segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por tanto amor

Por tanto amor a gente resolveu morar um dentro do outro. Mas numa casa espaçosa com um quarto para cada individualidade.

A gente quer que seja preservada essa pessoa que somos com nossos amigos e todas as lembranças mais especiais da nossa trajetória.

A gente quer que nosso amor não preencha a nossa vida tão absolutamente a ponto de não restar uma lacuna que seja pra nossa vida anterior e pros potenciais que temos que desenvolver solitariamente.

Como quando a gente tinha tempo livre pra ser só e gostava disso. Como quando a gente não respirava apenas essa novidade da chegada do outro.

Nesse quarto para as nossas visitas, só não é permitida a entrada de fantasmas. De resto, todos os nossos convidados e aprendizados são muito bem recebidos.

Depois a gente até pode escolher se compartilhará ou não. E por causa dessa liberdade de escolha, a gente sempre tem vontade de compartilhar.

Por tanto amor a gente resolveu também que qualquer coisa que doesse um pouquinho ia ser conversada antes que doesse um montão.

E que quando isso acontecesse, não ia ocorrer de cada um entrar no seu quarto espaçoso e deixar a porta trancada só pra assustar o outro.

A gente vai reunir aquele punhadinho de problemas, sentar na sala do nosso peito e esparramar no chão como quem tenta montar um quebra-cabeça juntos, sem olhar o desenho na capa da caixa.

Porque a gente sempre vai querer descobrir a raiz da paisagem pra ela ser mais bonita.

A gente quer conhecer profundamente a folha antes de compor a árvore. Porque a gente sabe que pular etapas é um jeito ineficiente de resolver o x da questão.

Por tanto amor, desde que a gente foi morar um dentro do outro, nossa vida foi ampliada de alegrias sinceras.

Eu ontem, por exemplo, estive só. Mas era porque eu não queria compartilhar coisas que não entendia.

Não quero macular o que é tão interior, pessoal e intransferível, assim como quem não quer mostrar a letra da música sem a melodia pronta.

E ele estava na sala quando entrei no quarto pra tatear minhas confusões.

E, em silêncio, ele respeitou meus barulhos mentais.

E teve que suportar nossa rede na varanda tão vazia de nós dois, mas só por alguns instantes, ele sabia.

A nossa casa é ampla pra caber nossas individualidades, nossas lembranças, nossos amigos, nossos silêncios e tudo que estamos e o que podemos nos tornar juntos.

Por tanto amor a nossa essência é a parte mais preservada da casa.

Absurdo

Absurdo é aquilo que dói. Invade. Transborda do coração minúsculo.

“Absurdo” é a incongruência. Quando a razão não acha por onde. Quando tudo que sobra pra ser sentido, vem sem filtro.

Absurdo é o que não tem explicação. Farpa de bambu. Partida.

Absurdo é o que não cabe em si, em nós. Aquilo que é difícil de expressar.

“Absurdo” é depois que terminam todas as palavras, mas a coisa continua linda. Absurda.


By acatade.tumblr.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Medo do amor

Eu poderia ter escrito este texto para uma pessoa específica um tempo atrás. Como me lembra aquela pessoa. Isso já foi, passou, mas a verdade continua a mesma.

Eu não tenho medo do amor.

Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele.

Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências.

É como viver apenas a possibilidade de algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá.

É ficar intranqüilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos.

Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com ele. Antes de saber que surpresas ele reservava.

Quem teme o amor teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido.

Está sempre baseado numa repetição do passado. E acha que a vida será como todos aqueles dias idos.

Quem teme o amor não vê a pessoa que conheceu, não se dá a oportunidade de ser amado de outra forma.

Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e confuso o suficiente para curá-las.

Quem teme o amor não aprendeu a pedir ajuda nem a receber a cura.

Ele se acha maior que o amor e não conjuga o verbo.

Quem teme o amor consegue ser mais perverso do que quem o magoou.

Quem tem medo do amor , pra se preservar, não se permite delirar lindamente e perde a parcela mais deliciosa que o amor prometeu, por medo de amar.

Novelo de delícias

Abro as pernas e as palavras se contraem: tua língua se apropria do meu texto, tua fala sempre tão bem dita.

Fecho os olhos: teu poema me penetra, nossas palavras gemem, a poesia grita.

Vou deixar que se enfie em mim com dedos, membro, língua e malícia.

E o teu corpo, meu tutor, se apropriar do meu sem dono, num abraço pélvico escorregadio, num enroscamento longo qual novelo de delícias.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Around the world

Quero te amar em italiano,te comer em russo e te xingar em árabe.

Te fazer sofrer em húngaro,te beijar em francês,te aceitar em esperanto e ouvir em português seu canto, seu pranto.

Quero me render em japonês,amanhecer espanhol,anoitecer em alemão,te entender em inglês e te cheirar em sérvio.

Te sorver em sueco,te dominar em turco e inventar um idioma que me ajude a compreender toda essa nossa eloquência.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Laser"

Post musical para lembrar o show/niver do Z ontem e para os meus superamigos por tornarem a noite tão divertida. :)

Ótima recepção de volta!!!




http://www.myspace.com/lazydogband

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mulher de 30

... Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: "O que você está pensando?" Ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe de coração se você tiver a intenção de conversar.

Se uma mulher de 30 não quer assistir o jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante.

Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

Mulheres de 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro.

É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas.

Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher.

E falo por experiência própria. Não se fica com quem não se confia, vivendo e aprendenndo, né???

Mulheres se tornam psicanalistas quando amadurecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher com mais de 30. Elas sempre sabem.

Mulheres de 30 são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde você se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça...

Continua...