara assustada, me olham como se eu fosse perigosa, louca, estranha. Outras me olham como se tirassem sarro de mim, algumas acham engraçado.

Tem também um ou outro mais limitado que não entende absolutamente nada sobre mim e pergunta "Mas e aí? Quando você vai casar, ter filhos, um emprego fixo de oito horas por dia” ... achando que a busca ou angústia por sentimentos, sensações, por algo que mova, por algo inexplicável, por vida, acabam com alguma decisão como assinar um papel.

Minha mãe sempre teve muito medo que eu sofresse com minha personalidade, que eu enchesse de armas os inimigos e achava que eu queria viver sozinha no mundo.

Meu pai sempre disse que sou “teimosa”.

Até meu irmão mais novo acha que tudo seria mais fácil se eu fizesse as coisas dentro do padrão. (como se ele fizesse).

No fundo, essas pessoas, eu sempre soube, morrem de medo de ver alguém tão parecido com elas exposto ao mundo da maneira mais humana possível. Com celulites, manias, medo de não ser amada, fracassos, vitórias cuidadosamente alarmadas sem medo do egocentrismo e desejos estranhos.

Mas também existe o outro tipo de pessoas. O tipo que te ama, te ajuda, te admira, que queria ter sua coragem, que está ali pra você, que te acompanha, que te acolhe sem pedir nada em troca, que divide os mesmos sonhos e as mesmas loucuras, que te impulsiona, que te olha e te vê...

Uma das pessoas mais importantes da minha vida sempre me disse “Não tenha medo de ousar”

E acho que cresci acreditando nisso.

Não que eu seja diferente. Eu quero e preciso das mesmas coisas que as outras pessoas. Trabalho, dinheiro, casa, amigos, amor. A diferença é que eu quero mais que isso. Mais que o trivial, que o comum. Muito mais.

As necessidades básicas são poucas, e é fácil mantê-las. Para o resto é que se precisa mais. Para o resto é que se precisa ir além.

Eu sempre estive muito bem resolvida em relação a esse assunto e não tenho dúvida quanto ao caminho escolhido. Eu, do fundo do meu coração, tenho um orgulho absurdo de ser quem eu sou.

Não vou dizer que é fácil, e que nunca deu vontade de desistir, mas vale muito mais a pena continuar.

Tenho orgulho de conseguir transformar tudo o que dói em mim em aprendizado, fortalecimento, ao invés de sair transando com o primeiro babaca (não que eu já não tenha feito isso), encher a cara, me drogar ou simplesmente fazer de conta que nada está acontecendo, que nada me atinge e eu sou superior a dor.

Dói mesmo, eu me apaixono mesmo, eu sou intensa mesmo, eu me ferro mesmo, às vezes eu ferro as pessoas mesmo. Tudo é bom, tudo é vazio, tudo é bom de novo. Viver é um absurdo e não dá pra passar por isso tão ileso.

Eu prefiro ter histórias pra contar e como não dá pra fazer rascunho mesmo...

Tenho orgulho de ter construído um mundo onde qualquer pessoa, da mais incrível à mais idiota, possa virar personagem.

E de ter construído um mundo onde todos os sentimentos viram enredos com trilhas e a direção de arte certa. Dos sentimentos mais banais àqueles que nos fazem querer se rasgar inteira ou abraçar o mundo. Um mundo onde o por acaso, o cotidiano, o qualquer, o cinza, tudo pode ser motivo para gostar mais ou sentir mais a vida.

E nesse mundo, onde algumas pessoas acham que eu vivo nua para quem quiser me ver de todos os ângulos e me explorar e me sentir e me provar e me sacanear. Nesse mundo, eu vivo bem escondida e protegida.

Ou vocês acham mesmo que eu sou inconseqüente e construiria um castelo tão escancarado sem ter pensando na fortaleza perfeita para mantê-lo intacto?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Voraz

Sou um animal. Um animal menininha.

Uso vestidos, faço as unhas, pinto os lábios, ando pisando leve.

