sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nosso

São pequenos choques, que começam mansinho e viram trovões.

Nossos corpos tremendo, nossa pele enrijecendo, a união intensa dos nossos tesões.

Seu toque me invade, sua fala me excita e ao mesmo tempo me traz tanta calma.

Seus ruídos, seus cheiros, seu suor, seus cabelos te fazem senhor, que domina minha alma.

Movimentos constantes, fortes, consoantes, apertos espremendo e apertando desejos.

As suas e as minhas taras, fundindo-se em uma ao calor dos nossos beijos.

E a que pese o que chamam, os outros amantes sobre aquele grande, melhor momento, nós nunca promovemos pequenas mortes, porque cada gozo nosso, é um novo nascimento.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Impossível

É impossível não sentir tesão por ele.

Impossível não me sentir contrair ao pensar nele.

Impossível não me molhar ao esperar ele chegar.

Impossível não querer aquele gosto, aquele cheiro, aquele suor.

Colado, pregado, molhado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quero

Eu podia dizer que quero ficar com você para sempre, mas acho que querer é pouco.

Prefiro dizer que quero te conquistar e reconquistar quantas vezes forem necessárias ao longo de toda a minha vida.

Podia dizer que, ao seu lado, tenho os dias mais felizes da minha vida. Mas não é que eu só tenha tido alegrias. É que simplesmente não consigo me lembrar das tristezas.

Não espero, nem quero, nem mesmo desejo que tenhamos apenas momentos maravilhosos.
Vida cor-de-rosa não é para humanos, tampouco para homens e mulheres.

Desejo, sim, que tenhamos vida normal, com altos e baixos, com desencontros que são inerentes à vida. E que, ainda assim, a gente sempre consiga seguir juntos.

Não desejo que você não olhe nunca pro lado, mas que sempre se vire de volta e queira ficar comigo.

Não sonho com o dia em que não ficaremos nem um minuto longe um do outro, mas quero contar as horas pra voltar pra casa e te abraçar com todo o amor que houver nessa vida.

Não torço pra que as coisas não mudem nunca, mas sim pra que saibamos nos adaptar às mudanças, às novidades, ao mundo. E um ao outro.

Não espero não brigar nunca, mas urge que façamos as pazes antes de dormir, pra não haver pesadelos durante o sono nem fora dele.

Não quero que não haja questionamentos, nem ausência de dúvidas, pois seria irreal.

E eu quero realidade! Planos pro futuro, dinheiro no bolso para concretizá-los, pés no chão.

Mas o coração... este sim, pode deixar nas nuvens.

Não duvido que a gente nunca se magoe, mas que jamais seja proposital, e que, acontecendo, nunca tenha tamanha profundidade que um abraço forte não faça tudo passar.

Não acredito que não haverá monotonia nem dias chatos, e não penso que a rotina nunca vai bater à nossa porta. Só quero ficar com você mesmo quando for chato, quando houver monotonia, quando a rotina vier nos visitar.

Quero viajar com você pelo mundo, mas me importa saber de onde você vem e te mostrar o que me fez ser como eu sou.

Não quero que o mundo se resuma a nós, mas espero que a gente se baste, estando a sós ou na multidão que nada preenche.

Não quero confrontar seus hábitos, quero que os compartilhe comigo para que eu me acostume com eles e te apóie.

Não desejo apenas risos ao teu lado, quero teu colo pra chorar. E quero saber que, ao olhar nos seus olhos, terei certeza de que pra tudo nessa vida dá-se um jeito mesmo.

Quero que nós dois tenhamos sempre milhões de alternativas na vida, pois é disso que ela é feita - de escolhas.

Mas que, ao fim de cada uma delas, a gente sempre queira escolher um ao outro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

De volta ao passado

Olha só, não me atirem pedras nem queimem meus sutiãs, que me são tão raros, caros e meus.

Ando pensando muito sobre a questão ying/yang na sociedade e dentro de nós e o que eu vejo não são mulheres independentes e felizes com seus novos papéis, nem homens satisfeitos com um ter-que-ser que não combina com seus antigos moldes.

O que enxergo são homens e mulheres perdidos e insatisfeitos, loucos por colo e amor, loucos por si só e loucos de saudade.

Sim, loucos de saudade.

Eu quero ser apenas mulher de novo, estou cansada de virar homem tantas vezes por dia, tendo que resolver a vida e o mundo.

Tenho que trabalhar, pagar contas, impostos, saber tudo sobre contabilidade, escrever, recitar Vinicius, ter uma bunda dura, um cabelo macio, quinhentos e cinquenta e cinco cheiros gostosos pelo corpo, pés e mãos bem-feitos, saber o que está passando no cinema, ler de Sartre a Vogue, ajudar família, amigos, colocar os quadros novos na parede, responder e-mails, saber se o chassi do carro foi adulterado (!?) e estar linda e com a pele fresca quando aquela pessoa que você joga charme há meses te chamar pra sair.

Algumas dessas coisas adoooro fazer, mas outras, cansam!

Ok, você toma banho em segundos, reclama com sua mãe pelo telefone enquanto decide o que vestir (a eterna dúvida do primeiro encontro) e tenta se focalizar em ser mulher.

