Numa semana onde vi um cinema inteiro chorar com o final da Carrie em Sex and the City. Numa semana onde superei alguns dos meus medos pra conhecer uma pessoa nova. Numa semana onde me surpreendi com essa pessoa nova, faço esta pergunta: What about love? Numa semana onde vi uma amiga abrir mão de coisas que não eram satisfatórias. Numa semana onde vi essa mesma amiga ser pedida em namoro (uma coisa até antiquada nos dias de hoje, não) e uma segunda juntar os trapos com o namorado, pergunto: O que é esta coisa, esta força, este ímpeto que nos move e move o mundo?
Numa semana onde vi uma terceira amiga, conscientemente, se envolver e ter expectativas com alguém que não deixou nenhuma possibilidade, que confirmou que só tem migalhas a oferecer, pergunto: Até onde chegamos em nome de algo que não sabemos definir?
Independente do tipo de relação que se tem, ou do nome dado a ela, o fato é que todo mundo quer alguém.
Às vezes não necessariamente alguém pra “chamar” de seu, mas alguém que esteja ali, que se possa ter em todos os sentidos, que se possa contar, que “seja” seu, um porto seguro.
Isso é uma coisa que não se escolhe, que acontece, mas chega certa hora, certa idade na vida, que é inevitável.
Pode ser na adolescência quando você é toda descobertas e acha que morrer de amor é uma enorme possibilidade. Pode ser lá pelos 35 quando você pensa em constituir família. Ou pode ser quando você sabe um pouco quem é você e decide viver, e tem um companheiro que vai viver o mundo e a vida com você.
São tantas as possibilidades.
Dá medo eu sei, principalmente porque na maioria das vezes ele chega sem avisar.
Algumas vezes ele avisa, bate na porta antes, mas depois que você abre a porta, ou uma pequena janela, e deixa ele entrar, você não tem mais controle total da situação.
Qualquer relacionamento, por mais estável que seja, tem sempre um pouquinho de insegurança, de incerteza, o querer satisfazer, querer acertar, o fator surpresa que em algum momento te deixa sem saber o que sentir, como agir.
Mas calma aí, tem também um montão de coisa boa. Tem paixão, tem desejo, tem descoberta, tem sorriso, tem beijo, abraço, amasso, sexo (e nesse campo, a exploração é infinita, desde o começo quando ainda estão se ajustando, se encaixando, aprendendo, até quando já existe grande intimidade, cumplicidade), surpresa, diversão.
Não consigo uma explicação, uma definição.
Que não é imortal, posto que é chama, mas que deve ser infinito e sem amarras enquanto dure.
Pode ser.
Eu sou chama e por isso posso ser inconstante. Entendo como é.
Sei que o amor tem que estar em você e por você em primeiro lugar. Depois no outro e paralelamente a isso nas coisas que você faz.
Aprendi que cada relacionamento é único e nele estão envolvidas duas únicas pessoas e que essas duas pessoas é que sabem o que acontece, o que sentem, o que fazem, o que decidem, porque só elas sabem o que envolve, o que significa, o que liga.
E só elas podem tomar as decisões que envolvem o casal. Mesmo que ela pareça não fazer sentido aos olhos alheios.
Descobri que deixar de ser você mesmo não vale a pena, pois no contrato de amor, assim como no de uma sociedade, as pessoas estão ali pra somar, pra se doar, pra aumentar e nunca pra diminuir, dividir.
Garanto que garantias não existem, e que não vale a pena pensar nelas mesmo que sua ausência aumente o frio na barriga. Mas pra que apressar o inevitável se ele pode nem chegar?
Viver é correr riscos, amar é só mais um. Enjoy it!