sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Talvez eu seja a última romântica

No fim de semana fui a Brasília para um casamento. Cerimônia na Perpétuo Socorro, festa no Iate Clube. Tudo muito bom, muito bonito, vários amigos. Com certeza entre os dois melhores que já fui.

Os noivos estavam tão felizes que era gostoso de ver.

Chorei um pouquinho, mais ou menos na mesma hora, só pra variar.

Quando eu era criança e brincava de casinha, eu falava que iria me casar aos 15 anos. É que parecia tão longe, que ia demorar tanto a chegar, que eu achava que já estaria uma velha.

Tinha até uma brincadeira que a gente fazia, que eu nem me lembro direito, que falava o dia do casamento, com quem, quantos filhos teria, onde ia morar, até o carro que ia ter...

Depois já adolescente, quando minha brincadeira do copo, aliança e cabelo disse que eu iria me casar aos 31 anos eu fiquei brava, desapontada. Como esperar tudo isso se ainda tenho 20?

Menina é cheia das brincadeirinhas sobre casar. Levanta a mão aí a menina que nunca escolheu o vestido ou as damas de honra.

Esse assunto é engraçado, às vezes a gente se surpreende com a opinião das pessoas.

Mesmo a mais porralouquinha quer as coisas de um jeito tradicional e afirma que quem fala que não quer é só fachada.

Algumas pessoas dão uma receita de que tem que ser assim ou assado, ter isso ou aquilo.

As mais formais falam que é a célula mater da sociedade.

Outras vêm como sinônimo de filho, família.

Tem as que nem cogitam a possibilidade.

E ainda tem as que pensam que é a coisa mais maravilhosa do mundo, uma experiência única.

Tenho um casal de amigos que se casou e foi morar no exterior. Na época eu disse pra ela que foi a melhor coisa que podia acontecer.

Não ia ser fácil tanta coisa nova acontecendo ao mesmo tempo, mas todas as alegrias seriam só dos dois, todas as dificuldades também, de uma forma imediata eles só poderiam contar um com o outro, e a base que iriam construir, nada poderia abalar.

Porque o que importa é isso, é a base.

Há um tempo conheci uma senhora que, depois de 50 anos junto com uma pessoa, ainda falava de uma maneira quase que passional mi hombre, e aquilo me impressionava de alguma forma.

Independente de religião, crença, festa, comemoração, papel o fato é que ninguém quer ficar sozinho. Todo mundo quer ter alguém.

Casamento pra mim é compromisso feito de alma, coração e consciência também.

É vontade, escolha.

É quando duas pessoas resolvem ficar juntas, ter uma vida juntas porque acham que vale a pena. Sabe, eu quero você, você também me quer, eu sou seu homem, você é minha mulher.

É querer olhar na mesma direção, ter um objetivo em comum, construir alguma coisa, ser mais importante na vida do outro.

É construir sua própria receita. É meio que quase viver num mundo paralelo, único e exclusivo ali dos dois, onde só eles sabem o que acontece.

Amor, carinho, compreensão, renúncia, perdão, respeito, aceitação das individualidades, admiração, incentivo, confiança, lealdade, cumplicidade, tesão, risos, muito namoro, privacidade do casal, cuidado, presentes, surpresas, tornar cada dia diferente e especial mesmo que a rotina seja a mesma, cultivar eternamente.

Acho que são os detalhes do dia-a-dia, coisas simples (aquelas bobas, mas simples) que nos fazem conhecer melhor e amar ainda mais a pessoa. É o tempo, convívio, descobertas que a gente faz.

De coração eu já me casei uma vez, e foi bom durante o tempo que durou. Até cheguei a achar que faria uma segunda, mas ainda não aconteceu.

A gente quer o pra sempre, mas não pode se esquecer que pra chegar lá na frente, lá no futuro, tem que viver o aqui e agora primeiro.

Recentemente, um novo amigo me disse que todo tipo de relacionamento, de alguma forma, vale a pena.

Então desejo que tenhamos relacionamentos verdadeiros e que encontremos aquilo que queremos, seja o que for, esteja onde estiver, né meninas e meninos!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sobre não sei o quê

Não, você não precisa ter a barriga do mocinho da novela, afinal eu adoro meus seios naturais que se mexem de leve quando eu corro e, infelizmente, desaparecem um pouco quando eu emagreço demais.

Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo.

Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse as mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.

Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Legal, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.

Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.

Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar aquelas músicas bem baixinho e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?

Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.

Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.

Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.

Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum.
Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita.

Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.

Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.

Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.

Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo.

Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo.

Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente.

Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.

Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo.

Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?

Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos.

Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer.

Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.

Par perfeito

Alguém aí nasceu entre 8 de agosto e 7 de setembro de 1972 ou 1981?

E entre 6 de abril e 5 de maio de 1974?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Gosto

Eu gosto do claro; quando é claro que você me ama.

Eu gosto do escuro; no escuro com você na cama.

Eu gosto do não; se você diz que não vive sem mim.

Eu gosto de tudo; tudo o que traz você aqui.

Eu gosto do nada; nada que te leve pra longe.

Eu amo a demora; sempre que nosso beijo é longo.

Adoro a pressa; quando sinto sua pressa em vir me amar.

Venero a saudade; quando ela está por terminar.

Eu gosto da falta; quando falta mais juízo em nós.

E de telefone; se do outro lado é a sua voz.

Gosto de fazer amor fora de hora.

Lugares proibidos com você na estrada.

Adoro surpresas sem datas.

Chega mais cedo, amor, eu finjo que não esperava.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um ou outro

Hoje ouvi uma coisa: paixão é "pá!" e chão, e o amor não.

Amor é aquele que vai lá, te levanta, te cura, te acompanha, tem ligações mais fortes, mais profundas, mais duradouras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Problema sem solução

Sabe a que conclusão eu cheguei nos últimos tempos: que eu não quero ser mais solução na vida de ninguém, eu quero ser o problema.

Interpretem como quiserem, depois com tempo eu escrevo mais sobre isso. Se bem que eu acho que nem precisa...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.

domingo, 12 de outubro de 2008

Se

Se eu me apaixonar por você, promete ser sincero e me ajudar a entender.

Porque eu já me apaixonei antes e descobri que amor era mais do que mãos dadas.

Se eu te der meu amor, vou precisar ter certeza desde o início, que você irá me amar mais do que já fui antes.

Se eu acreditar em você, por favor, não fuja nem se esconda.

Se eu te amar também, por favor, não me magoe como já fui antes, porque eu não suportaria a dor, e eu ficaria triste se nosso novo amor fosse em vão.

Assim eu espero que você veja que eu adoraria te amar, se eu me apaixonar por você.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Meiguices

Me esquenta sem precisar de cobertas?

Esquento até quando não tiver frio. Te abraçando, te falando coisas no ouvido, ou tocando em lugares nossos...

Esquento! Até pegar fogo...

Pode?