Por dentro, sou esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.

Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar?

Rasga o vestido da menininha, rasga.

Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.

Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele.

Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso.

Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.

Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar.

Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero?

Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?

Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo.

Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a ceder.

Eu que preciso ser levada a sério, preciso cuidar de mim.

Eu que agora me complico mais um pouco, sendo apenas instintiva.

Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.

Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.

Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.

Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.

Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.

Olhe para mim, me dá ração.

Olhe para mim, me deseje de novo.

Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos.

Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de ter sua agradável companhia de novo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Maneiras

Tem coisa que começa do jeito certo, tem coisa que começa do jeito errado.

Mas existe jeito certo de começar ou o importante é que aconteça?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Filosofando

Existem duas maneiras de não sofrer.

A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo.

A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o quê, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.

domingo, 22 de junho de 2008

Até o Universo conspira a favor

Sol na casa 5, Lua na casa 1

Sol e Lua transitam por casas naturalmente harmônicas entre si entre os dias 22/06 (hoje) às 21h42 e 25/06 às 2h34: o Sol na Casa 5, setor do prazer, e a Lua na Casa 1, o setor da identidade, sendo este um momento especial para tudo o que diz respeito ao lazer, às diversões, à satisfação da sua "criança interior".

Nesta fase, seu magnetismo sexual fica mais forte, você terá mais presença, mais luz! Que tal aproveitar pra dar aquele trato no visual, dar um tempo pros pudores e se exibir um pouquinho? Todo mundo tem seu momento de estrela!

Esta é uma ótima fase para você se colocar, se expor. Você provavelmente estará se apresentando de uma maneira agradável e envolvente, os outros estarão sentindo empatia em relação a você.

Reflexão para o período: o prazer faz parte da existência e eu mereço vivê-lo!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Nada está perdido

sexta-feira, 13 de junho de 2008

13 coisas para se fazer na sexta-feira

1. Preparar um banho gostoso

2. Te esperar semi-nua, só de calcinha, talvez

3. Admirar sua cara de surpresa

4. Me exibir e perguntar se você gostou

5. Ajudar você a se despir

6. Te beijar todo

7. Ajudar você a (terminar de) me despir

8. Entrar naquele banho com você

9. Brincar de ensaboar

10. O que a vontade mandar

11. Ficar lá sob a água, ou mudar de lugar

12. Continuar

13. Te encher de carinhos

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Assim

Quando teu cheiro impregna em mim
Nem um perfume consegue disfarçar
Tem um poder tão intenso
Capaz de liberar todos os demônios

Você sabe como despertar o perigo
Excitar cada célula do meu corpo
Desvendar o enigma da natureza
E amansar esse infinito prazer

Mostre o animal vigoroso e robusto que há em você
Prestes a atacar como um bárbaro
Forte e capaz de demarcar o território
E penetrar energicamente até a alma se libertar

Uma perda para os amantes

Venho, por meio desta, informar que a querida Dorotthy, do Fantástico Mundo de Dorotthy Words (ver link ao lado), não está mais entre nós.

É, num rompante de amor e desejo desesperados, ela, Dorotthy, amarrou uma corda no pescoço e atirou-se, quase nua, para um outro mundo.

O blog ficará lá, mas, infelizmente, não teremos mais posts novos, deixando aquele link meio abandonado e os escritos para a posteridade.

Quem quiser pode continuar acessando e deixando comentários. Tenho certeza que ela os verá de algum lugar.

Oh querida amiga e adorada Dorotthy, onde quer que você esteja, se tiver vontade, volte lá qualquer dia para se expressar, ou passe por aqui.

Já sinto falta de palavras tão calientes e sentimentos tão profundos.

Boa sorte em sua nova jornada!

Beijos da sua amiga Revisora do Prazer.

P.S. Foi só o personagem. Nossa querida continua lá no Behind the Fog.

sábado, 7 de junho de 2008

Ok. What about love?

