quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quero muito tudo isso

Eu me vejo ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu.

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.

Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?

Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando mesmo que o dia esteja bombando lá fora.

E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto do seu pescoço, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.

Quando a gente tava junto lá naquele lugar e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.

Eu olhei para você com cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.

E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.

E aí eu só olhei pra bem longe, muito além do Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.

Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir.

E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela.

E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.

Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.

E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.

Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.

Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.

Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.

Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus e-mails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas.

Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.

Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança.

Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.

Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

* Peguei lá na Tati, mas adaptei com minhas coisas pra poder por aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ai se sêsse

Dizem que pra falar de amor, tem que ser com o Português correto. Então tá.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

= )

Tem dias que a gente não quer falar, só quer sentir.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Resposta

Então, quer saber o que eu penso? Quer conhecer minha verdade?

Pois tome. Prove. Sinta.

Eu tenho preguiça de quem não comete erros.

Tenho profundo sono de quem prefere o morno.

Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração.

Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar.

Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata!

Eu sou assim.

Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Só confio nas pessoas uma vez.

Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir.

Por isso, eu te peço.

Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso! Mas, por favor, me faça sentir.

Um beliscãozinho que for, me dê.

Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo.

Este é o meu alimento: comida que alimenta a alma.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Receita para dor de cotovelo

Esta semana me perguntaram como se cura dor de amor.

Ah, gente, não sei. Realmente não sei. Não sei mesmo. Me desculpem.

Se soubesse, juro que anotava a receita e mandava vender.

Se existisse fórmula seria fácil. Mas não tem.

E a única coisa que a gente não quer saber é de fórmulas quando o coração está em pedaços.

Não adianta alguém falar "vai passar" porque a única resposta que nos vem nessas horas é uma pergunta: QUANDO?

E ninguém sabe o tamanho do tempo e a gente acha que o mundo acabou, que o amor é marketing, enxerga qualidades onde a pessoa (aquele ingrato!) não possui e se vê num questionamento interior que não tem fim (e muito menos respostas): Por quê? Onde errei?

E outras que nem preciso enumerar porque são sempre as mesmas.

Só muda o objeto do amor e a intensidade do sentimento.

Você pode ter conhecido a pessoa há uma semana mas tem certeza que é o amor da sua vida, a razão de tudo, a tampa da sua panela.

Ah, então tá.

E as amigas te consolam, a maquiagem borra e todo mundo come chocolate junto, enquanto a frase que mais odiamos ecoa no ar "se o sujeito não te quer é melhor você ficar sem ele" "é ele quem está perdendo" "ele não te merece"...

Ai, hora do choro aumentar!

Estou certa? Pois é.

E aí você sofre. Faz drama. Drama, não, dramalhão. Afinal você ama aquele filho-da-mãe de uma figa que deixou seu orgulho ferido e sua auto-estima no chão.

E a gente esquece os defeitos dele, esquece que ele tem manias estranhas e esquece também que, no fundo, não via muito futuro pra vocês dois.

Verdade? Não, nessas horas nada é verdade.

Sofrer por amor cega, dá uma super inspiração e deixa nossas amigas preocupadas, essa é a única verdade.

Eu já tomei uns pés-na-bunda e acho que se as estrelas de Hollywood levam, quem sou eu pra fugir da regra.

(Mentira, na verdade eu acho que ninguém deveria fazer isso comigo. Pelo menos não até me conhecer por inteiro. Eu só aceito o fato porque me consolo falando que isso acontece com todo mundo e fico exaltando minhas qualidades.)

Já me disseram NÃO e nem por isso sou menos inteligente, menos legal, menos louca, menos linda, menos tudo, menos nada.

A única coisa que tenho certeza é que eu NÃO ERA a pessoa certa pra aquele cara.

Pelo menos naquele momento. E às vezes essa coisa do momento é o que dói mais.

Olha que simples. E sem aquela teoria furada de que o moço tem medo, algum trauma de infância e signo complicado.

Quando a gente quer de verdade - meninas, acordem! - vai até o inferno, desfaz casamentos, paga pra ver, apela para a baranguice e canta "Baby, come back" debaixo da janela.

Porque o amor é brega. E disso ninguém escapa.

Então, vamos aproveitar nosso minuto de lucidez (enquanto não caímos na teia do amor de novo) e aprender de uma vez por todas: não é pra gente se achar um lixo quando um amor acaba.

Não é pra gente imaginar que a atual do seu ex é perfeita (acredite: elas NUNCA são).

E definitivamente, não é pra gente confundir orgulho ferido com amor.

Missão mais impossível do que as do filme do Tom Cruise, né. Mas vamos ter isso como mantra.

Afinal a gente não vai amar uma pessoa que não ama a gente. E ponto.

P.S.: o sofrimento é inevitável, mas o luxo é opcional.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Paixão

Foi a única coisa que ela desejou naquele dia.

Era o que a roupa que ela usava debaixo do vestido pedia.

Era o que ela achava que merecia.

Era o que ela achava que precisava.

Não que ela não quisesse outras coisas e que essas outras coisas não fossem importantes, mas, dessas, o coração estava ciente, cheio, aberto e falava e o universo captava.

Mas a outra não. A outra estava na pele, no sangue, brotando, latejando e isso ela queria demonstrar, vestir, usar.

Deslumbramento intenso, força, rubor, vigor, emoções, obsessões, vivacidade, ímpeto.

Porque todo mundo merece um pouco de paixão nessa vida.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Só eu e você