quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Doce despertar

Hoje eu acordei pra você.

Me pintei de cores de seduzir suas pernas nas minhas cadentes.

E me vesti de amores pra te prender no meu peito.

Coloquei imãs na pele pra te atrair à minha carne quente em busca do seu calor sensível.

Tingi o hálito com o gosto do seu desejo que só quer o meu desejo.

Eu te beijo. Com a mesma boca que despertou pro seu sabor, que sente falta da sua língua e que passeia pelo seu pescoço sem medidas.

Nesse nosso ritmo descompassado, com esse sentimento aflorado, eu só quero te seduzir com aquilo tudo que você quer ser seduzido no meu corpo.

Hoje, não quero saber dos nossos amanhãs. Eles vão chegar.

Quero te dar importância. Quero suas mãos e sua cor.

Quero lembrar da sua pele na minha e das matizes inebriantes dos seus olhos.

Quero imprimir na ponta dos seus dedos todas as impressões das minhas digitais.

Hoje eu acordei pra você. Hoje eu decidi não te perder. E nem a chuva desfez meus planos.

Hoje eu acordei pra você. Enquanto o mundo ainda dorme lá fora.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Nunca falta na minha trilha sonora

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Neste momento

Dorme a cidade, resta um coração.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O que espero

Sensibilidade, honestidade, bom humor, inteligência, masculinidade.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sobre...

Me pega de um jeito nada delicado, me apertando pela cintura, me encostando na parede, beijando meu pescoço, mordendo minha orelha esquerda, passeando a língua.

Não diz uma única palavra até que olha em meus olhos e diz aquelas palavras.

Eu sorrio e confirmo que é a minha preferida.

Então suas mãos puxam meu cabelo, e morde minha nuca como se fosse a fruta mais doce da face da terra.

Me abraça com tamanha força que por uma eternidade inteira eu penso que somos uma coisa só.

Mas não somos: seres diferenciados, a cada qual pertence o seu mundo de desejos e necessidades, em comum essa vontade absurda de possuir o outro corpo, que ingenuamente sabemos nosso.

E momentaneamente nos pertencemos.

A dança continua entre sussurros e arrepios, sem pressa e com uma intensidade que quase se confunde com violência.

As manchas roxas no pescoço, nas pernas, na barriga carimbam a volúpia.

O corpo responde com a elevação da temperatura, as mãos que não ficam quietas, o cabelo caindo no rosto, a blusa providencialmente retirada, o calor, o sabor, as mãos que se estendem, a pele que se entende.

Me agarra, me deixa sem ar, me coloca por cima de seu corpo, e me faz olhar de um outro ângulo a vida toda.

E eu, por cima da situação mordo sua barriga, seu mamilo, seu pescoço, sua boca.

Eu reino no que acredito ser meu, naquela cama tão cheia dos meus sonhos mais infantis.

Fecho meus olhos, entrego minha alma, enfim.

E se engana quem pensa que sexo é quando dois corpos viram um só.

Sexo é cada um ser o outro e ser você.

E o outro ser você e ser ele mesmo.

Às vezes ao mesmo tempo, às vezes num tempo certo.

Me tira inteiramente o ar e não me sufoca.

Beija violentamente minha boca, a mão ainda entre minhas pernas, tudo estremece, muda de cor, de cheiro, de textura.

Eu sorrio, dou gargalhadas que parecem não ter fim, e enfim descanso.

Deito em seus braços, passa a mão na minha cabeça, me faz acalmar o coração.

Me beija e me diz: eu te amo meu bem.

Quando você chega

Sua mão segura a minha. O meu corpo quer o seu. As almas se doaram, já.

O seu sorriso me recompensa da noite mal dormida.

Fica tudo tão mais leve, mais colorido e menos aflito com a tua presença.

Os sabores mais acentuados.

Música e dança te pertencem.

Eu, nesse espaço de tempo agradeço ao universo por poder compartilhar uma época de vida com você.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Como é mesmo o nome dessa droga?

Eufórica como uma menina que acabou de ganhar uma boneca; uma adolescente esperando o namorado; como um menino que acabou de completar 18 anos e ganhou um carro; uma mãe ao dar à luz seu primeiro filho; como uma jovem que teve seu primeiro orgasmo.

