quarta-feira, 27 de agosto de 2008

E viva o fecho dianteiro!



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Agora

Vai, rasgue a minha roupa.

Me pega, me puxa, grita, vira o mundo de cabeça pra baixo.

Jogue fora todas as regras, ande, ande logo.

Chore, berre, espanque, pulse, rasgue. Isso, pode rasgar tudo.

Você sabe, você sabe onde pegar, o que fazer, só você sabe.

Ande logo, vem que eu te quero todo, todo.

Respire, o quarto afastado, o mundo sendo descoberto.

Vai, ande logo, tá tão longe.

Vai, não dá mais, volta, vem.

A gente sabe dançar, a gente pode, a gente vence.

Você, eu quero. Eu sonhei, eu deixo, eu deixo tudo.

Vive comigo, cante comigo, faça amor comigo.

Saia correndo daí agora. Ande! Saia, saia, saia, e venha!

Venha. Se jogue. Eu quero você e eu sei que você me quer.

Tem que ser agora, agora. Se demorar eu vou embora. Embora pra sempre.

Eu vou e você sabe, eu também sei, o tanto que isso dói. O tanto que doeu em mim, em você.

As luzes piscando. Os sonhos, nossos sonhos. As lembranças, nossas lembranças.

Sentir. Não-pensar. Relar. relar. relar.

Eu quero, você quer. Ande, volte logo, vai. O tempo corre, o tempo corre muito.

Anos, vidas. O cheiro, o seu cheiro, o nosso cheiro, o suor, a pele colada na sua vida.

Pode puxar meus cabelos, pode, me segura, ande, com força, me pegue, mas ande logo, e tem que ser agora.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

De repente, não mais que de repente

Nos próximos dois anos todas faremos 30. Algumas poucas já fizeram, outra comemoramos esse fim de semana.

É engraçado. Quando eu era adolescente, olhava as mulheres de trinta e as admirava. Não que eu quisesse já estar lá, não, nada disso. Eu aproveitei cada fase bem aproveitada e sabia que um dia a minha vez ia chegar.

Mas eu as olhava com seus carros, cabelos, vestidos, empregos, noivos, maridos, namorados, combinações de saídas para o fim de semana, independência e achava aquilo o máximo.

Era como quando eu tinha 21 e namorava um cara de 30. Ele, com certeza, tinha os mesmos medos, anseios, sonhos, vontades, maturidade e imaturidade dos meus amigos que têm essa idade hoje e são totalmente normais, engraçados, adoráveis.

Mas pra mim, recém-formada, recém-chegada, louca pra conquistar o mundo, olhar pra ele e vê-lo estável, com casa própria, sair pra almoçar, jantar, balada, praia, só nós dois como um casal “de verdade” era o céu.

Quando eu falava pra gente passar 15 dias ou um feriado viajando e ele dizia “ok” sem precisar pedir permissão nem dar satisfação pra ninguém, se preocupar, combinar muito, estrategiar, só ir, era incrível, a facilidade e a naturalidade de tudo me cativava.

(Não, ele não foi o cara com quem eu mais aprendi e nem foi o mais importante da minha vida, mas essa é outra história.)

Era um mundo diferente do meu, um mundo que me seduzia. De fadas, de ilusão e eu me dou conta disso ao olhar pra trás.

Tudo é fase, momento, percepção.

Hoje estou nesse mundo. Estou na fase destas que tanto me encantavam. Mas não tem o quê de impossibilidade, de sonho, é concreto. Chegou.

E tem aquele mesmo glamour? Tem , tem sim. Mas é diferente. Não sei se me estou fazendo entender.

Tenho meu trabalho do jeito que planejei. Tenho o livre ir e vir que tanto gosto. Tomo as minhas decisões. Sou responsável pelos meus atos. Tenho os meus relacionamentos sérios e até os casuais. Tenho a minha casa, as minhas coisas. Sou dona total e integrante de mim.

A diferença é que não vejo mais de fora, é real, o dia-a-dia, natural.

Mas nem tudo são flores. As questões internas também ficam mais profundas. As coisas sérias já não são tão brincadeira, a liberdade e independência têm um preço a ser pago, você tem responsabilidades com você e com os outros, muitas coisas novas começam a acontecer e as decisões são mais definitivas.

Dizem que o retorno de Saturno aos 29 é mais forte. E eu começo a acreditar nisso.

Achava que era só eu que estava num período louco, sem saber se “caso ou compro uma bicicleta”, mas somos todas. A consciência mais profunda, o equilíbrio, a qualidade sobre a quantidade.

Do fundo do meu coração acho que estou mesmo nessa busca do equilíbrio. De coisas a longo prazo.

Com 30, ou quase, sei que não vou morrer de amor. E, se por acaso achar que vou, vou lá e resolvo as coisas, faço funcionar ou mato o que está me matando.

Sei que o que não é bom a gente descarta. Sei que nem tudo que acontece com você ou ao seu redor precisa ter uma relação direta, os outros também têm culpa. Sei cada vez mais quem sou eu, do que eu gosto e tenho cada vez menos vergonha, ou medo, de mostrar isso.

Sei que a distância afasta, mas não separa. Sei que algumas coisas têm mais valor que outras. Sei com quais amigos posso contar. Sei que tomo vinho e saquê porque gosto e não porque me disseram que é bom.

Sei respeitar mais, entender mais e exigir este mais. Sei que tenho o direito de errar, de ficar em silêncio. Sei que toda causa tem uma conseqüência.

Sei que se não cultivar e cuidar hoje, não terei amanhã. Sei que nenhuma verdade é absoluta. Sei quem eu amo.

Sei que posso, que quero. Sei que todas as minhas amizades já duram mais de 10 anos, algumas mais de 20, e as que não têm essa idade toda caminham pra isso com enorme potencial.

Era pra ser um texto geral e acabou sendo sobre mim. Já que estamos aqui...

No meu balanço acho que estou no lucro. Se algo vai mudar não sei, mas tem muita coisa que não quero que mude, só melhore.

Um brinde a nós, balzacas.

domingo, 3 de agosto de 2008

Nada demais

Ai, esse blog tá meio chochinho, né. Não tem mais texto, não tem mais nada. Só umas frases soltas sem contexto. Teve até o dia mundial do orgasmo semana passada e nada foi escrito sobre isso. Nenhum pensamento, nenhuma constatação, nenhuma dúvida...

É que a Revisora tirou férias, uns diazinhos pra se divertir, estar com pessoas queridas, pensar, talvez fugir um pouco,ver as coisas de um prisma diferente, rir, dançar, tomar sol mesmo que frio, dar e receber prazeres diferentes dos do cotidiano.

Mas semana que vem ela volta e promete escrever coisas novas e organizar os tópicos e rascunhos que ela fez esses dias pra poder postar aqui. Nada necessariamente em ordem cronológica, mas nada que não faça ou não tenha feito sentido, mesmo que exagerado, em algum momento.

Viu, Na, não abandonei, não, e aqueles planos ainda estão valendo.

Bom, mas já que ela entrou aqui e postou isso, vamos colocar só mais uma frase, assim, solta, com alguma coisinha.

“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”

É, na maioria dos casos é melhor pecar por mais do que por menos. O amor é um deles.