Numa semana onde vi um cinema inteiro chorar com o final da Carrie em Sex and the City. Numa semana onde superei alguns dos meus medos pra conhecer uma pessoa nova. Numa semana onde me surpreendi com essa pessoa nova, faço esta pergunta: What about love?

Numa semana onde vi uma amiga abrir mão de coisas que não eram satisfatórias. Numa semana onde vi essa mesma amiga ser pedida em namoro (uma coisa até antiquada nos dias de hoje, não) e uma segunda juntar os trapos com o namorado, pergunto: O que é esta coisa, esta força, este ímpeto que nos move e move o mundo?

Numa semana onde vi uma terceira amiga, conscientemente, se envolver e ter expectativas com alguém que não deixou nenhuma possibilidade, que confirmou que só tem migalhas a oferecer, pergunto: Até onde chegamos em nome de algo que não sabemos definir?

Independente do tipo de relação que se tem, ou do nome dado a ela, o fato é que todo mundo quer alguém.

Às vezes não necessariamente alguém pra “chamar” de seu, mas alguém que esteja ali, que se possa ter em todos os sentidos, que se possa contar, que “seja” seu, um porto seguro.

Isso é uma coisa que não se escolhe, que acontece, mas chega certa hora, certa idade na vida, que é inevitável.

Pode ser na adolescência quando você é toda descobertas e acha que morrer de amor é uma enorme possibilidade. Pode ser lá pelos 35 quando você pensa em constituir família. Ou pode ser quando você sabe um pouco quem é você e decide viver, e tem um companheiro que vai viver o mundo e a vida com você.

São tantas as possibilidades.

Dá medo eu sei, principalmente porque na maioria das vezes ele chega sem avisar.

Algumas vezes ele avisa, bate na porta antes, mas depois que você abre a porta, ou uma pequena janela, e deixa ele entrar, você não tem mais controle total da situação.

Qualquer relacionamento, por mais estável que seja, tem sempre um pouquinho de insegurança, de incerteza, o querer satisfazer, querer acertar, o fator surpresa que em algum momento te deixa sem saber o que sentir, como agir.

Mas calma aí, tem também um montão de coisa boa. Tem paixão, tem desejo, tem descoberta, tem sorriso, tem beijo, abraço, amasso, sexo (e nesse campo, a exploração é infinita, desde o começo quando ainda estão se ajustando, se encaixando, aprendendo, até quando já existe grande intimidade, cumplicidade), surpresa, diversão.

Não consigo uma explicação, uma definição.

Que não é imortal, posto que é chama, mas que deve ser infinito e sem amarras enquanto dure.

Pode ser.

Eu sou chama e por isso posso ser inconstante. Entendo como é.

Sei que o amor tem que estar em você e por você em primeiro lugar. Depois no outro e paralelamente a isso nas coisas que você faz.

Aprendi que cada relacionamento é único e nele estão envolvidas duas únicas pessoas e que essas duas pessoas é que sabem o que acontece, o que sentem, o que fazem, o que decidem, porque só elas sabem o que envolve, o que significa, o que liga.

E só elas podem tomar as decisões que envolvem o casal. Mesmo que ela pareça não fazer sentido aos olhos alheios.

Descobri que deixar de ser você mesmo não vale a pena, pois no contrato de amor, assim como no de uma sociedade, as pessoas estão ali pra somar, pra se doar, pra aumentar e nunca pra diminuir, dividir.

Garanto que garantias não existem, e que não vale a pena pensar nelas mesmo que sua ausência aumente o frio na barriga. Mas pra que apressar o inevitável se ele pode nem chegar?

Viver é correr riscos, amar é só mais um. Enjoy it!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Constatações

Abra um espaço e surpreenda-se.

Permita-se e aproveite.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pequenas delícias

Que eu sou meio maluquinha todo mundo já sabe. Que eu sou meio de última hora, que gosto de fazer as coisas assim, meio na espontaneidade, acho que também.

Mas eu tenho umas manias. Na verdade não são manias, são coisinhas que gosto de fazer.