Ah, é amor, né? Talvez ecstasy de felicidade?

Sobre as batalhas do dia-a-dia

Quer saber? Tudo com o que eu me importo, me importa muito.

Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome, mas também me alimenta. Toda. Por inteiro.

Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.

Dizem por aí que homens têm de ser dirigidos e mulheres têm de ser controladas.

É, pode haver muita verdade escondida ai, nessa simples frase maluca: homens precisam de direção e nós, mulheres, apenas de controle.

Controle sobre nós mesmas, devo dizer.

Porque direção - por mais que a gente negue e afirme estar perdida - a gente tem.

Mulher nasceu com um sexto sentido aguçado e nosso "não-saber" é mais sábio que a própria razão.

Duvida? Devo admitir que às vezes também duvido. De mim.

Nasci no lado ocidental do planeta, mas sou amiga da Lua.

E me vejo por horas pensando, procurando explicações plausíveis pra tudo.

Uma contradição? Pode ser.

Mas uma coisa eu aprendi no susto. A gente tem um poder dentro da gente que não tem tamanho.

E pra mim, sagitariana, passional e exagerada, esse é um desafio que me faz ficar cara-a-cara com quem pode se tornar a minha melhor amiga, ou a minha pior inimiga: eu mesma.

A maior batalha acontece aqui, bem dentro da gente.

Por isso, hoje, com toda a minha birutice e uma vontade de aprender que não acaba, eu pego minhas fraquezas. Deixo-as enfileiradas. E as estudo como se minha vida dependesse disso.

É. Com o auto-controle nas mãos, um propósito debaixo do braço e nossos inimigos internos dormindo, podemos - quem sabe? - nos tornar guerreiros impecáveis.

Ou, se não, apenas sorrir mais. O que pra mim já vale a luta. Ou uma vida inteira.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Era uma vez

Ele gostava dela. Ela não gostava dele. Gostava, mas não estava apaixonada e terminou. Passou um tempinho e ela arrumou outro. Foi então que ela percebeu que era ele que ela queria. Pediu pra voltar. Voltaram. E agora vão morar juntos.

Ele gostava dela, muito, mas muito. Ela já não queria mais. As dúvidas depois que terminaram existiram por um tempo. Mas cada vez mais ela percebia que tinha feito a coisa certa ao tê-lo deixado. E seguiu sua vida.

Ela gostava dele. Ele dizia que não, que não queria. Ele foi. Ela esperou ele voltar. Ele não voltou. Ela então deixou ele no passado e partiu pro futuro. Talvez ainda com ele na lembrança, mas sem esperança, uma hora ia passar.

Eles se gostavam muito. Faziam tudo igual, tudo juntos. Quando resolveram se unir definitivamente, não deu certo. A forma como eles queriam fazer isso era diferente. Foram felizes. Com outros.

Você via que tinha amor, que se queriam. Mas em um determinado momento não conseguiram continuar juntos. Ela foi. Ele ficou. Acredito que queriam voltar. Mas do jeito como tudo acabou era impossível achar que iam se respeitar.

Ela foi embora com ele. Mudou de casa, de vida, de trabalho de país. Deixou tudo e foi embora com ele. Passaram por tudo. Brigaram por tudo. Mas sabiam que pelo que os unia valia a pena continuar. Não tinham nada. Hoje são tudo um do outro.

Um dia ela gostou dele, mas ele não ficou com ela. Ele quis voltar pra ela, mas ela já tinha outro. Depois ela tentou voltar pra ele, só que não deram certo. Muito tempo depois ele a pediu em casamento. Ela não aceitou.

Sete anos se passaram entre o primeiro e o segundo namoro. No primeiro era só amor. No segundo era só sexo. Conseguiram experimentar de tudo um do outro. Seguiram separados, mas sem ilusões.

Ele achava ela linda. Ela achava ele o máximo. Ela morria de vontade dele. Ele morria de tesão por ela. Mas as mentes seguiam direções diferentes.

Eles não se conheciam. Um dia de cruzaram. E se encontraram.