terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Oferta

O que te ofereço é mar e tormenta, ressaca e ventania, pedras, bancos de areia, icebergs, recifes de coral.

Aventura.

O que te ofereço não tem descanso, não tem repouso, nem garantia de total felicidade no final.

Mas garanto felicidade agora.

O que te ofereço pode doer, corromper, modificar, fazer sofrer, faltar ar, te jogar pro alto, te confundir e enlouquecer, te ferir, te dizer sim e te fazer não.

Mas nunca a dúvida.

O que te ofereço não é seguro, dá medo, altera o pulso.

Mas prometo passar junto, passar tudo, sem soltar a tua mão.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

7 - o número da perfeição

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Tua

Entre um arrepio e outro da minha pele eu te encontro.

Você sabe como arrancar meu sussurro.

Na boca, tua saliva em minha língua.

A minha língua por entre teus dentes, no teu pescoço, no teu umbigo, no teu sexo.

Teu cheiro dá voltas em torno de mim, e me invade rápido, entre doce e violento, abrigando-se em meu peito, buscando o meu afago denso.

E eu já não sei onde é meu início e nem meu fim, só sei que é.

Neste hoje, neste agora, o mundo não ultrapassa a porta.

Nós transcendemos, penetramos o abstrato dos nossos corpos, com carícias vulgares, de belezas maiores.

As melhores.

Cabe sim, delicadeza em nossa fúria.

Você me dedilha os pêlos, os desejos pueris, o avesso do coração.

Pelo olhar você me adivinha. Eu cedo, me abandono.

Teu sopro leve em minha pele tira proveito da minha entrega e me alça, me espalha aos quatro ventos, me faz pairar alto, sobre o tempo, sobre o cansaço da espera, acima do sujo do chão.

Tua respiração em minha pele demora o segundo infinito e exato para que eu desperte e me perceba tua.

That is it

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Antes dele me beijar eu já sabia que podia ser ele. E foi. E está sendo. E é.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quando você não está

Desejos.

Sempre me dominam se eu deixar, sempre sou a escrava se puder.

Objetos inalcançáveis, distantes são os mais ardentes muitas vezes.

Pensamentos atiçam o sentido. A vontade de quebrar limites, de ir ao inexplorado.

Desejos insatisfeitos me deixam com a mente fervilhando, corpo inquieto e me fazem perder o sono.

São capazes de me fazer viajar quilômetros só pra sondar o que imagino.

Noites quase insones com esses pecados no pensamento me fazem acordar em poças.

Agora você não está aqui ao meu lado, mas está nos meus pensamentos e dedos, meus dedos...

Fato

Tenho um jeito muito atropelado de amar.

Sou desajeitada com o mundo.

Tropeço sozinha e me machuco sem saber como.

Talvez meu jeito de amar também seja desajeitado, não sou boa com as palavras e tenho pressa.

Ainda bem que ninguém é perfeito, mas coração, eu sei, é doce.

Hora certa

O jeito que ele me olha é que me inspira e desgoverna.

Um jeito que me conhece no derramado de dedos que convidam.

E a voz com sossego, o corpo pronto e quente sempre.

E, se ele demorou tanto, nós sabemos: amor também precisa amadurecer ou maturar na arnica, feito remédio.

Nunca tive muita impaciência na espera, ele sabe.

Pude pular de galho em galho e ir embora quando meu coração não queria ficar, enquanto.

E, das vezes que quis ficar e não tive espaço, entendi.

Funciona quase como o mesmo modo de quem faz ninho para um só passarinho, aquele todo especial.

Mas eu exerci meu par de asas. E fui feliz com as paisagens que sobrevoei.

Aí, quando eu menos esperava, ele chegou encompridando alegrias tão amenas, tão bestinhas.

Fui compreendendo aquela falta de desespero.

Eu achando graça na saudade. Eu perdendo o peso da lembrança só pra rir de tudo. Eu ficando leve. Eu sentindo sono logo na infância da noite.

Porque meu coração estava, enfim, descansado. Eu achando bom meu coração pousar assim: decidido e destrambelhado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lá de dentro

Estou imbuída de sentimentos.

Sentimentos de ontem, sentimentos de hoje, sentimentos de amanhã.

A tela da minha vida, assim como no filme, está divida em duas.

Uma de realidades outra de expectativas.

Vamos ver por qual delas vou seguir, se eu não conseguir juntar as duas em uma só.

Pelo menos parte delas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Regras do amor


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vontade de ser puta

A Tati Bernardi escreveu lá no blog dela um texto sobre uma brincadeira entre ela e as amigas.

A história dela termina mais ou menos assim:

“...desculpa querida, mas a última coisa que você tem é cara de puta...”

E eu? Será que tenho cara de puta?

Pode ser maluquice da minha cabeça, mas acho que essa é uma das fantasias que povoa a cabeça de quase todas as mulheres.

Ser desejada, cobiçada, ter todos aqueles homens ali, a seus pés, prontos a se tornarem meninos em seus braços.

Porque você tem o poder, você tem o que eles querem, você é capaz de saciar, prover, fazer acontecer.

Quando eu digo puta, penso naquelas das casas de luxo, cercadas de requinte e whisky.

Que fazem tipo e fingem que são lindas mocinhas esperando o homem chegar e convidar, usando roupas nada vulgares, tentando conquistar só com o olhar, esperando ser seduzidas, simulando ser caça e não caçadoras.

Pensando no estereótipo, sou uma menina magrinha, branquinha, com cara de boazinha, que consegue convencer a todos que está certa, mesmo quando não.

Não sou Lolita. Não me pareço com Dita Von Teese, apesar de adorar pronunciar burlesca, e nem faço tipo Marilyn Monroe que exala sensualidade pelos poros.

Tenho meus encantos, um comportamento misterioso e interessante no início, um jeito de andar que acho bem feminino e me agrada, talvez uma falsa pureza que desperte pensamentos.

Vontades inconfessáveis que só quem tem tempo de me conhecer vai saber, um discurso sem muitos tabus...

Tenho um amigo que me chama de “muito decote e pouca roupa”. Porque é sempre assim que ele me vê.

Pode ser que eu não tenha noção real do meu sex appeal.

Ao mesmo tempo vou contradizer tudo o que eu disse.

Uma mulher quer ser desejada, sim, sempre.

Mas ela quer ser desejada por alguém desejável. Um alguém desejável aos olhos dela.

Não adianta pensar que as cantadas, assobios e palavras chulas que a gente ouve ao atravessar a rua convencem.

Claro que essas também fazem bem pro nosso egozinho, e que passar por uma construção e não ouvir nenhum “gostosa” faz a gente pensar no que pode haver de errado.

Só que, na real, o que importa mesmo, o que é bom, o que satisfaz é ser desejada pelo homem que você deseja.

Seja pra um café, pra uma balada, pra uma transa, pra um romance, pra um affair, pra um namoro, pra um mês ou dois, pra uma vida.

A gente quer um cara que nos queira e que a gente queira também.

Que nos faça sentir e que sinta, e que tire e que dê tudo que é possível naquele momento.

Já conversei com amigas que entendem desses assuntos comportamentais e perguntei a diferença entre o desejo daquele que te vê na rua e que, às vezes, te faz sentir mal, e o desejo de alguém que compartilha alguns momentos com você.

A explicação que tive é que o desejo é igual, é instintivo, é animal.

A diferença é que um é somente físico, hormonal, invasivo.

E o outro, além da parte física, tem admiração, carinho, respeito...

Acho que este texto também pode entrar no tema sobre quantas mulheres temos dentro de nós.

Depois de tudo isso a que conclusão eu cheguei?

Que sim, que quero ser puta.

Mas puta do meu homem.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Intimidade

Não é possível construir intimidade numa única noite de sexo por maior que seja a troca, o prazer, a peripécia, o orgasmo.

A intimidade é construída diariamente, na resolução de um conflito, na confissão de um trauma, na celebração das alegrias, na torcida por uma vitória, na confiança de partilhar os sonhos mais íntimos...

E isso demanda tempo, investimento voluntário, e o desejo de comprometimento.

Numa noite de sexo por sexo o que se consegue é uma espécie de alívio fisiológico, uma injeção efêmera de endorfinas e serotoninas, um prazer momentâneo, ou nem isso.