Apenas mulher.

Mesmo que tenha um bilhete em cima da mesa dizendo para entrar em contato com o contador com a máxima urgência. Máxima urgência?

E o interfone toca e você está com duas blusas na mão, nenhum sapato no pé e uma interrogação bem no meio da maquiagem.

O espelho não mente: você está ligeiramente linda, confusa e cansada.

Mas pega a bolsa e vai... Afinal, arriscar é viver!.

No elevador você pensa, enquanto dá o ar da graça com o eterno blush, amigo de todos os posts e horas: o mundo está invertido ou será que sou eu?

E você não encontra respostas, mas encontra o cara. Parado. Mudo. Com um olhar bonito e alguma expressão que você não entende.

Aí te vem a mesma imagem de minutos atrás: olha o ponto de interrogação bem no meio da cara dele...

O cara não sabe o que fazer. Não sabe se abre a porta do carro, se escolhe o restaurante, se te beija, se te come ou manda embrulhar, se leva flores no dia seguinte, se conversa sobre poesia, sobre filhos ou musculação, tudo porque está na dúvida se você vai achar lindo ou vai rir na cara dele.

Tudo porque ele está perdido, mas... Caramba! Você também está.

Você não sabe se ele tem a mente aberta igual aparenta ou se é mais careta que seu pai. E ninguém se percebe.

O cara te acha inteligente, gostosa, divertida e acha que você é moderna demais pra gostar de uma mensagem fofa no dia seguinte.

Meninos, é mentira. A gente gosta!

Tem gente que pode não gostar, mas eu gosto.

Vivemos num momento de transição e conflitos, fica difícil entender. Nada mais normal.

Eu, por exemplo, trabalho, tenho minha casa, sou forte por acaso, mas tenho meu lado mulherzinha que, ainda bem, nunca me deixa.

Sou emotiva, sensível, choro à toa, rodo a baiana, mas espero o telefone tocar, tenho meus nhem-nhem-nhens e estou cansada.

Cansada de ser racional. Cansada de tomar iniciativa, cansada de, algumas vezes, ser homem em cima do salto 15.

Por isso, em nome do meu equilíbrio, da falsa modernidade e dessa bagunça que virou um simples abrir ou fechar de portas, eu me atrevo a dizer: toda mulher tem seu lado mulherzinha.

Rapazes, sejam fortes e persistentes! Nós somos complicadas, mas contamos com vocês!

L' amour fou


* O amor é louco

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ele acordou cantando essa música. Achei bonitinho, resolvi colocar aqui (com tradução).



Noite chuvosa e nós trabalhamos o dia todo
Nós dois arrumamos empregos porque existem contas pra pagar
Nós temos algo que não podemos deixar pra trás
Nosso amor, nossas vidas

Feche a porta, deixe o frio do lado de fora
Eu não preciso de nada quando estou ao seu lado
Nós temos algo que nunca irá morrer
Nossos sonhos, nosso orgulho

Meu coração toca como uma bateria (a noite toda)
Toco por toque, um por um (e isso é certo)
E eu nunca vou te deixar
Porque existe algo que eu sei dentro de mim

Você nasceu para ser minha garota
E garota, eu fui feito para ser seu homem

Nós temos algo em que acreditar
Mesmo se nós não sabemos onde iremos parar
Somente Deus saberá as razões
Mas eu aposto que ele deve ter um plano
Porque você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

Acenda uma vela, deixe o mundo de lado
Mesa para dois em uma bandeja de tv
Isso não é fantasia, baby está tudo bem
Nosso tempo, nosso jeito

Então me abrace bem perto, mãos apertadas
Aperte os cintos, baby, é um passeio enrolado
Nós somos duas crianças unindo-se na estrada da vida
Nosso mundo, nossa fuga

Se nós ficarmos lado a lado (a noite toda)
Existe uma chance de que vamos conseguir (e isso é certo)
E eu vou saber que você continuará viva
No meu coração, até o dia em que eu morrer

Você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

Nos temos algo em que acreditar

Meu coração toca como uma bateria (a noite toda)
Toco por toque, um por um (e isso é certo)
E eu nunca vou te deixar
Porque existe algo que eu sei dentro de mim

Porque você é...

Nós temos algo em que acreditar
Mesmo se nós não sabemos onde iremos parar
Somente Deus saberá as razões
Mas eu aposto que ele deve ter um plano

Porque você é...

Você nasceu para ser minha garota
e garota, eu nasci para ser seu homem

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Forgive

* Esse texto é pra tanta gente...

Vamos colocar os pingos nos is?

Se você não está feliz, o problema é seu.

Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. Única e exclusivamente seu.

O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito.

A pior coisa no mundo, e mais covarde também, é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento.

Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros.

Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!!

Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você?

Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços.

Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida.

Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa.

Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar.

Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta.

Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha.

Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste.

E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior e mais brilhante que o mundo: o perdão.

Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar.

Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdoo.

Não, eu não te perdoo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei.

A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca.

Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma.

Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

Se perdoe e continue.