O povo vive reclamando do marasmo dos relacionamentos, da rotina, mas gente, presta atenção, tem tanta coisa que se pode fazer, é só usar a imaginação.

E nem tô falando só de sexo não. Óbvio que só o papai-mamãe ali não dá, e nem a mesma seqüência sempre, posição 1, posição 2, posição 3 e acabou. Tem que variar, a 5, a 6, a 7, ceder às vontades. Enfim...

Só que tem mais coisas além do coito em si que são interessantes, e na verdade essas coisas podem até levar a um coito em si mais divertido.

Adoro achar presentes. É, sabe, esses presentinhos que a gente dá quando está assim, meio naquele estado de paixonite aguda, interesse agudo, ilusão aguda, qualquer sensação aguda.

Coisinhas assim que servem pra divertir, aquecer, apimentar a relação.

Enche a cama de pétalas de rosa, coloca uma lingerie bonita lá no meio e deixa o cara pensar o que quiser.

Depois de brigar com o cara no telefone, na hora que ele vier te buscar, desce com uma garrafa de qualquer coisa na mão e duas taças.

Compra aqueles dadinhos com as partes do corpo e outro com as sensações que tem que provocar.

Abusa da sensação do quente e frio. Usa venda e pluma. A Nhá Benta da Kopenhagen (depois vou cobrar pela propaganda).

Tem tanto joguinho erótico por aí. Até Twister serve. Joga strip-pôquer. Tem outros de personalidade para conhecer um ao outro também.

Coloca um bilhetinho na carteira dele, sem ele ver, antes dele ir trabalhar.

Manda um torpedo, ou e-mail dizendo “Hoje passei o dia pensando em você. Você sabe bem em quê, não é mesmo?”

Sei lá, inventa, faz alguma coisa, se mexe, mas pára de reclamar que está tudo ruim, igual, sem sal, toma providência, pára de colocar sua felicidade só na mão do outro.

Arrisque-se.

É como eu já disse, por prazer vale tudo, até ser bobinha.

Vale até fazer depilação em forma de coração (eu acho breeeeeeggga, mas cada um cada um).

Aproveita que o Dia dos Namorados tá chegando e começa a planejar já.

(Ixi, e por falar nisso eu tinha coisas programadas, preciso ver o que vou fazer com elas).

E já que falamos de coisas bregas, invente, tente, faça um namoro diferente.

Ei, e realmente quer saber? Eu pensei mesmo em você o dia todo...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Introdução ao próximo post

Hoje passei o dia pensando em você. Você sabe bem em quê, não é mesmo?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Pedido

Você foi mais uma vez pego pelo vai-e-vem das minhas pernas e agora está, mais uma vez, debaixo do vai-e-vem da minha cintura.

Você sabe que eu sou fraca, você sabe que eu me rendo ao sabor da sua boca.

Sabe que eu desejo o calor do seu corpo, sabe que te quero dentro e interno em mim.

Eu finjo, fujo e me escondo, me protejo de ser dilacerada pelo desejo, entregue à vontade, de ficar indefesa. Mas assim que desarmada você sabe que serei sua.

Então vem, deixa de medo e de jogo, me desnude completa.

Já estou escorrendo, me deixa tremer em uma parte de você, vem me sugar e me fazer derreter.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Tudo culpa do sentimento

É o gostar que complica tudo.

Muda seu jeito de enxergar a coisa. Muda seus atos. Muda suas reações.

Se não existisse o gostar tudo seria mais fácil.

Não normal, mas menos complicado, sem cobrança, sem humilhação, sem culpa, sem sentir tanta confusão.

E no fundo você não quer engolir, não pode, não consegue, mas precisa, tem que, porque não existe outra opção.

Você fica perdida nos “e se”, mas não adianta, já foi concretizado.

Foi concretizado na hora em que você não sabia o que fazer porque era movida pela emoção e não pela razão.