Sexo por sexo pode ser tão saudável quanto sexo com amor, mas não promove intimidade.

O carinho de quem ama alimenta, além do seu corpo, os seus campos sutis, sua alma.

O carinho de quem vivencia apenas o desejo só alimenta corpo.

Penetrar um corpo numa relação sexual não necessariamente significa comunhão com ele.

E o prazer, na ausência da comunhão, é muito mais solitário e individual, mesmo que simultâneo.

Penetrar um corpo com amor, é ter vontade de perder-se e a confiança de que se estará seguro nesta entrega de todos os sentidos.

Pode haver tanta poesia numa relação quanto em outra, mas intimidade não.

Pode haver tanta diversão e desejo em uma como em outra, mas intimidade só se consegue com o antes e o depois em consonância com o durante.

Sexo sem amor pode ser tão gostoso quanto com.

Mas poder dizer um eu te amo sonoro com toda a força do teu coração naquele momento em que alguém se funde a você, é um orgasmo-bônus que só a intimidade proporciona.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quero ser meu eu em você

Quero ser o brilho dos teus olhos ao me olhar

O teu sorriso ao ganhar um beijo meu

Quero ser teu corpo inteiro a se arrepiar quando em meus braços você se acolher

Quero ser o teu segredo mais oculto

Teu desejo mais profundo, o teu querer, a tua fome de prazer sem disfarçar

Quero ser a tua fonte de alegria, ser o teu sonhar

Quero ser a tua sombra, o teu guia, teu luar em plena luz do dia

Quero ser a tua pele, a tua proteção, o teu calor

Teu cheiro a perfumar o nosso amor

Quero ser tua saudade, o teu sangrar ao ver minha partida

Quero ser o teu peito a apelar, gritar

Quero ser o teu ego, a tua alma, o teu céu, o teu inferno, a tua calma

Ser teu tudo, ser teu nada

Es meu amado

Quero ser teu mundo, teu poder, tua vida

Quero ser meu eu em você...

domingo, 18 de outubro de 2009

Me


Quantas caras você tem?

Acabei de ler um livro chamado Filha, Mãe, Avô e Puta.

Não, não é sobre pornografia.

É um livro que fala sobre mulheres e suas escolhas. Mulheres e seus sofrimentos. Mulheres e suas superações. Mulheres e seus prazeres. Seus amores, desilusões. Mulheres.

Não, não estou mandando ninguém ler, até porque a ausência total de preconceito tem que existir para entendê-lo.

Também não estou ganhando nada pela propaganda.

Mas, então, por que falar dele aqui, num blog onde eu coloco muito dos meus pensamentos pessoais?

Porque ele me fez pensar: Quantas mulheres existem dentro de nós e quanto valor damos a cada uma delas?

Eu costumo falar que mulheres são divididas em muitos papéis.

Mulher, esposa, amante, companheira, confidente, incentivadora, amiga, mãe, filha, irmã, colega, prima, dona de casa...

No meu caso, tem pelo menos uma dessas que eu não posso ser. E não quero ser.

Inclusive já falei sobre isso em dois dos meus relacionamentos.

Mas quem disse que temos que ser perfeitas?

Quem disse que temos que realizar coisas que não nos são agradáveis ou que não temos vontade ou dom para?

E você mulher, porque às vezes fica tão preocupada com o que não pode dar ao invés de se preocupar em melhorar o que você pode?

E o que você, homem, prefere?

Uma mulher que consiga apenas ser 1% ou que consiga desempenhar 99% dos papeis?

Nunca pensou nisso?

I believe

Eu acreditava nele, ele acreditava em mim.

E acreditar é mais do que confiar.

Ninguém olhava de canto de olho, nem ria de canto de boca.

Não havia dúvida, nem cuidados de onde pisar.

Não havia silêncio constrangedor, nem necessidade de palavra.

Não havia suspeita, nem ímpetos de romper.

Não havia desconforto, nem vontade de parar.

Não havia nem a possibilidade de um lamento assim.

sábado, 10 de outubro de 2009


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bem ali

Deitada em teu colo, observando alguma coisa acontecer entre a sala e cozinha de casa, mas talvez nem ligasse, queria mesmo era que não parasse de fazer o cafuné nos meus cabelos desorganizados.

E a gente fica ali, naquela brincadeira de implicar um com outro até que eu seguro teu rosto entre minhas duas mãos e te puxo pra perto dos meus olhos pra dizer o que está preso embaixo da minha língua.

Olho nos teus olhos castanhos e você me sorri, quase já sabendo o que eu vou te contar, ou fazer.

I do

If he had asked:

-Will you marry me?

I'd tell him that I'm too young. That I still have a lot of things to live. That I want to study some more, that I want to work at a place where I'd have very few money but many pleasure, that I want to see so many things. I'd tell him that I can't right now. I have pictures to take. I want to play a little bit more with the child inside of me. I have too many parties to go to, too many interesting people to meet, too many flowers to receive.

"I can't marry you yet", I'd say.

But he asked:

-Will you marr...

-Yes!

* Don't think, don't wait, don't go slow, don't hide yourself, don't hesitate...Sometimes we don't have a second chance.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sobre os amigos

* Ontem fiquei até altas horas da madrugada conversando com um amigo de toda a vida.

Nunca fiz amigos tentando ser interessante ou de propósito.

Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles.

Me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pelas opiniões, pelo jeito de levar a vida...

Todo mundo quando descobre certa receptividade no outro abre seu coração com tamanha generosidade, que fica difícil não fazer o mesmo.

Porque a escolha é sempre nossa.

A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente, sempre nessa expectativa do encontro.

E quando flui, tudo nos parece mágico.

Mas depois vem o que fazemos com tanta informação, com aquela confissão, com aquele momento de entrega.

É isso que vai solidificar o que quer que tenha começado. E quando isso não é um dom, é um exercício.

Sempre tenho a impressão de que meus amigos têm talento para sê-los.

Que são pessoas que nasceram pra essa troca incrível, com esse jeito maravilhoso de encher de sagrado qualquer encontro.

Sempre lembro que se fulano me escolheu, é meu termômetro pra pensar: “vá em frente, você está vibrando na energia certa”!

Isso me faz acreditar mais em mim e a ter vontade de me melhorar diariamente porque sei que o quer que eu faça ou fale, nunca será o suficiente para parar de investir numa relação.

O ser humano é dinâmico, está em constante processo de mutação e precisando de novas trocas.

Tudo que eu sou eu devo ao que fui, à minha criação, ao que me doeu longamente, às alegrias que tive, às pessoas que conviveram comigo, aos valores que me passaram e ao que transcendi, aos lugares que conheci...

Tenho tanta consciência da importância do outro na minha vida que digo que sou viciada em gente, com seus problemas, suas virtudes, sua simplicidade, ou complexidade, com sua disposição pro amor ou a sua dificuldade de amar.

Porque eu sempre vou encontrar casa numa característica, qualidade ou defeito do outro, nem que seja pra rejeitar naquele momento e me sentir superior ou inferior.

Tudo é instrumento para que eu me trabalhe quando me deixo vir à tona através das projeções que faço.

Não sou uma pessoa fácil, embora quem me veja, ache que sim.

Às vezes me alimento das belezas que as pessoas me dão ou me desprezo quando me rejeitam.

Sou exagerada em tudo, oscilo demais, fico melancólica demais, alegre demais, agressiva demais, doce demais, carente ao extremo, independente além da conta.

Mas sempre tento estar atenta a minha responsabilidade, a ter o cuidado de dizer ao outro a verdade dos meus sentimentos.

Às vezes no primeiro impacto isso pode ser assustador.

Porque a honestidade sempre salvou as minhas relações e me permitiu ser amada sendo quem eu estava, porque somos o que estamos.

Também descobri que a gente se desilude com amigos sim, mas que ninguém tem tanta força pra me ferir. Só terá se eu der a ele esse poder.

E que quando abraço uma pessoa inteira, sei que estou trazendo pra minha vida uma pessoa com tudo o que ela tem dentro.

E acredito tanto na minha intuição e na minha sensibilidade que confio que sempre haverá a troca- de um jeito torto, truncado ou fluido-, eu só dependo da minha criatividade.

Com ela eu escolho se usarei meus vazios e minhas decepções pra me lamentar , os espaços que eu tenho pra crescer ou, ainda, se saberei aceitar amor e confiar simplesmente.

