domingo, 27 de janeiro de 2008

Beijo, beijinho, beijoca, beijão...

Hoje uma amiga (agora blogueira) escreveu sobre o primeiro beijo.

Fiquei pensando nos primeiros beijos que já dei.

Mas não só no primeiro beijo que damos numa pessoa nova. Mas naqueles tantos outros primeiros beijos que existem.

O primeiro beijo na chuva, o primeiro beijo no carro, o primeiro beijo no cinema, o primeiro beijo no elevador, o primeiro beijo roubado...

São tantas as opções e assim que é bom.

Independente se primeiro beijo ou não, devemos beijar sempre!!!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Promessas

Eu prometo não te prometer nada; nem te amar para sempre; nem não te trair nunca; nem não te deixar jamais.

Estou aqui, te sinto agora, sem máscara, nem artifício. E enquanto for bom pra nós dois, que o outro fique.

Nada a te oferecer exceto eu mesma; nada a te pedir exceto que sejas quem tu és; a verdade é o que temos de melhor para compartilhar um com o outro.

Tuas coisas continuam tuas e as minhas, minhas. Não nos mudaremos na loucura de tornar eterno esse instante que passa.

Se crescermos juntos, ainda que em direções opostas, saberemos nos amar como somos e não teremos medo ou vergonha um do outro.

Não te prendo e nem permito que me prendas, nenhuma corrente pode deter o curso da vida.

Quero que sejas livre como eu também quero ser. Companheiros de uma viagem que está começando cada vez que nos encontramos novamente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Mulher

Uma mulher nua é uma mulher armada.

E precisa dizer mais?? ;)

Adorável Língua Portuguesa

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.

E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: óptimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ao meu amigo Sr. Palito

Isso não é uma carta de amor, muito menos uma declaração, é um simples post de aniversário. Por favor, leiam e interpretem dessa forma.

É meio difícil escrever sobre ele. Difícil porque minhas impressões sobre ele são muito mais sensoriais do que palpáveis. Muito mais no plano espiritual do que real. Muito mais minhas.

Quando nos conhecemos acho que ele se assustou. Não esperava uma menina.

Ainda não o conheço muito bem. Um pouco mais que músicas que ele gosta, shows a que ele vai, histórias no refile, desabafos no caminho do restaurante, algumas caronas, algumas mesas de bar.

Ele é meio assim, queria ser o Garfield e não trabalhar às segundas-feiras. Queria que todos os dias fossem sábado e domingo para ele não ter que se preocupar. Queria que a chuva lá fora não atrapalhasse seu caminho.

Como disse, ele gostaria de ser assim. Mas no fundo ele gosta. Gosta das mazelas do dia-a-dia, gosta do trabalho reconhecido, gosta de ver o esforço produzido. Precisa do estímulo para sobreviver.

Ainda não sei se tudo é falsa modéstia ou se falta de confiança em si mesmo.

Ainda não sei se é pura reserva ou se ele só se esconde atrás da capa do tudo mais fácil.

Ele busca, busca o que todo coração pede.

Ele tem um abraço sincero e gostoso.

Acho que ele queria ter coragem pra colocar em prática todos os seus pensamentos.

Ele se mostra pra poucos, mas na verdade acho que é a gente que tem que mostrar que ele pode se mostrar, entende. Ele precisa se surpreender, ver que você tem uma coisa a mais.

Ele é leal.

Ah, olhos verdes, olhos verdes (repito, verdes, nunca digam que são azuis, há quem diga que são os mais bonitos que ela já viu).

Quero que você seja feliz. Desejo que te dêem o que você espera. E espero que você tire do amor toda a beleza que consegue tirar da dor.

Este é seu ano 6, sabia?

Feliz Aniversário.

Acho que não preciso assinar, mas como é de praxe, vou fazer.

Sempre sua,

Revisora do Prazer.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Um pouco de tudo

"De puta, de criança, de maluca. Toda mulher tem um pouco.


Falo por mim porque vivi pouco tempo para fazer afirmações maiores.


Falo por mim porque estou egoistamente presa na minha própria descoberta e existência.


Mas pelo que tenho visto por aí, toda mulher tem um pouco de tudo. E dá trabalho ser feliz com tantos poucos para agradar.