E daí você passa por cima de você mesma, dos seus valores, do que acha certo pra poder seguir em frente.

Mas agora tem que esquecer, fingir que nada aconteceu, ou que aconteceu mas já passou, foi um lapso, coisa sem importância.

E o pior é que vai passar mesmo, porque só assim pra voltar ao caminho.

É como ser prostituta por necessidade. Você precisa da grana, mas não gosta do que está fazendo.

Só que naquele momento faz, porque é aquilo que tem que acontecer.

E depois de feito, acabado, objetivo alcançado, você larga e volta ao mundo real, e aquilo fica só como um fato, uma coisa que ocorreu, que não volta mais.

Você não lembra, ignora, deleta, apaga.

E é isso que vai acontecer, em vez de ficar pensando se era pra ser assim, se dava pra evitar, se devia ter agido assim ou assado, levanta a cabeça e vai.

Deixa o coração sangrando se curar sozinho e o orgulho guardado.

Foi só mais um tombo, um tropeço onde nem se lembra mais da pedra.

Se vai continuar, se repetir é outra historia. É muito provável que não.

Mas se não existisse o gostar, podia ser menos doído, e o fim de qualquer jeito ia chegar, só que mais natural, inevitável, mais espaçado.

E sobre o gostar, como evitar o inevitável?

Só o tempo e a consciência, né.

domingo, 11 de maio de 2008

Mais uma da rádio

Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar

Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias

Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido

Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pra você

Te desejo: o desejo do perigo de um novo jeito.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Adicta

O que faço com esse desejo que me apunhala o coração
e me toma a alma.


Que invade meu corpo e atiça minhas entranhas.

O que faço se o querer é mais forte que a razão.

O sentimento mais rápido que o pensamento.

A vontade maior que a sensatez.

É como álcool chegando ao cérebro.

Como uma dose solta na veia.

Como a euforia de uma carreira cheirada.

Você injetado em mim como reação química .

Frase do dia

Luxúria com freqüência. Amor sempre.

Um dia da caça, outro do caçador

Aprendemos a ser caçadoras.

Precisamos, novamente, aprender a ser caça.

domingo, 4 de maio de 2008

O homem que vai fazer parte da minha vida

Ela chegou à minha casa gritando: Encontrei o homem da minha vida! Encontrei o homem da minha vida!

RP – Mas quem é ele?

MT - Aquele menino!

RP - Que menino?

MT – Lembra aquele menino, do aniversário?

RP – Sim.

MT – Então, é ele.
...
Encontrar o homem da vida. É, acho que no fundo é isso que todas nós buscamos.

Eu, particularmente, não chamo de homem da vida, alma gêmea, príncipe encantado, até porque homens na nossa vida têm bastante.

Sempre tem os amigos, irmãos, primos, paixões platônicas, ex, etc., e cada um deles, no seu momento, têm sua importância, seu significado, seu ensinamento. E também porque essa definição é bem abrangente.

No meu caso chamo de pessoa especial, companheiro ideal, alguém com quem eu posso compartilhar minhas coisas e minha vida, alguém com quem se tem vontade de estar.

Tem gente que tem sorte, que já se conecta ali, logo de cara e pronto, tá feito. Outras pessoas têm que se esforçar um pouquinho mais.

Quantas e quantas vezes já pensamos ter encontrado a pessoa, não é?

Cada novo romance, cada novo encontro, cada nova conquista, cada nova descoberta.

Só que o tempo passa, não dá certo, acaba, seguem caminhos diferentes, o amor vira amizade, o tesão vira carinho, algumas coisas piores, outras coisas.

E lá vai a gente de novo, sempre em busca de uma pessoa que possa. Como diz a gíria, na pista pra negócio...

Mas também acho que a maturidade nos ajuda a encontrar melhor essa pessoa, porque estamos mais certas do que queremos e mais certas de nós mesmas também.

Quando é pra ser, é pra ser, só que quando a gente está disposta e aberta é mais simples.