É por isso que críticas podem até me baquear, mas não me desnorteiam e que elogios me nutrem, mas não me envaidecem (mais).

Porque é verdade!

Sou uma pessoa de sorte.

A quantidade de amigos verdadeiros que tenho não cabe apenas nos dedos das mãos.

*Baseado num texto da Marla.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Euforia

Para alguns padrões eu nunca fui uma moça bem-comportada.

Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal-resolvido sem soluços. Fato.

Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que todos gostem de mim, mas pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.

Tenho uma relação de amor com o próprio amor e gosto de descascá-lo até alcançar a fratura exposta.

A palavra é meu inferno e minha paz.

Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me alimenta e, às vezes, quase me deixa exausta.

Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.

Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.

Por isso, não gosto de meios-termos, de mais ou menos ou de qualquer coisa.

Gosto de corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.

Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.

Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.

Em gente que fala tocando no outro de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.

Eu acredito em profundidades e tenho medo de altura, mas não evito meus abismos: são eles que me dão a dimensão do que sou.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Love is the scars on your knees, the leftover food in the refrigerator, the song the birds sing, the pain you inflict, the sweet nothingness that flutters from your lover's mouth, a half-complete cigarette, diet coke which fizzles on your tongue, the rainbow sprinkles on your cupcake, the battered package you received in the mail the other day, the sound of wind escaping through a small gap in the window, the dampness of your hair, the chipped red varnish on your fingernails, your grandmother's musical box, the ballet shoes you've had since you were five, the music playing on your car stereo, the flaky paint on your walls, the bubblegum stuck under desks, the tooth-fairy, your hands and the things you can make with them, the kisses you blow, the clothes you wear, 5 AM morning breath, your sensitive teeth, the tingly feeling you get when you get touched at certain parts of your body, the tangles in your lover's hair, sleepless nights, overdosing on painkillers, undeserved success and recognition, telling lies and not getting caught, blacking out from consuming too much alcohol, being desired by multiple parties, solving a mathematical problem, watching the people around you, watching the people messing up around you, screaming out your window in the middle of the night, flaming your lover's ex, smudged mascara, disheveled hair and smeared lipstick, the coffee and bagel you digest on a daily basis, little children, silence, recyclable materials, trees, photosynthesis, growth, development.

No, love is
you, I, and a careless mixture of everything else we worry about."
Thinking of you.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Caquinho de vidro

Você também consegue ver?

Você também consegue entender como isso é bonito?

Você também tem dessas coisas?

O mundo desabando e você sereno por dentro, rindo secretamente porque tem um tesouro muito precioso e que ninguém pode tirar de você?

Você também tem um tesouro precioso secreto que lhe recarrega as energias?

Você também se desprende de tudo e se incomoda com nada por causa de um caquinho de vidro?

Acontece de tudo, coisas das mais variadas e você sabe por dentro que tem coisa preciosa e não se desespera?

Que se você fosse hoje parar na tal da ilha deserta e não desse tempo de escolher (nem levar) as tais três coisas que você levaria, não teria importância porque seu caquinho de vidro tá com você?

Que você tem tudo o que precisa dentro da sua cabeça e do seu coração e isso ninguém pode lhe roubar?

Que não importa o quanto as coisas estão ruins ou dando errado, você pode (quando e quantas vezes quiser) ver a luz do sol refletindo no caquinho de vidro?

Você tem um caquinho de vidro?

Eu tenho.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu

Tem dias que fico assim, assustada, querendo ser sagrada e me sentindo profana.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Bom feriado!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Chuva

Aqui tá tudo tão molhado que encharca o papel ao sair do banheiro.

Chega à noite logo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Indócil

Hoje eu acordei indócil.

Indócil como as fêmeas que clamam pelo sêmen do macho.

Das que querem beber o líquido quente e viscoso que a carne derrama no ventre da presa.

Indócil de energia represada, desse ardor inclemente, da vontade da língua molhada pregada na minha língua quente.

Indócil e fácil, súbita e assumidamente oferecida.

Daquelas que se despem salivando penetrâncias.

Crestada como flor ao sol enxugando-se do orvalho.

Planta carnívora, cigana balançando a saia na dança dos Orixás.

Suor íntimo de mar, um cheiro fresco de mato.

Banho de rosas vermelhas, rescendências de almíscar, sinfonia de gemidos.

Indócil de tanta força entre as pernas, predadora consumindo a presa entre as coxas.

Cravando as minhas unhas na tua pele cor de canela.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por tanto amor

Por tanto amor a gente resolveu morar um dentro do outro. Mas numa casa espaçosa com um quarto para cada individualidade.

A gente quer que seja preservada essa pessoa que somos com nossos amigos e todas as lembranças mais especiais da nossa trajetória.

A gente quer que nosso amor não preencha a nossa vida tão absolutamente a ponto de não restar uma lacuna que seja pra nossa vida anterior e pros potenciais que temos que desenvolver solitariamente.

Como quando a gente tinha tempo livre pra ser só e gostava disso. Como quando a gente não respirava apenas essa novidade da chegada do outro.

Nesse quarto para as nossas visitas, só não é permitida a entrada de fantasmas. De resto, todos os nossos convidados e aprendizados são muito bem recebidos.

Depois a gente até pode escolher se compartilhará ou não. E por causa dessa liberdade de escolha, a gente sempre tem vontade de compartilhar.

Por tanto amor a gente resolveu também que qualquer coisa que doesse um pouquinho ia ser conversada antes que doesse um montão.

E que quando isso acontecesse, não ia ocorrer de cada um entrar no seu quarto espaçoso e deixar a porta trancada só pra assustar o outro.

A gente vai reunir aquele punhadinho de problemas, sentar na sala do nosso peito e esparramar no chão como quem tenta montar um quebra-cabeça juntos, sem olhar o desenho na capa da caixa.

Porque a gente sempre vai querer descobrir a raiz da paisagem pra ela ser mais bonita.

A gente quer conhecer profundamente a folha antes de compor a árvore. Porque a gente sabe que pular etapas é um jeito ineficiente de resolver o x da questão.

Por tanto amor, desde que a gente foi morar um dentro do outro, nossa vida foi ampliada de alegrias sinceras.

Eu ontem, por exemplo, estive só. Mas era porque eu não queria compartilhar coisas que não entendia.

Não quero macular o que é tão interior, pessoal e intransferível, assim como quem não quer mostrar a letra da música sem a melodia pronta.

E ele estava na sala quando entrei no quarto pra tatear minhas confusões.

E, em silêncio, ele respeitou meus barulhos mentais.

E teve que suportar nossa rede na varanda tão vazia de nós dois, mas só por alguns instantes, ele sabia.

A nossa casa é ampla pra caber nossas individualidades, nossas lembranças, nossos amigos, nossos silêncios e tudo que estamos e o que podemos nos tornar juntos.

Por tanto amor a nossa essência é a parte mais preservada da casa.

Absurdo

Absurdo é aquilo que dói. Invade. Transborda do coração minúsculo.

“Absurdo” é a incongruência. Quando a razão não acha por onde. Quando tudo que sobra pra ser sentido, vem sem filtro.

Absurdo é o que não tem explicação. Farpa de bambu. Partida.

Absurdo é o que não cabe em si, em nós. Aquilo que é difícil de expressar.

“Absurdo” é depois que terminam todas as palavras, mas a coisa continua linda. Absurda.


By acatade.tumblr.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Medo do amor

Eu poderia ter escrito este texto para uma pessoa específica um tempo atrás. Como me lembra aquela pessoa. Isso já foi, passou, mas a verdade continua a mesma.

Eu não tenho medo do amor.

Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele.

Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências.

É como viver apenas a possibilidade de algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá.

É ficar intranqüilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos.

Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com ele. Antes de saber que surpresas ele reservava.

Quem teme o amor teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido.

Está sempre baseado numa repetição do passado. E acha que a vida será como todos aqueles dias idos.

Quem teme o amor não vê a pessoa que conheceu, não se dá a oportunidade de ser amado de outra forma.

Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e confuso o suficiente para curá-las.

Quem teme o amor não aprendeu a pedir ajuda nem a receber a cura.

Ele se acha maior que o amor e não conjuga o verbo.

