terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Natal

Porque eu adoro as luzinhas nas árvores piscando.

Porque as pessoas mudam o jeito de olhar.

Porque as ruas ficam menos vazias e os lugares mais lotados.

Porque as pessoas se permitem pequenos luxos, extravagâncias, mimos.

Porque eu adoro Papai Noel de chocolate.

Porque me emociona a pureza das crianças que acreditam num velhinho de trenó distribuindo presentes.

Porque me acalma ver os adultos felizes em serem papais e mamães noéis.

Porque me acalenta pensar que alguns desejos de muitas pessoas vão se realizar.

Porque se pode ouvir músicas natalinas tocando por ai.

Porque os filmes de Hollywood ficam mais bonitos.

Porque o sorriso ocupa todos os rostos.

Porque em alguns lugares têm neve.

Porque eu gosto da ceia de Natal.

Porque eu adoro ganhar e dar presente.

Porque ouvir "I wish you a Marry Xmas" me deixa inebriadamente feliz.

Porque os cachorros passeiam nas ruas de gorrinho vermelho.

Porque todas as fantasias giram em torno do Natal (até as sexuais).

Porque me remete a bons momentos da minha vida.

Porque me permite passar bons momentos da minha vida.

Porque me faz esquecer o quão duro esteve meu peito nos últimos tempos.

Porque me faz querer cantar.

Porque me faz dançar.

Porque me faz partilhar.

Porque me faz inenarravelmente feliz.

É por isso que eu gosto tanto, tanto do Natal.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Coração

Coração da gente só fica direitinho quando transborda.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E lá se foi

Escolheu (a dedo) o short mais confortável.

Sacudiu os cabelos, ainda molhados.

Vestiu um sorriso e foi viver.

O céu estava lindo!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Meu eu em você

Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar.

Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu.

Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar, quando em meus braços você se acolher.

Eu sou o teu segredo mais oculto.

Teu desejo mais profundo, o teu querer.

Tua fome de prazer sem disfarçar, sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar

Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia.

Sou o teu luar em plena luz do dia.

Sou tua pele, proteção, sou o teu calor.

Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor.

Eu sou tua saudade reprimida.

Sou o teu sangrar ao ver minha partida.

Sou o teu peito a apelar, gritar de dor, ao se ver ainda mais distante do meu amor.

Sou teu ego, tua alma.

Sou teu céu, o teu inferno a tua calma.

Eu sou teu tudo, sou teu nada.

Eu sou o teu mundo, sou teu poder, sou tua vida, sou meu eu em você.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Apenas uma pequena consideração

Eu acho barba um  charme!

sábado, 4 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Promessas

Ele disse que preparou esse amor pra ser meu.

Quer que eu viva com ele de parir alegria e filhos.

Prometeu que quando tocar a minha pele com aquela boca vermelha cheia de carne, vai desabotoar meus sentimentos até me deixar mansa e desajuizada.

E que enquanto estivermos de mãos dadas, sempre caminharemos pelo lado mais ensolarado do dia...

sábado, 27 de novembro de 2010

Abraços

E eu adoro dormir e acordar nos braços dele!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Onde está você agora?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pra ontem

Não sei esperar com paciência. Não tenho essa desenvoltura.

Não sei olhar o tempo e saber que tudo tem seu tempo. Olho o relógio, que parece-me absurdamente errado.

Quisera eu ter outro ritmo, entender o ritmo das coisas que vão além de mim.

Você demora a chegar. São tantos dias, serpenteados por tantas noites, que eu já não sei quanta falta, quanta aurora pra um dia de paz, sossegada em teu peito.

Meu querer sussurra um desejo, uma fome.

Sou tão urgente, amor.

Falta freio, uma parada, uma placa de aviso, um olhar de soslaio.

Não quero esperar, amor. Nem pelo dia certo, nem pela hora exata, o feriado, a conjunção dos astros, a combinação de agendas.