A minha lista de pré-requisitos é bem grandinha, até, mas bem possível e bastante coerente.

E nem pensem que ele precisa ser perfeito, não, pelo contrário, os defeitos existem, mas prefiro me prender às qualidades porque são elas que encantam.

Um dos itens principais... preciso admirar a pessoa.

Claro que em três encontros não dá pra saber tudo sobre o cara, mas já dá pra saber se você gosta, se interessa, algumas coisas em comum.

Se com amigas que você fala todos os dias, troca confidências e passa os fins de semana junto, a gente sempre descobre coisas novas e inusitadas, imagina com alguém que acabou de conhecer.

Você pode viver a vida inteira com uma pessoa e não saber tudo sobre ela, já dizia minha avó.

E é verdade, sempre existe algo pra se conhecer, e eu acho isso bom, a possibilidade de surpreender-se, o novo que é sempre muito bom.

O negócio é considerar o em comum, pois é isso que importa, e não se apegar às diferenças, aos e se.

Se as coisas principais batem, sempre vai haver mais vai dar certo, mais fazer rir, mais fazer feliz.

Bom, uma já foi, faltam duas.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eu, livro

Escrevo do meu jeito cada pedaço da história, conto à minha maneira, crio e recrio meus momentos.

Tenho medo de passar despercebida ou ser foco de distração.

Clareio meus negritos, rasgo minhas películas.

Eu me vejo essa mulher cheia de parágrafos, mas desconfio das percepções alheias.

Tenho medo de que pulem minhas linhas ou cheguem rápido demais ao ponto final.

Não sei muito bem virar páginas, ainda que tenha as minhas viradas todos os dias.

Só minha capa é dura, por dentro adoraria ser devorada.

Sou um conto e nem sei se totalmente meu.

E se eu calar, acabar, for chata ou impossível de ser lida até o final?

Eu bem arrumada e escovada desfilo simplesmente.

Algumas vezes o enredo é tão superficial que nem eu quero saber meu final. Mas algumas outras vezes é tão sério que o melhor a fazer é tirar os óculos de intelectual.

Nos diálogos de conquista, solto sempre uma besteira e, por uma analogia às loiras burras do cinema antigo, me torno atraente e acessível.

No meu conto, sou sexy como uma mulher nua em revista. Interessante como entrevista. Fútil como fofoca. Prolixa como notícias que são sempre iguais.

Sou três pontinhos, exclamação e interrogação. Tudo junto.

Para os mais corajosos sou romance, para outros sou mistério: sofrido, complicado e melhor deixar para lá. Mas sempre uma pulga atrás da orelha de quem lê. No que vai dar isso tudo?

Na minha orelha, você leria: menina que sabe que ama, mas não sabe o quê, o porquê e até quando.

Sabe que é amada, mas às vezes faz de conta que não, para ser um faz-de-contas.

Sabe que é feliz, mas às vezes faz de conta que não, para ser drama.

Não sou e nunca serei auto-ajuda, porque quem pensa ter as respostas vive preso a elas.

Espero ansiosamente ser cabeceira de alguém especial.

Um livro aberto, com algumas páginas viradas que se desvendam, ou não, de acordo com quem lê.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Me, Myself and I

Gosto de me olhar no espelho. Olhar analisar, admirar.

Fazer caras e bocas.

Fingir que estou posando pra um ensaio de revista masculina.

Mexer daqui e dali, vendo o melhor jeito de exibir cada parte, de mostrar cada tatuagem.

Fazer cara de santa, de má, de tesão, de malícia.

Ver como a bunda fica naquela calcinha pequenininha.

Ficar em algumas posições saber como o cara te vê na hora. (Também já fiz outras coisas sozinha pra saber como o cara sente na hora).

Agora o inverno te permite colocar botas, então calçar as botas e ficar um tempinho só com elas antes de terminar de se arrumar.

Na minha opinião, botas de cano alto e calcinha fio-dental fazem o maior sucesso.

Enfim, tenho esses momentos narcísicos e gosto deles.