Quem teme o amor consegue ser mais perverso do que quem o magoou.

Quem tem medo do amor , pra se preservar, não se permite delirar lindamente e perde a parcela mais deliciosa que o amor prometeu, por medo de amar.

Novelo de delícias

Abro as pernas e as palavras se contraem: tua língua se apropria do meu texto, tua fala sempre tão bem dita.

Fecho os olhos: teu poema me penetra, nossas palavras gemem, a poesia grita.

Vou deixar que se enfie em mim com dedos, membro, língua e malícia.

E o teu corpo, meu tutor, se apropriar do meu sem dono, num abraço pélvico escorregadio, num enroscamento longo qual novelo de delícias.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Around the world

Quero te amar em italiano,te comer em russo e te xingar em árabe.

Te fazer sofrer em húngaro,te beijar em francês,te aceitar em esperanto e ouvir em português seu canto, seu pranto.

Quero me render em japonês,amanhecer espanhol,anoitecer em alemão,te entender em inglês e te cheirar em sérvio.

Te sorver em sueco,te dominar em turco e inventar um idioma que me ajude a compreender toda essa nossa eloquência.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Laser"

Post musical para lembrar o show/niver do Z ontem e para os meus superamigos por tornarem a noite tão divertida. :)

Ótima recepção de volta!!!




http://www.myspace.com/lazydogband

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mulher de 30

... Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: "O que você está pensando?" Ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe de coração se você tiver a intenção de conversar.

Se uma mulher de 30 não quer assistir o jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

Mulheres de 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro.

É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas.

Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher.

E falo por experiência própria. Não se fica com quem não se confia, vivendo e aprendenndo, né???

Mulheres se tornam psicanalistas quando amadurecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher com mais de 30. Elas sempre sabem.

Mulheres de 30 são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde você se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça...

Continua...

domingo, 12 de julho de 2009

I love you, and that's more important to me than our address. I choose us.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma das minhas histórias

Ainda me lembro quando ele disse que ia se casar. Foi como nos filmes de cinema, o copo quase caiu da minha mão e tive que despistar a reação.

Ela estava grávida.

Eu era uma menina, tinha 15 anos, nós nos víamos nas férias e feriados e eu gostava daquele ambiente de fantasia.

Eu falava que não queria, fugia, ignorava, fazia o que eu mais odeio hoje: joguinho.

Mas, repito, eu era uma menina em um ambiente onde ele me cortejava, mandava recado, mensagem, pedia para as nossas amigas em comum irem me buscar para me levarem à festa onde ele estaria.

Ele passava de moto em frente à casa da minha avó, lindo, com aqueles olhos verdes num corpo moreno de sol, mais velho.

E eu me sentia a própria Cinderela vendo um príncipe montado num cavalo de várias cilindradas.

Eu tinha uma foto dele, uma prima me deu, e eu guardava com carinho dentro da agenda, olhava de vez em quando nos períodos em que estávamos em cidades diferentes.

Quando eu chegava, todos me avisavam que ele estava lá e vice-versa.

Ele tinha namorada, e eu sabia, ela era irmã da minha amiga, mas nem suspeitava que eu existia, ou fingia.

O desejo platônico do cara da turminha mais cool da cidade pela menininha forasteira não era segredo pra ninguém.

Aquilo era entre eu e ele.

Todos torciam pra acontecer.

Um dia cedi, num Carnaval no clube, e mandei avisar que beijaria ele.

A sensação de poder decidir e ter um cara legal a seus pés. E a gente volta na fantasia do príncipe encantado.

Daqui a pouco ele veio, teve que esperar ela ir embora, e foi bom, muito bom, mesmo que rápido.

Era a notícia e o frenesi entre os conhecidos.

“Você beijou o Lu!”. Como se eu fosse ganhadora de um prêmio da loteria.

Logo veio a notícia e minha reação inesperada. Eu me importava mais do que pensava.

Na próxima vez que nos encontramos, ele deu um jeito de alguém vir até mim e avisar que mesmo estando casado ele queria estar comigo.

Só teria que ser diferente, com mais discrição.

O ego foi lá em cima, a vontade era muita, mas não. Tinha mais coisa em jogo que o tesão entre nós dois.

E assim foi. Viramos amigos de mesa de boteco. E temos boas lembranças. E não podia ser diferente.

Talvez eu quisesse ter beijado ele mais um dia ou dois. Mas, ok, valeu.

Por que lembrei disso hoje?

Porque acho que foi aí que eu comecei a não deixar nada para amanhã, porque o amanhã pode não chegar ou pode ser diferente.
You made me feel like a virgin when your heart beats next to mine.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nosso

São pequenos choques, que começam mansinho e viram trovões.

Nossos corpos tremendo, nossa pele enrijecendo, a união intensa dos nossos tesões.

Seu toque me invade, sua fala me excita e ao mesmo tempo me traz tanta calma.

Seus ruídos, seus cheiros, seu suor, seus cabelos te fazem senhor, que domina minha alma.

Movimentos constantes, fortes, consoantes, apertos espremendo e apertando desejos.

As suas e as minhas taras, fundindo-se em uma ao calor dos nossos beijos.

E a que pese o que chamam, os outros amantes sobre aquele grande, melhor momento, nós nunca promovemos pequenas mortes, porque cada gozo nosso, é um novo nascimento.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Impossível

É impossível não sentir tesão por ele.

Impossível não me sentir contrair ao pensar nele.

Impossível não me molhar ao esperar ele chegar.

Impossível não querer aquele gosto, aquele cheiro, aquele suor.

Colado, pregado, molhado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quero

Eu podia dizer que quero ficar com você para sempre, mas acho que querer é pouco.

Prefiro dizer que quero te conquistar e reconquistar quantas vezes forem necessárias ao longo de toda a minha vida.

Podia dizer que, ao seu lado, tenho os dias mais felizes da minha vida. Mas não é que eu só tenha tido alegrias. É que simplesmente não consigo me lembrar das tristezas.

Não espero, nem quero, nem mesmo desejo que tenhamos apenas momentos maravilhosos.
Vida cor-de-rosa não é para humanos, tampouco para homens e mulheres.

Desejo, sim, que tenhamos vida normal, com altos e baixos, com desencontros que são inerentes à vida. E que, ainda assim, a gente sempre consiga seguir juntos.

Não desejo que você não olhe nunca pro lado, mas que sempre se vire de volta e queira ficar comigo.

Não sonho com o dia em que não ficaremos nem um minuto longe um do outro, mas quero contar as horas pra voltar pra casa e te abraçar com todo o amor que houver nessa vida.

Não torço pra que as coisas não mudem nunca, mas sim pra que saibamos nos adaptar às mudanças, às novidades, ao mundo. E um ao outro.

Não espero não brigar nunca, mas urge que façamos as pazes antes de dormir, pra não haver pesadelos durante o sono nem fora dele.

Não quero que não haja questionamentos, nem ausência de dúvidas, pois seria irreal.

E eu quero realidade! Planos pro futuro, dinheiro no bolso para concretizá-los, pés no chão.

Mas o coração... este sim, pode deixar nas nuvens.

Não duvido que a gente nunca se magoe, mas que jamais seja proposital, e que, acontecendo, nunca tenha tamanha profundidade que um abraço forte não faça tudo passar.

Não acredito que não haverá monotonia nem dias chatos, e não penso que a rotina nunca vai bater à nossa porta. Só quero ficar com você mesmo quando for chato, quando houver monotonia, quando a rotina vier nos visitar.

Quero viajar com você pelo mundo, mas me importa saber de onde você vem e te mostrar o que me fez ser como eu sou.

Não quero que o mundo se resuma a nós, mas espero que a gente se baste, estando a sós ou na multidão que nada preenche.

Não quero confrontar seus hábitos, quero que os compartilhe comigo para que eu me acostume com eles e te apóie.

Não desejo apenas risos ao teu lado, quero teu colo pra chorar. E quero saber que, ao olhar nos seus olhos, terei certeza de que pra tudo nessa vida dá-se um jeito mesmo.

Quero que nós dois tenhamos sempre milhões de alternativas na vida, pois é disso que ela é feita - de escolhas.

Mas que, ao fim de cada uma delas, a gente sempre queira escolher um ao outro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

De volta ao passado

Olha só, não me atirem pedras nem queimem meus sutiãs, que me são tão raros, caros e meus.