Não quero ser comedida, ser sensata, madura, saber esperar, aprender a amar de longe.

Quero ser a doida, a insensata, a dos solavancos, a dos desvarios. Não ambiciono mais a alva paz dos sentidos.

Passo uma vida me aplainando, aprendendo a me moldar na minha dissonância. Gasto cem anos aprendendo a oferecer a outra face, mil anos para entender tempestades, a eternidade lapidando a jóia em meu peito.

Mas amar, amor.

Amar é sempre pra ontem.

Chega logo!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ele dá e tira

O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, mas principalmente, o que ele me tira: a carência, a ilusão de autossuficiência, a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios.

Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora.

Ele apazigua o meu peito com uma lista breve de prós e contras. Mas me dá escolhas.

Eu me percebo transformada pelo que o amor tirou de mim por precisar de espaço amplo e bem cuidado para se instalar.

O amor tira de mim a armadura, pois não consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele; tira também a intransigência.

O amor me ensina a negociar os prazos, a superar etapas, a confiar nos fatos.

O amor tira de mim a vontade de desistir com facilidade, de ir embora antes de sentir vontade, de abandonar sem saber por quê.

E é por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia.

Porque não posso virar as costas pra uma mania quando ela vem de uma pessoa inteira. Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia.

O amor me tira coisas que eu não gosto, coisas que eu talvez gostasse, mas me dá em dobro o que nunca tive: um enamoramento por ele mesmo.

O amor me tira aquilo que não serve mais e que me compunha antes.

O amor tirou de mim tudo que era falta.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Confissões de adolescente

Conheço Marcelo há mais de dez anos, desde o fim da faculdade. Sabe aquele negócio de todo mundo na entrada, no bar da frente, nas festas de sexta-feira.

Me lembro exatamente o dia em que o conheci. Eu usava uma calça jeans com um coração bordado em um dos bolsos de trás e uma blusinha daquelas de linha, de alça, cor-de-rosa, toda desconstruída e modernosa. Porque se tinha uma coisa que eu era na adolescência era estilosa.

Eu usava o cabelo comprido, quase na cintura, com umas ondas, dourado de sol. Porque se tinha uma coisa que eu fazia na adolescência era tomar sol.

Ele estava lá, parado, de pé, com uma perna dobrada, encostado no muro, de bermuda, boné, óculos escuros, um visual um pouco diferente do que me atrai hoje, mas, naquela época, terminando Direito, com um futuro promissor, sobrenome italiano, dono de uma Harley e de um carro do ano, o que mais uma menina de 20 anos podia querer?

Até então eu tinha certeza que iria me casar com um advogado. Todos os meus namorados anteriores, com exceção de um, seriam da área jurídica.

Começamos a sair, a namorar, ele tocava guitarra e compôs uma música pra mim, ficamos juntos uns meses até ele terminar tudo pra voltar com a ex, disse ele.

Choro, sentimento de traição, telefonemas, conversas e tudo passou. Afinal, o relacionamento anterior dele durou cinco anos, começou de criança, ele tinha que tentar de tudo, de novo.

E quem era eu, patricinha mimada, mesmo desiludida, com uma fila de homens, que iria impedir.

Alguns meses depois, exatamente cinco meses depois, ele volta a me procurar (às vezes eles voltam). Eu já estava namorando outra pessoa, alguém com quem eu fiquei quatro anos e meio.

Nessa mesma época, outro ex, também, reapareceu, mas já era tarde pra eles.

Acho que ficamos uns dois anos sem nos falar ou mais. Depois trocamos parabéns nos aniversários, um ”oi, tudo bem” no MSN, um conselho profissional sobre documentação pra comprar um apartamento, uma ajuda na tradução de inscrição no mestrado.

Chegamos a ficar juntos de novo, por mais um tempo, mas não dava. Queríamos coisas diferentes demais, tínhamos prioridades diferentes demais.