Assim como gosto de usar uma roupa nova, tomar um banho gostoso, estar lisinha, arrumar o cabelo, passar esfoliantes cremes...

Claro que faço isso por mim mesma, porque me mimo, sempre, mas óbvio que tem uma parte que faz pelo outro também.

E tem coisa melhor que ser admirada, querida, desejada? Comida com os olhos?

Fico pensando que a beleza é algo intrínseco da mulher. Assim como a capacidade e vontade de se conhecer, se valorizar e se amar.

É, mas por mais que tenhamos nascido com o dom da sedução, não é tão simples fazer mágica com ele não.

Existe uma linha muito fina entre o sexy e o vulgar, entre o conquistar e o oferecer, entre despertar curiosidade e dar tudo de bandeja.

Olhares, cruzada de pernas, tom de voz, jeito de andar...

Mas tudo isso tem que ser muito natural, senão fica igual usar sutiã com enchimento, uma hora a verdade aparece e não convence.

Se você não se conhece, como o outro vai conhecê-la? Se você não se toca, como o outro vai tocá-la? Se você não sabe quem é, como o outro vai saber?

Descubra o que há dentro de você, o que te faz aflorar, o que você tem de especial.

Segura de si fica muito mais fácil lidar com os outros, com o mundo e até com você mesma.

domingo, 27 de abril de 2008

No erotismo também tem romance.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Para a cama e já

* Este é daqueles...

Começo a lhe despir, as minhas mãos sobem pelo seu tronco e os meus lábios sentem aos pedacinhos o calor da sua pele.

As suas mãos não param um segundo. Me tocam, me acariciam, insistem nos lugares certos e até os incertos fazem com que todo o meu corpo estremeça de tesão.

Nossos corpos caem sobre a cama, as nossas roupas voam aterrando no chão junto sabe-se lá bem do quê.

Como seres pré-históricos, começamos uma luta de corpo a corpo, mordidas, arranhões, chupões, tudo feito com o objetivo de conseguirmos uma posição.

Nada conseguirá deter nosso desejo.

Abro as minhas pernas e deixo entrar seu sexo.

Agora sou eu quem cavalga em cima de você como uma amazona.

Agora sou eu que ofereço os meus seios às suas mãos porque quero e também porque você deseja.

Sinto meus mamilos endurecidos, eretos.

Sinto você forte e inteiro como eu gosto.

Sinto o líquido da minha excitação escorrer pela parte interna das minhas coxas.

Estocadas lentas, rápidas, suaves, selvagens, vamos alternando como queremos e assim nos satisfazemos, e assim faremos até atingirmos o prazer completo.

Até soltar o último suspiro.

Hoje só pararemos quando atingirmos o prazer supremo.

Hoje só pararemos quando o sorriso se apoderar dos nossos rostos.

Hoje só pararemos quando tivermos risos misturados com gemidos e suspiros.

Hoje só pararemos quando o meu corpo desfalecer sobre o seu. E quando o seu estiver entregue totalmente ao meu.

sábado, 19 de abril de 2008

Tarja preta

Alguém me dá um remédio tarja preta ou traz a camisa de força temporária.

Preciso voltar pro meu eixo.

Preciso parar de wishful thinking e voltar a ver as coisas como elas são.

Preciso voltar a fazer as coisas pelo prazer que elas proporcionam na realidade.

Preciso estar com as pessosa pelo prazer que elas proporcionam na realidade.

Chega de mundo de sonhos. Hora de voltar ao mundo real. Vida real. Pessoas reais exatamente como elas são.

À beira de um ataque de nervos, mas, salva a tempo...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Primeiras instruções

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.

Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.

Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.

Me faça carinho antes de se levantar da cama.

Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso.

Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.

Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então quando eu te mandar embora é pra você voltar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem, gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.

Odeie a vida doméstica. Seja um pouco caseiro, mas, mais da vida.

Não seja escravo da televisão, nem contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça ao menos uma vez por mês, mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...