Ando pensando muito sobre a questão ying/yang na sociedade e dentro de nós e o que eu vejo não são mulheres independentes e felizes com seus novos papéis, nem homens satisfeitos com um ter-que-ser que não combina com seus antigos moldes.

O que enxergo são homens e mulheres perdidos e insatisfeitos, loucos por colo e amor, loucos por si só e loucos de saudade.

Sim, loucos de saudade.

Eu quero ser apenas mulher de novo, estou cansada de virar homem tantas vezes por dia, tendo que resolver a vida e o mundo.

Tenho que trabalhar, pagar contas, impostos, saber tudo sobre contabilidade, escrever, recitar Vinicius, ter uma bunda dura, um cabelo macio, quinhentos e cinquenta e cinco cheiros gostosos pelo corpo, pés e mãos bem-feitos, saber o que está passando no cinema, ler de Sartre a Vogue, ajudar família, amigos, colocar os quadros novos na parede, responder e-mails, saber se o chassi do carro foi adulterado (!?) e estar linda e com a pele fresca quando aquela pessoa que você joga charme há meses te chamar pra sair.

Algumas dessas coisas adoooro fazer, mas outras, cansam!

Ok, você toma banho em segundos, reclama com sua mãe pelo telefone enquanto decide o que vestir (a eterna dúvida do primeiro encontro) e tenta se focalizar em ser mulher.

Apenas mulher.

Mesmo que tenha um bilhete em cima da mesa dizendo para entrar em contato com o contador com a máxima urgência. Máxima urgência?

E o interfone toca e você está com duas blusas na mão, nenhum sapato no pé e uma interrogação bem no meio da maquiagem.

O espelho não mente: você está ligeiramente linda, confusa e cansada.

Mas pega a bolsa e vai... Afinal, arriscar é viver!.

No elevador você pensa, enquanto dá o ar da graça com o eterno blush, amigo de todos os posts e horas: o mundo está invertido ou será que sou eu?

E você não encontra respostas, mas encontra o cara. Parado. Mudo. Com um olhar bonito e alguma expressão que você não entende.

Aí te vem a mesma imagem de minutos atrás: olha o ponto de interrogação bem no meio da cara dele...

O cara não sabe o que fazer. Não sabe se abre a porta do carro, se escolhe o restaurante, se te beija, se te come ou manda embrulhar, se leva flores no dia seguinte, se conversa sobre poesia, sobre filhos ou musculação, tudo porque está na dúvida se você vai achar lindo ou vai rir na cara dele.

Tudo porque ele está perdido, mas... Caramba! Você também está.

Você não sabe se ele tem a mente aberta igual aparenta ou se é mais careta que seu pai. E ninguém se percebe.

O cara te acha inteligente, gostosa, divertida e acha que você é moderna demais pra gostar de uma mensagem fofa no dia seguinte.

Meninos, é mentira. A gente gosta!

Tem gente que pode não gostar, mas eu gosto.

Vivemos num momento de transição e conflitos, fica difícil entender. Nada mais normal.

Eu, por exemplo, trabalho, tenho minha casa, sou forte por acaso, mas tenho meu lado mulherzinha que, ainda bem, nunca me deixa.

Sou emotiva, sensível, choro à toa, rodo a baiana, mas espero o telefone tocar, tenho meus nhem-nhem-nhens e estou cansada.

Cansada de ser racional. Cansada de tomar iniciativa, cansada de, algumas vezes, ser homem em cima do salto 15.

Por isso, em nome do meu equilíbrio, da falsa modernidade e dessa bagunça que virou um simples abrir ou fechar de portas, eu me atrevo a dizer: toda mulher tem seu lado mulherzinha.

Rapazes, sejam fortes e persistentes! Nós somos complicadas, mas contamos com vocês!

L' amour fou


* O amor é louco

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ele acordou cantando essa música. Achei bonitinho, resolvi colocar aqui (com tradução).



Noite chuvosa e nós trabalhamos o dia todo
Nós dois arrumamos empregos porque existem contas pra pagar
Nós temos algo que não podemos deixar pra trás
Nosso amor, nossas vidas

Feche a porta, deixe o frio do lado de fora
Eu não preciso de nada quando estou ao seu lado
Nós temos algo que nunca irá morrer
Nossos sonhos, nosso orgulho

Meu coração toca como uma bateria (a noite toda)
Toco por toque, um por um (e isso é certo)
E eu nunca vou te deixar
Porque existe algo que eu sei dentro de mim

Você nasceu para ser minha garota
E garota, eu fui feito para ser seu homem

Nós temos algo em que acreditar
Mesmo se nós não sabemos onde iremos parar
Somente Deus saberá as razões
Mas eu aposto que ele deve ter um plano
Porque você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

Acenda uma vela, deixe o mundo de lado
Mesa para dois em uma bandeja de tv
Isso não é fantasia, baby está tudo bem
Nosso tempo, nosso jeito

Então me abrace bem perto, mãos apertadas
Aperte os cintos, baby, é um passeio enrolado
Nós somos duas crianças unindo-se na estrada da vida
Nosso mundo, nossa fuga

Se nós ficarmos lado a lado (a noite toda)
Existe uma chance de que vamos conseguir (e isso é certo)
E eu vou saber que você continuará viva
No meu coração, até o dia em que eu morrer

Você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

Nos temos algo em que acreditar

Meu coração toca como uma bateria (a noite toda)
Toco por toque, um por um (e isso é certo)
E eu nunca vou te deixar
Porque existe algo que eu sei dentro de mim

Porque você é...

Nós temos algo em que acreditar
Mesmo se nós não sabemos onde iremos parar
Somente Deus saberá as razões
Mas eu aposto que ele deve ter um plano

Porque você é...

Você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Forgive

* Esse texto é pra tanta gente...

Vamos colocar os pingos nos is?

Se você não está feliz, o problema é seu.

Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. Única e exclusivamente seu.

O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito.

A pior coisa no mundo, e mais covarde também, é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento.

Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros.

Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!!

Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você?

Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços.

Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida.

Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa.

Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar.

Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta.

Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha.

Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste.

E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior e mais brilhante que o mundo: o perdão.

Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar.

Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdoo.

Não, eu não te perdoo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei.

A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca.

Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.

Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

Se perdoe e continue.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ataque súbito

Sabe aqueles dias em que você é invadido por um súbito ataque de felicidade, e que , na maioria das vezes, você não sabe de onde vem, mas não quer que vá embora, nunca?

Pois é. Às vezes me esqueço de como a gente pode ser feliz.

E agora eu sou o próprio reino da alegria, e eu quero dar um selinho em cada um dos meus amigos e fazer uma dancinha leve, como quem voa.

E eu quero que hoje seja o dia das declarações de amor, como quem não tem medo de nada.

E quero um riso besta, daqueles que nao descolam da boca da gente nem com temporal lá fora, porque pelo menos por hoje, os temporais de cá dentro viraram a cadência brilhante de um arco-íris technicolor.

Pra todos os tipos, não só pra um coração

As dores são criaturas que nunca se vão por si só.

Você pode tentar entreter as dores, alimentá-las, dormir com elas ou ignorá-las. Não adianta.

Lhes é preciso abrir a porta e mostrar o caminho da rua. 'Por aqui, senhora dor, por aqui, por favor, por favor, isso, vá, vá'.

Só que algumas dessas dores, elas são muito saudadeiras e ante qualquer espaçozinho, elas voltam. Entram pela porta dos fundos e tiram tudo do lugar de novo, principalmente se tiverem sido mandadas embora de forma gentil.

E com essas dores teimosas há de se agir bem firme e esquecer as sutilezas. Há de mandá-las embora sem explicação e sem muito hesitar (as dores também gostam muito das casas das pessoas que hesitam).

Há de se vedar hermeticamente qualquer fresta pela qual ela poderia se esgueirar e entrar de mansinho.

Há de recolher tudo, deixar tudo que pertence à dor do lado de fora numa caixa de papelão - de preferência bem longe, do outro lado da rua, só no caso de ela querer voltar com a desculpa de buscar alguma coisa que é dela. E as dores são bem dessas coisas.

E aí, um belo dia, se você se mantiver forte, a dor vai simplesmente desistir da sua casa e ir andando pra longe.