E a cada suspiro, meus poucos se atrapalham: estou feliz ou com medo? Estou cansada ou excitada? Estou carente ou encantada? Estou fria ou fugidia?


Numa única noite eu fui um pouco tudo, eu quis um pouco de tudo. Quando alguém vai acompanhar meu ritmo?


Eu quis que ele não soubesse meu nome, depois quis ter o dele logo depois do meu. Eu quis que ninguém soubesse de tamanha traição. Depois quis gritar na janela como o proibido era sopro no meu coração.


Eu quis sentir o poder de abalar com a vida dele. Depois quis que ele voltasse direitinho pra casa e esquecesse que existe a fraqueza.


Eu quis ele por uma aventura, uma risada, uma distração. Depois quis o colo dele para sempre, mas fiquei com o meu pouco puta estampado na cara.


Como eu preciso ser amada meu Deus, pra parar de dar de bandeja o meu sorriso por aí.


Eu tenho meu pouco criança estampado em cada linha que escrevo e em cada bobeira que falo na espera de atenção.


Maluca? Me sinto tão maluca, que devo ser sempre maluca.


De pouco em pouco encho o papo de ansiedade. Quando o muito virá?


Eu nunca poderia ser feliz sem meu pouco trágica. Eu nunca posso estar satisfeita sem meu pouco idealista e eu nunca poderei ser mulher porque ainda falta pouco, muito pouco, mas eu sei que sempre faltará.


Me completo de poucos, mas sigo esperando demais de tudo. Comida para cada um desses poucos que são buracos na minha alma.


Meu pouco puta, safada, tarada, não tem um pingo de compostura.


Meu pouco criança sofre e se diverte com o meu pouco louca.


Meu pouco adulta perdoa tudo porque tem total consciência do meu pouco criança.


Mas cada pouco espera o grande momento. A grande virada. O longo suspiro de paz.


Cada pouco espera o colo, a excelente trepada, o beijo silenciador de neuroses, o abraço aquecedor de angústias.


Cada pouca criatividade espera o salário digno, o carro novo, o cheiro de cada coisa minha conquistada, o sono de quem não deve um centavo a ninguém.


Corro no desespero desses dias, da vida que virá, dos sonhos realizados, da felicidade. Da luz.


Meu pouco pessimista sabe que isso pode não acontecer. Mas sigo com meu pouco otimista, aprendendo que ele a cada dia aumenta um pouco.


Quem em cada pouco põe tudo que é merece ser feliz. E muito."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Pra continuar...

Por que minha cabeça insiste em pensar, meu coração insiste em sentir e meu corpo insiste em pedir você?

Se você não me quer como eu te quero, por que ainda acredito?

Você contradiz com atos o que diz com palavras.

Tenho saudade do que não fomos.

Dos filmes que não vimos; das conversas que não tivemos; das várias risadas que não demos. Dos jantares que não preparei pra você; das massagens nos pés; de dançar pra você. De um fim de semana viajando; dos fins de semana trancados no quarto, nus; de te amar; te conhecer. Dos shows que não assistimos; dos lugares novos que não descobrimos; e dos antigos aos quais não voltamos.

E de inúmeras e incontáveis coisas que existem nessa vida para serem aproveitadas.

São tantos “se” e tantos “por quês”. E nem sei de onde surgiram, pois não existiram promessas, nem acordos.

Às vezes minha vontade é chamá-lo de “Filho da puta!”. Talvez seja o mais certo, talvez tenha sido isso mesmo, talvez você tenha se aproveitado da situação. Nem posso culpá-lo por isso, porque fui eu mesma que a criei. E pensando friamente eu também aproveitei. Experimentei o que quis experimentar.

Não. Não foi isso. Foi mútuo. Vontade de nós dois que não chegou aonde eu queria. Que não continuou até onde achei que poderia. Longe...bem longe...

Poderia usar todos aqueles bordões escrotos, pobres, podres e ridículos que existem pra tentar me consolar. “Quem não dá assistência, abre mão pra concorrência” “As pessoas só dão valor quando perdem”. “Quem nunca sai de dentro de si, nunca vai amar ninguém”.