Goste de cinema, de música e de sexo.

Goste de um esporte não muito banal.

Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra missa, apresentar sua família. Isso a gente vê depois, se calhar.

Quero ver você nervoso, inquieto.

Tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.

Não me conte todos os seus segredos, mas me conte coisas inteiras.

Me faça massagem.

Não fume. Beba. Chore. Eleja algumas contravenções.

Rapte-me!

Se nada disso funcionar... experimente me amar!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Nova tentativa

* Inspirado num texto de Tati Bernardi

Tenho quase 30 anos e consegui estragar alguns dos meus relacionamentos simplesmente porque gostei demais das pessoas.

Desta vez quero acertar, por isso combinei comigo que vou fazer um teste, um teatro.

Apesar de estar morrendo por ele, vou fingir que não gosto dele.

Quando ele toca a campainha eu já estou lá olhando o escuro pelo olho mágico. Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei alguns dos meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara.

Desta vez quero acertar, desta vez quero que alguém fique comigo ao menos um mês sem me achar louca. Cansei de sempre ser a garota louca que espanta.

Ele tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero rasgá-lo inteiro. Mas vou apenas dar um beijinho no rosto. Preciso me comportar. Ser como as meninas que se dão bem e arrumam namorados apaixonados.

Há anos que eu rasgo os rapazes, enlouqueço, me apaixono, devoro. E algumas vezes termino sozinha. Chega. Desta vez vou acertar. Não vou chorar na frente dele. Não vou beijar o pescoço dele no meio da noite, nem gostar dele como naquela canção que diz que é como se não houvesse amanhã.

Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar. Mas ninguém entende nada. E muita gente se assusta. Mas prometo ser uma mulher normal desta vez.

A partir de agora vou falar que não atendi o telefone porque estava muito ocupada. Eu era a louca que ligava pra eles. Mas desta vez estou ignorando o telefone. Mesmo que ele fique no meio das minhas pernas o dia todo esperando um telefonema.

Não vou contar que escrevo sobre a minha vida porque todos os homens morrem de medo disso e acham que vou escancarar na ficção o que vivo na realidade.

Eu posso ser louca por ele, mas ele não vai saber tão cedo.

Ainda não vou transar com ele. Apesar de pirar na barriga e na nuca dele. E de querer eternizar o cheiro e o gosto dele. E de adorar ele.

Chega de transar sonhando em andar de mãos dadas. Agora vou andar de mãos dadas pra ver se vale a pena transar.

Ele nem sonha que eu sou meio bipolar. Que acredito na vida. Que acredito no amor, em alma gêmea. Ele nem sonha essas coisas porque só conversamos coisas leves e engraçadas.

Chega de ser a louquinha intensa. Muito legal transar e se divertir com a louquinha intensa, mas quem agüenta o tranco de me assumir, de me amar? Qual cara tem culhões suficientes pra isso? Poucos, muito poucos.

Eu sei que se eu gostar dele, ele vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora.

Infelizmente nessa vida maluca parece que só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor.

E eu agora preciso me dar bem e por isso, por um tempo, vou ignorar minha urgência pelo amor.

Sei que vou morrer de vontade de ser eu, mas preciso saber se ser eu me faz mais ganhar ou perder. Só desta vez.

E eu quero me dar de bandeja pra ele. E dentro de mim uma voz diz: pira, enlouquece, vive um dia e já está bom.

Mas não agüento mais nada disso. Quero novamente viver uma história.

Eu quero berrar o quanto gosto dele. E pedir ele em namoro. E rasgar a roupa dele. E comer ele. E dormir enroscada no braço dele.

Mas serei só uma menina. E meninas só transam depois do sexto encontro. Ou depois que o cara fala que gosta delas.

E se ele não se apaixonar por mim mesmo com todo esse teatro de moça banal que eu vou fazer, vai ser a prova de que eu precisava pra saber que ele realmente vale a pena, e que do meu jeito ousado, eu também valho muito a pena.