E nesse dia você vai poder abrir as portas e as janelas sem medo, só pra vida entrar colorindo as tuas coisas.

Só pra ver você passar

Lá no blog da minha amiga (shimarina.blogspot.com) tá rolando uma enquete, rsrs, que é mais ou menos assim: de quem você gostaria de receber um ensaio sensual?

Putz, difícil, né? Não sei se mulheres têm isso de ficar vendo foto de homem em revista, até porque as revistas onde eles saem não são destinadas pra elas.

A gente vê, lógico, mas de um jeito bem diferente de homem, sem levar pro banheiro ou colar no teto do quarto.

Eu, particularmente, se é pra ter assim, digamos, um estímulo artificial, prefiro algo com movimento e som, entendem?

Ver meu queridinho lá, num filme, numa novela, num programa, pra mim, é muito melhor que uma simples foto.

Mas, enfim, já que tenho que falar dos caras que me tiram suspiros, fiz aqui, rapidinho, uma lista, não necessariamente em ordem de importância, e pode ser que eu tenha esquecido algum, com 10 dos inatingíveis do momento.

Óbvio que o nome daquele vizinho ou daquele amigo não dá pra colocar aqui, né!

- Jude Law (o primeiro sempre)
- Patrick Dempsey
- Hugh Jackman
- James McAvoy (vejam ele em Amor e Inocência)
- Matthew McConaughey
- Rodrigo Santoro
- Ricardo Pereira
- Malvino Salvador
- Wagner Moura (casava com ele ontem)
- Rodrigo Lombardi

E vocês, meninos e meninas, em quem vocês dariam uns amassos??

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Damaged people are dangerous because they know they can survive.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Na balada

Da série, das coisas (sem noção) que a gente escuta dos caras por aí, quando estão tentando xavecar a gente.

- Aquele cara ali pediu pra eu te apresentar pra ele. E aí, rola?

- Seu cabelo é muito bonito, parabéns!

- Você malha? Musculação? Eu gosto de musculação. Amanhã vou pedalar. Você tem bicicleta?

- Aceita um sorvete? Só eu como sorvete na balada.

- Prazer, você é muito bonita, muito bonita, mesmo. Levanta aí pra eu poder ver você. Pra eu poder ver como é o seu corpo.

- Você veio aqui ontem? Não? Só tinha mulher aqui ontem. Até arrumei uma namoradinha.

- Você se formou em quê? A menina que estava aqui comigo também se formou nisso e dá aula. Ah, você não dá aula? Nossa, que legal? Então quer dizer que você também é boa de inglês?

- Você veio com ele, mesmo?

- Prazer eu sou Fulano. Só Fulano.

- Vou pegar uma bebida. Você quer alguma coisa? Nada, nem água? Você parece um pouco tímida. Você se considera?

- O que você faz além de ser bonita?

- Senta aqui, pode sentar aqui. Só tem mais duas pessoas na mesa, tem essa cadeira sobrando.

- Eu até achei que eles não fossem deixar eu entrar de bermuda e de tênis. Mas eu morei muito tempo fora, acostumei, não consigo mais me arrumar pra sair. Mas foi tranqüilo, de boa. E também, eu tenho moral aqui, né. Eles não iam me impedir.

- Você conhece lá? Eu também conheço, que legal, lá é bom, muito bom. Qual foi o nome do lugar que você acabou de falar, mesmo?

- Hoje eu te achei, achei você aqui. Não vou precisar ficar te procurando.

Mas, pelo menos, a gente ri, e ri muito, da maioria. E de uma forma ou de outra, faz bem pro ego.
Tenho desejos maiores, eu quero beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor, quero gosto sincero de amor.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fica no repeat do carro

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Beijo



Nesse beijo entrelaçado, descubro olhares enfeitiçados, lábios molhados, rendidos, seduzidos, conquistados.

Nesse beijo inquieto, no tempo sem tempo, registo os suspiros, os toques, o desenho.

Nesse beijo com fôlego, quente, temperado, descubro o momento, desejo vivido, um querer anunciado.

Nesse beijo, descubro o beijo escolhido.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Expose yourself

Mulher tem umas coisas engraçadas, né. A gente tem umas curiosidades um tanto quanto obscenas sobre nós mesmas. Tudo bem saudável e natural, mas cheio de fantasias.

A gente quer saber se é boa de cama, caso fosse “profissional ”se estaria entre as tops, quanto iria cobrar, no que a gente é boa, o que faz de melhor.

A gente se imagina dançando em cima de um balcão de bar, no palco de uma balada, ou até com aqueles mastros de ferro de striptease.

A gente fica se perguntando se posaria para a Playboy.

Antigamente a resposta poderia ser não. Não era bom imaginar um monte de homem babando e batendo punheta em cima da sua foto, no banheiro. Imagina chegar a uma borracharia e ver sua foto pregada lá.

Mas, hoje em dia, por vaidade e por um bom dinheiro, a resposta seria sim.

Hoje, você fica visada por um mês, na próxima edição outra vai ser o centro das atenções e vão esquecer você.

Daqui alguns anos, ninguém mais vai lembrar e você tem pelo menos um apartamento.

E por vaidade então, nem se fala. Imagina.

Claro que tem toda aquela historia de depende da revista, as fotos têm que ser de bom gosto, uma coisa mais sensual do que vulgar, instigante, provocativa.

A gente ate já chegou a analisar a vida das mulheres que já posaram pra ver se elas tinham dado “gente”. Se tinham se casado, se eram felizes, se eram mulheres respeitadas perante a sociedade, entendem?

Chegamos à conclusão que dá, que a gente pode fazer, rs

Quando completei 30 anos, eu fiz um ensaio clicado por um fotógrafo e uma fotógrafa. Ficou bem legal. E aquele negócio de “fazer amor com a câmera” é bem real.

Lógico que não é com a câmera, mas você imagina que tem alguém te olhando, alguém que você gostaria que estivesse ali, alguém pra quem você gostaria de se expor daquele jeito.

Música ajuda.

Tenho uma amiga que tirou umas fotos pra um calendário, coisa da faculdade de jornalismo. Óbvio que a foto que foi publicada foi uma só de rosto e as outras ela não mostra pra todo mundo, não. Só para as amigas e pessoas especiais.

Já outra fez um pôster e colou na parede do quarto. Se deu de presente antes de casar.

Uma outra saiu na Trip. Bem legal.

A gente é assim. Tem um lado nosso que quer ser apreciado pelo charme, pela beleza, pela sensualidade.

Tem fase em que a gente quer se mostrar mais que em outra. E a gente dá um jeito de resolver isso, seja entre quatro paredes, seja fantasiando, seja só entre amigas, ou fazendo algo que nos lembre disso depois.

Eu, particularmente, acho que estou na minha melhor fase, de tudo. Sabe quando junta tudo bom. Acho que é o ápice mesmo da vida.

Bom, entre fantasias e realidades que fazem parte da vida da gente, o fato é que cabelo arrumado, unha feita e uma roupa que te favoreça, nunca fazem mal a ninguém.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Dá e passa

Às vezes eu quero ir lá, bater na porta, ligar, perguntar como está, chamar no MSN, tomar um café, encontrar.

Fico torcendo pra gente se cruzar nos nossos lugares comuns, com nossos amigos comuns.

Ridículo isso. Pra quê?

Sei lá, talvez pra contar que o ano horrível acabou e tudo voltou ao normal. Contar dos meses sabáticos. Contar que a gente tá indo passar uma semana em Nova York.

Tá bom, mas a pergunta continua. Pra quê?

Talvez pra mostrar a parte boa que ele perdeu. Talvez porque ele fosse o único que sabia o que estava acontecendo.

Pra contar de uma coisa legal que vamos fazer, apesar dele não entender que minhas viagens naquela época não eram porque eu não tinha lugar no mundo, mas sim porque ele não estava, e, por isso, eu não conseguia ficar.

Ele está namorando? Não sei. Ele sabe que você tem alguém? Não sei.

Você gosta dele? Não mais.

É mais uma curiosidade pra saber qual seria a reação. Se o que você disse fez algum sentido. Se deixou saudade. Ou pra ter certeza da certeza.

E isso vai fazer diferença?

Não, mas é engraçado você gostar da personalidade da pessoa e não das atitudes dela com você. Do que você acha que poderia ter sido e não do que foi.

