terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Is the devil's in your kiss
If our love goes up in flames
It's a fire I can't resist"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mais

Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer.

Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais.

Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais da vida.

Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.

Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.

Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais.

Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.

Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dia de visita

Tudo que eu pensava era em como tirar a roupa a dele. Mil e uma maneiras.

Não era uma coisa só de tesão, era uma paixão louca, um desejo intenso de vê-lo novamente.

Não via a hora de encostar naquele corpo quente de novo.

Dormir e acordar várias vezes naquela mesma noite.

Beijar aquele beijo molhado.

Olhar aqueles olhos escuros.

Passar agarrada ao seu abraço.

Não importa que a noite já tenha virado dia, ou a madrugada tenha amanhecido, e nem que a gente precisasse comer -outra coisa-, o que importa é que a gente tava ali, e como eu dizia e ele repetia “não é hora de falar com ninguém”.

Eu gosto dele. Gosto porque ele adora dias quentes de sol.

Gosto porque ele não tem pressa.

Gosto porque com ele é tudo simples e fácil assim.

Se ele é "santo"? Nunca foi. Também, não sou religiosa mesmo.

Gosto porque perto dele eu nunca quero vestir roupa, a não ser pra ele tirar.

Porque ele me adora me fazer chegar e eu adoro senti-lo.

Porque com ele eu não me canso, eu rio.

Até porque tudo começou assim.

Eu já disse que ele tem o nariz perfeito e o sorriso lindo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ando me repetindo

Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas.

Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo.

Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma.

Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado.

Quer saber?

Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado - e mais antigo - que isso.

Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração.

É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples.

E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode - e deve - amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!).

E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou - porque não? - simplesmente amar o amor.

Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim.

O mundo não está triste só por causa das guerras, do superaquecimento global e do tal "salve-se quem puder".

As pessoas se escondem atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos.

Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar!

Mentira minha? Duvido.

Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas.

É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias.

(Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade).

Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça.

(E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí).

Existe a seguinte frase: "Será que amar é mesmo tudo"?

Uma vez respondi o contrário do que vou escrever agora, mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo.

É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta).

Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer "Bom dia" com o sorriso mais livre do mundo.

Se eu estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me apaixonei novamente por mim mesma.

E, como presente, ganhei um novo amor que é fruto de todos os grandes amores que tive.

Sorte minha? Talvez. Mas amor não é apenas sorte.

Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução.

Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem - afinal de contas - conseguiu manter-se fiel a si mesmo.

Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que podemos fazer.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Decorando

Escrevi na parede do quarto. Era isso ou uma foto minha.

Achei que isso fazia mais sentido, já que eu sempre estarei lá.

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

E disse ele:

"As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A felicidade não se compra, simplesmente acontece.

Na maioria das vezes quando e onde menos se espera...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

E a gente chega lá

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história.

Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível.

Meu coração é livre, mesmo amando tanto.

Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme.

Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim.

Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Não gosto de todo mundo. Mudo de humor se algo me incomoda. Me irrito com freqüência. Me desinteresso à toa.

Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo.

Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui.

Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir...

Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera.

E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.