domingo, 12 de julho de 2009

I love you, and that's more important to me than our address. I choose us.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma das minhas histórias

Ainda me lembro quando ele disse que ia se casar. Foi como nos filmes de cinema, o copo quase caiu da minha mão e tive que despistar a reação.

Ela estava grávida.

Eu era uma menina, tinha 15 anos, nós nos víamos nas férias e feriados e eu gostava daquele ambiente de fantasia.

Eu falava que não queria, fugia, ignorava, fazia o que eu mais odeio hoje: joguinho.

Mas, repito, eu era uma menina em um ambiente onde ele me cortejava, mandava recado, mensagem, pedia para as nossas amigas em comum irem me buscar para me levarem à festa onde ele estaria.

Ele passava de moto em frente à casa da minha avó, lindo, com aqueles olhos verdes num corpo moreno de sol, mais velho.

E eu me sentia a própria Cinderela vendo um príncipe montado num cavalo de várias cilindradas.

Eu tinha uma foto dele, uma prima me deu, e eu guardava com carinho dentro da agenda, olhava de vez em quando nos períodos em que estávamos em cidades diferentes.

Quando eu chegava, todos me avisavam que ele estava lá e vice-versa.

Ele tinha namorada, e eu sabia, ela era irmã da minha amiga, mas nem suspeitava que eu existia, ou fingia.

O desejo platônico do cara da turminha mais cool da cidade pela menininha forasteira não era segredo pra ninguém.

Aquilo era entre eu e ele.

Todos torciam pra acontecer.

Um dia cedi, num Carnaval no clube, e mandei avisar que beijaria ele.

A sensação de poder decidir e ter um cara legal a seus pés. E a gente volta na fantasia do príncipe encantado.

Daqui a pouco ele veio, teve que esperar ela ir embora, e foi bom, muito bom, mesmo que rápido.

Era a notícia e o frenesi entre os conhecidos.

“Você beijou o Lu!”. Como se eu fosse ganhadora de um prêmio da loteria.

Logo veio a notícia e minha reação inesperada. Eu me importava mais do que pensava.

Na próxima vez que nos encontramos, ele deu um jeito de alguém vir até mim e avisar que mesmo estando casado ele queria estar comigo.

Só teria que ser diferente, com mais discrição.

O ego foi lá em cima, a vontade era muita, mas não. Tinha mais coisa em jogo que o tesão entre nós dois.

E assim foi. Viramos amigos de mesa de boteco. E temos boas lembranças. E não podia ser diferente.

Talvez eu quisesse ter beijado ele mais um dia ou dois. Mas, ok, valeu.

Por que lembrei disso hoje?

Porque acho que foi aí que eu comecei a não deixar nada para amanhã, porque o amanhã pode não chegar ou pode ser diferente.
You made me feel like a virgin when your heart beats next to mine.