Faz algum sentido?

Nenhum. Quanto mais eu penso no que foi, no que está sendo e olho pro que será, menos sentido acho nisso.

Quanto mais eu escrevo este texto, me convenço que menos sentido faz.

Talvez fosse bom. Mas, como disse, é vontade, não necessidade, não desejo.

É vontade que dá, mas passa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

All I want, is someone I can't resist

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quero saber

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. Filmes. E pessoas inteiras.

Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso.

Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca, desafia a vida.

Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui.

Para de falar do lugar. De quem tava. Do que os outros fizeram.

Ok, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. Você!

Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um trabalho legal, um carro bonito que te custa caro.

Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal.

Você é gente! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. Eu tenho medo.

Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas um pré-conceito que os outros fazem delas.

Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem.

Também adoro uma balada, ser vista, uma frescurinha, champagne boa.

Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias.

Fico emburrada se o vestido não cai como eu queria.

Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus).

E acho que todo mundo também.

Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A gente é bem mais que isso.

Que tal preocupar-se um pouco mais com ser do que com o ter, nem que seja pra variar?

Me conte suas coisas, me mostre sua história, mas seja sincero: Você detestou aquele lugar que todo mundo ama? Você odiou, na verdade?

Então pra quê dizer que foi uma viagem “do caralho” e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meio do seu mural?

Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe.

Lembre-se de quem você era, de quem você é, do que quer ser.

É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros que eu quero conhecer.

Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, uma alegria que caiba dentro da bolsa.

Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim.

Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. E todos são bem-vindos comigo.

Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida.

Faça isso, eu vou fazer também.

Ovo

Gente!!!!

Já tá cheio de ovos por aí, de chocolate inclusive.

Quero ganhar muitos!!!! Na Páscoa!

Adoooroo!!!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Apesar de

Só sabe amar de verdade quem permite que o outro SEJA.

Isso é amar com A maiúsculo, amor sem egoísmo e com aceitação das nossas imperfeições.

É aí, bem nessa hora, que amamos "apesar de".

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mudar

" Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama, depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros. Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.

Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores.Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental, tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!"

quarta-feira, 4 de março de 2009

Amantes

Todos os amantes já adormeceram e todas as palavras já se calaram.

Quero sentir, quero ouvir você dizer que me amava mesmo quando estava longe, e deixar que o amanhã, juntos nos encontre, e que passe a ser vida o que hoje ainda é só sonho.

Que se acabem os segredos, que aumentem os desejos.

E assim, enquanto eu te beijo, que mude o destino, por um minuto.

Que meu corpo encontre o seu corpo num prazer absoluto.

E assim, enquanto eu te abraço, me aperte em seus braços, de um jeito que só você sabe, de um jeito que só eu sei.

Já não há razão pra não ser pra sempre, dessa vez há de ser, tem que ser diferente.

Não me deixe sozinha, nem mesmo um pouco, que esse pouco me deixe cada vez mais louca.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Live the moment, each and every day
This is what you've been looking for, for a long, long time
Make it real, make it right now, make it right now, make it right now
You've got to live it now

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Doce despertar

Hoje eu acordei pra você.

Me pintei de cores de seduzir suas pernas nas minhas cadentes.

E me vesti de amores pra te prender no meu peito.

Coloquei imãs na pele pra te atrair à minha carne quente em busca do seu calor sensível.

Tingi o hálito com o gosto do seu desejo que só quer o meu desejo.

Eu te beijo. Com a mesma boca que despertou pro seu sabor, que sente falta da sua língua e que passeia pelo seu pescoço sem medidas.

Nesse nosso ritmo descompassado, com esse sentimento aflorado, eu só quero te seduzir com aquilo tudo que você quer ser seduzido no meu corpo.

Hoje, não quero saber dos nossos amanhãs. Eles vão chegar.

Quero te dar importância. Quero suas mãos e sua cor.

Quero lembrar da sua pele na minha e das matizes inebriantes dos seus olhos.

Quero imprimir na ponta dos seus dedos todas as impressões das minhas digitais.

Hoje eu acordei pra você. Hoje eu decidi não te perder. E nem a chuva desfez meus planos.

Hoje eu acordei pra você. Enquanto o mundo ainda dorme lá fora.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Nunca falta na minha trilha sonora

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Neste momento

Dorme a cidade, resta um coração.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O que espero

Sensibilidade, honestidade, bom humor, inteligência, masculinidade.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sobre...

Me pega de um jeito nada delicado, me apertando pela cintura, me encostando na parede, beijando meu pescoço, mordendo minha orelha esquerda, passeando a língua.

Não diz uma única palavra até que olha em meus olhos e diz aquelas palavras.

Eu sorrio e confirmo que é a minha preferida.

Então suas mãos puxam meu cabelo, e morde minha nuca como se fosse a fruta mais doce da face da terra.

Me abraça com tamanha força que por uma eternidade inteira eu penso que somos uma coisa só.

Mas não somos: seres diferenciados, a cada qual pertence o seu mundo de desejos e necessidades, em comum essa vontade absurda de possuir o outro corpo, que ingenuamente sabemos nosso.

E momentaneamente nos pertencemos.

A dança continua entre sussurros e arrepios, sem pressa e com uma intensidade que quase se confunde com violência.

As manchas roxas no pescoço, nas pernas, na barriga carimbam a volúpia.

O corpo responde com a elevação da temperatura, as mãos que não ficam quietas, o cabelo caindo no rosto, a blusa providencialmente retirada, o calor, o sabor, as mãos que se estendem, a pele que se entende.

Me agarra, me deixa sem ar, me coloca por cima de seu corpo, e me faz olhar de um outro ângulo a vida toda.

E eu, por cima da situação mordo sua barriga, seu mamilo, seu pescoço, sua boca.

Eu reino no que acredito ser meu, naquela cama tão cheia dos meus sonhos mais infantis.

Fecho meus olhos, entrego minha alma, enfim.

E se engana quem pensa que sexo é quando dois corpos viram um só.

Sexo é cada um ser o outro e ser você.

E o outro ser você e ser ele mesmo.

Às vezes ao mesmo tempo, às vezes num tempo certo.

Me tira inteiramente o ar e não me sufoca.

Beija violentamente minha boca, a mão ainda entre minhas pernas, tudo estremece, muda de cor, de cheiro, de textura.

Eu sorrio, dou gargalhadas que parecem não ter fim, e enfim descanso.

Deito em seus braços, passa a mão na minha cabeça, me faz acalmar o coração.

Me beija e me diz: eu te amo meu bem.

Quando você chega

Sua mão segura a minha. O meu corpo quer o seu. As almas se doaram, já.

O seu sorriso me recompensa da noite mal dormida.

Fica tudo tão mais leve, mais colorido e menos aflito com a tua presença.

Os sabores mais acentuados.

Música e dança te pertencem.

Eu, nesse espaço de tempo agradeço ao universo por poder compartilhar uma época de vida com você.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Como é mesmo o nome dessa droga?

Eufórica como uma menina que acabou de ganhar uma boneca; uma adolescente esperando o namorado; como um menino que acabou de completar 18 anos e ganhou um carro; uma mãe ao dar à luz seu primeiro filho; como uma jovem que teve seu primeiro orgasmo.

Ah, é amor, né? Talvez ecstasy de felicidade?

Sobre as batalhas do dia-a-dia

Quer saber? Tudo com o que eu me importo, me importa muito.

Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome, mas também me alimenta. Toda. Por inteiro.

Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.

Dizem por aí que homens têm de ser dirigidos e mulheres têm de ser controladas.

É, pode haver muita verdade escondida ai, nessa simples frase maluca: homens precisam de direção e nós, mulheres, apenas de controle.

Controle sobre nós mesmas, devo dizer.

Porque direção - por mais que a gente negue e afirme estar perdida - a gente tem.

Mulher nasceu com um sexto sentido aguçado e nosso "não-saber" é mais sábio que a própria razão.

Duvida? Devo admitir que às vezes também duvido. De mim.

Nasci no lado ocidental do planeta, mas sou amiga da Lua.

E me vejo por horas pensando, procurando explicações plausíveis pra tudo.

Uma contradição? Pode ser.

Mas uma coisa eu aprendi no susto. A gente tem um poder dentro da gente que não tem tamanho.