Mas me recuso até a pensar que eles existem, nem sei como tive coragem de escrevê-los. Sou tão, tão, tão, mais tão superior a isso. Prefiro continuar a acreditar que ser sincero e aberto é a melhor coisa.

"É ele que está perdendo". É, mas eu também estou.

Acho que estou exagerando. Talvez sendo precipitada. Com a minha versão.

É que acho que “quem quer corre atrás” (nesse eu acredito de verdade) e também acho que pouco já é suficiente pra saber se vale a pena.

Mas não tivemos a chance de saber o que ia acontecer, de esclarecer, de eu falar o que realmente queria e pensava numa prosa concreta. De perguntar: "Será que vamos continuar?"

Mas você me escapa por entre os dedos como areia, como palavras soltas ao vento.

E entre o “ Vai tomar no cu” e o “Queria ter tido uma chance”, fico comigo. Fico com o que acho certo. Com o que acho que tenho direito e mereço ter. Mas com uma vontade louca de saber o que se passa na sua cabeça.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Amor de madrugada

Você chega com esse corpo gostoso, esse sorriso maroto, esse cabelo negro jogado debaixo de chuva pra me encontrar.

Você chega mau assim como te chamam, assim como está em seu nome.

É você que me toma, que me pega, que me ama, que vai satisfazer meus instintos e conhecer meus desejos. Mas não é em você que eu penso.

E você que está comigo durante a madrugada. Que me ajuda a preencher a cama. Que divide comigo cheiros e gostos, risadas e conversas.

Vamos dormir e acordar abraçados. É você que vou beijar calorosamente de manhã. Só que não é de você que eu queria me despedir na porta na hora de sair.

Mas hoje é do seu abraço que eu vou me lembrar e é o seu cheiro que vai ficar o dia todo no meu travesseiro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dar não é Fazer amor

Dar é dar.

Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.

Mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.

Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque a vida é estressante, e dar relaxa.

Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.

Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazia.

Dar é não ganhar.

É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.

É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.

É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo.

Dar é inevitável. Dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão.

Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Mas... experimente ser amada.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Divagações de Ano Novo

Sempre fui muito mais coração do que razão, apesar de saber e conseguir colocar a razão pra decidir o que fazer com as coisas do coração.

Sempre acreditei em numerologia. Não nesses horóscopos diários de jornal, mas naquela complexa, da personalidade, dos números que regem nossas vidas.

As pessoas podem não acreditar, mas as coisas estão interligadas, têm uma razão de ser, existe uma energia ao nosso redor.

Tudo é um ciclo, tudo que se começa se termina, se fecha, se completa. Mais cedo ou mais tarde, agora ou depois.

Tudo bem que temos o livre-arbítrio, mas independente dos atalhos que pegamos, das escolhas, das mudanças, sempre fazemos o que fomos predestinados a fazer, sempre chegamos aonde temos que chegar, independente se vamos ou não ficar, se vamos avançar ou regressar.

Conheço uma pessoa que fala que não é você que acha o caminho, mas o caminho que acha você. E isso faz o maior sentido. Se ele vai ser fácil ou difícil, divertido ou calmo, emocionante, visceral ou tranqüilo, depende da nossa personalidade.

Essa personalidade que se constrói ao longo da vida, mas que também já vem muito com você desde o nascimento.

Este ano é um ano universal 1. Um ano de recomeço, de estabelecer novos propósitos.

Um ano que favorece projetos audaciosos e criativos. Um ano que favorece a independência, originalidade. Ano da conexão com o eu interior. Ano da intuição.

Um ano regido por Marte, planeta da coragem.

No meu caso é um ano pessoal 4, um ano de produtividade, de estruturação do futuro.

Eu até preferia que fosse um ano 6, um ano de concretização de grandes amores. Mas preparar o caminho pra ele chegar também pode ser bom. E nada me impede que ele comece agora e tenha seu grande ápice depois ; )

Desejo a vocês o melhor ano 1 de todos. Que vocês definam seus objetivos, que se conectem com vocês mesmos e saibam quem são e o que realmente querem.

Que o regente Marte traga a coragem para que satisfaçam seus desejos.

E querem saber?! Satisfaçam todos! Não tenham medo!

Bom ano pra nós!!!!