E pra mim, sagitariana, passional e exagerada, esse é um desafio que me faz ficar cara-a-cara com quem pode se tornar a minha melhor amiga, ou a minha pior inimiga: eu mesma.

A maior batalha acontece aqui, bem dentro da gente.

Por isso, hoje, com toda a minha birutice e uma vontade de aprender que não acaba, eu pego minhas fraquezas. Deixo-as enfileiradas. E as estudo como se minha vida dependesse disso.

É. Com o auto-controle nas mãos, um propósito debaixo do braço e nossos inimigos internos dormindo, podemos - quem sabe? - nos tornar guerreiros impecáveis.

Ou, se não, apenas sorrir mais. O que pra mim já vale a luta. Ou uma vida inteira.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Era uma vez

Ele gostava dela. Ela não gostava dele. Gostava, mas não estava apaixonada e terminou. Passou um tempinho e ela arrumou outro. Foi então que ela percebeu que era ele que ela queria. Pediu pra voltar. Voltaram. E agora vão morar juntos.

Ele gostava dela, muito, mas muito. Ela já não queria mais. As dúvidas depois que terminaram existiram por um tempo. Mas cada vez mais ela percebia que tinha feito a coisa certa ao tê-lo deixado. E seguiu sua vida.

Ela gostava dele. Ele dizia que não, que não queria. Ele foi. Ela esperou ele voltar. Ele não voltou. Ela então deixou ele no passado e partiu pro futuro. Talvez ainda com ele na lembrança, mas sem esperança, uma hora ia passar.

Eles se gostavam muito. Faziam tudo igual, tudo juntos. Quando resolveram se unir definitivamente, não deu certo. A forma como eles queriam fazer isso era diferente. Foram felizes. Com outros.

Você via que tinha amor, que se queriam. Mas em um determinado momento não conseguiram continuar juntos. Ela foi. Ele ficou. Acredito que queriam voltar. Mas do jeito como tudo acabou era impossível achar que iam se respeitar.

Ela foi embora com ele. Mudou de casa, de vida, de trabalho de país. Deixou tudo e foi embora com ele. Passaram por tudo. Brigaram por tudo. Mas sabiam que pelo que os unia valia a pena continuar. Não tinham nada. Hoje são tudo um do outro.

Um dia ela gostou dele, mas ele não ficou com ela. Ele quis voltar pra ela, mas ela já tinha outro. Depois ela tentou voltar pra ele, só que não deram certo. Muito tempo depois ele a pediu em casamento. Ela não aceitou.

Sete anos se passaram entre o primeiro e o segundo namoro. No primeiro era só amor. No segundo era só sexo. Conseguiram experimentar de tudo um do outro. Seguiram separados, mas sem ilusões.

Ele achava ela linda. Ela achava ele o máximo. Ela morria de vontade dele. Ele morria de tesão por ela. Mas as mentes seguiam direções diferentes.

Eles não se conheciam. Um dia de cruzaram. E se encontraram.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quero muito tudo isso

Eu me vejo ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu.

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.

Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?

Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando mesmo que o dia esteja bombando lá fora.

E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto do seu pescoço, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.

Quando a gente tava junto lá naquele lugar e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.

Eu olhei para você com cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.

E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.

E aí eu só olhei pra bem longe, muito além do Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.

Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir.

E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela.

E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.

Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.

E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.

Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.

Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.

Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.

Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus e-mails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas.

Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.

Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança.

Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.

Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

* Peguei lá na Tati, mas adaptei com minhas coisas pra poder por aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ai se sêsse

Dizem que pra falar de amor, tem que ser com o Português correto. Então tá.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

= )

Tem dias que a gente não quer falar, só quer sentir.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Resposta

Então, quer saber o que eu penso? Quer conhecer minha verdade?

Pois tome. Prove. Sinta.

Eu tenho preguiça de quem não comete erros.

Tenho profundo sono de quem prefere o morno.

Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração.

Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar.

Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata!

Eu sou assim.

Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Só confio nas pessoas uma vez.

Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir.

Por isso, eu te peço.

Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso! Mas, por favor, me faça sentir.

Um beliscãozinho que for, me dê.

Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo.

Este é o meu alimento: comida que alimenta a alma.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Receita para dor de cotovelo

Esta semana me perguntaram como se cura dor de amor.

Ah, gente, não sei. Realmente não sei. Não sei mesmo. Me desculpem.

Se soubesse, juro que anotava a receita e mandava vender.

Se existisse fórmula seria fácil. Mas não tem.

E a única coisa que a gente não quer saber é de fórmulas quando o coração está em pedaços.

Não adianta alguém falar "vai passar" porque a única resposta que nos vem nessas horas é uma pergunta: QUANDO?

E ninguém sabe o tamanho do tempo e a gente acha que o mundo acabou, que o amor é marketing, enxerga qualidades onde a pessoa (aquele ingrato!) não possui e se vê num questionamento interior que não tem fim (e muito menos respostas): Por quê? Onde errei?

E outras que nem preciso enumerar porque são sempre as mesmas.

Só muda o objeto do amor e a intensidade do sentimento.

Você pode ter conhecido a pessoa há uma semana mas tem certeza que é o amor da sua vida, a razão de tudo, a tampa da sua panela.

Ah, então tá.

E as amigas te consolam, a maquiagem borra e todo mundo come chocolate junto, enquanto a frase que mais odiamos ecoa no ar "se o sujeito não te quer é melhor você ficar sem ele" "é ele quem está perdendo" "ele não te merece"...

Ai, hora do choro aumentar!

Estou certa? Pois é.

E aí você sofre. Faz drama. Drama, não, dramalhão. Afinal você ama aquele filho-da-mãe de uma figa que deixou seu orgulho ferido e sua auto-estima no chão.

E a gente esquece os defeitos dele, esquece que ele tem manias estranhas e esquece também que, no fundo, não via muito futuro pra vocês dois.

Verdade? Não, nessas horas nada é verdade.

Sofrer por amor cega, dá uma super inspiração e deixa nossas amigas preocupadas, essa é a única verdade.

Eu já tomei uns pés-na-bunda e acho que se as estrelas de Hollywood levam, quem sou eu pra fugir da regra.

(Mentira, na verdade eu acho que ninguém deveria fazer isso comigo. Pelo menos não até me conhecer por inteiro. Eu só aceito o fato porque me consolo falando que isso acontece com todo mundo e fico exaltando minhas qualidades.)

Já me disseram NÃO e nem por isso sou menos inteligente, menos legal, menos louca, menos linda, menos tudo, menos nada.

A única coisa que tenho certeza é que eu NÃO ERA a pessoa certa pra aquele cara.

Pelo menos naquele momento. E às vezes essa coisa do momento é o que dói mais.

Olha que simples. E sem aquela teoria furada de que o moço tem medo, algum trauma de infância e signo complicado.

Quando a gente quer de verdade - meninas, acordem! - vai até o inferno, desfaz casamentos, paga pra ver, apela para a baranguice e canta "Baby, come back" debaixo da janela.

Porque o amor é brega. E disso ninguém escapa.

Então, vamos aproveitar nosso minuto de lucidez (enquanto não caímos na teia do amor de novo) e aprender de uma vez por todas: não é pra gente se achar um lixo quando um amor acaba.

Não é pra gente imaginar que a atual do seu ex é perfeita (acredite: elas NUNCA são).

E definitivamente, não é pra gente confundir orgulho ferido com amor.

Missão mais impossível do que as do filme do Tom Cruise, né. Mas vamos ter isso como mantra.

Afinal a gente não vai amar uma pessoa que não ama a gente. E ponto.

P.S.: o sofrimento é inevitável, mas o luxo é opcional.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Paixão

Foi a única coisa que ela desejou naquele dia.

Era o que a roupa que ela usava debaixo do vestido pedia.

Era o que ela achava que merecia.

Era o que ela achava que precisava.

Não que ela não quisesse outras coisas e que essas outras coisas não fossem importantes, mas, dessas, o coração estava ciente, cheio, aberto e falava e o universo captava.

Mas a outra não. A outra estava na pele, no sangue, brotando, latejando e isso ela queria demonstrar, vestir, usar.

Deslumbramento intenso, força, rubor, vigor, emoções, obsessões, vivacidade, ímpeto.

Porque todo mundo merece um pouco de paixão nessa vida.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Só eu e você