Marcelo foi uma das pessoas que eu mais briguei na vida, que eu mais xinguei, mais gritei, mais humilhei, falei coisas que nem sei como tive coragem.

Mas foi com ele que eu traí pela primeira vez, a primeira de duas, foi com ele que eu desabafei quando quis terminar um casamento e quando tive uma paixão relâmpago com outro alguém, foi com ele que eu fiz sexo virtual pela primeira vez, foi com ele que eu frequentei a maioria dos motéis que eu já fui na vida, foi com ele que eu dei vazão a várias fantasias, foi com ele que eu comecei a aprender que as diferenças de objetivo fazem diferença.

Era ele que, mesmo sabendo que nossa relação não tinha futuro, escolhia a folha do meio do meu bloquinho de anotações e colocava nossos nomes dentro de um coração e deixava lá pra eu ver muito tempo depois. Era com ele que eu brincava de “pergunta do dia”.

Há dois anos ele me pediu em casamento. Assim do nada, numa tarde. E era sério.

De todas as vezes que fui pedida em casamento, só uma eu não cogitei a ideia. Não foi a dele. Chegamos a imaginar nossa vida juntos, mas o futuro e o dia-a-dia que ele me propunha não eram o que eu queria. Eu não me encaixava.

Uma relação duradoura nossa nunca daria certo. Sempre falei que nosso amor fazia parte de um mundo paralelo, onde não existia mais ninguém, só a gente. Que não suportaria a vida real.

Hoje crescemos, amadurecemos, não existe mais amor romântico entre nós. Sobraram histórias pra contar.

Ficou uma relação de respeito, uma quantidade de cumplicidades que nos unem. Uma certeza de poder contar, mesmo que muito tempo distante.

Eu corro lá quando preciso de ajuda, ele corre aqui quando quer conversar. Conversas escritas longas as nossas. Eu fico feliz quando ele me envia uma música que eu não vou voltar a ouvir e quando ele me dá conselhos como o abaixo.

"Você peca por ser doce. Mas é o que é apaixonante em você. Então não mude nunca."

E por incrível que pareça, eu confio.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que ela quer

O que ela quer é falar de amor, fazer cafuné, comprar presente, reservar hotel pra viagem, olhar estrela sem ter o que dizer.

Quer tomar vinho e olhar nos olhos, quer poder soprar o que mora dentro, o que não cabe, que voa inocente.

Ela quer o que não tem nome, quer rir sem saber de quê, passar horas sem notar, quer o silêncio e a falação.

Ela quer bobagem, quer o que não serve pra nada, quer o desejo, que é menos comportado que a vontade.

Ela quer o imprevisto, a surpresa, o coração disparado, o medo de ser bom, quer música, barulho de e-mail na caixa, telefone tocando.

Ela tem muito e quer mais. Quer sempre.

Quer se cobrir de eternidade, quer o oxigênio do risco pra ficar sempre menina.

Ela quer tremer as pernas, beijo na porta pela milésima primeira vez, quer cor e som, lembrança de ontem, sorriso no canto da boca.

Ela quer dar bandeira, quer a alegria besta de quem não tem juízo.

O que ela quer é tão simples.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Happy

Estou trazendo toda aquela felicidade

Que há tempos era impedida de se manifestar.

Hoje não, hoje solto risos verdadeiros

E meu coração é tão tranquilo

Quanto esse céu azul que vejo da janela.

domingo, 26 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O que eu quero é você pra mim

Acordar ao seu lado, esse eterno amanhecer por dentro, um sol interno tão aceso, essa alegria gratuita.

E existe algo em nós que é tão recíproco, cúmplice e intenso.

Dos nossos olhares que dizem tanto sobre tudo, silenciosamente.

Um movimento de corpo que é tão ao encontro o tempo todo.

E o amor que permeia tanta poesia, e a poesia que se entrega inteira para as palavras que querem dizer do abraço.

Seu corpo tão moldado ao meu, natureza líquida de água e jarro.

Você me conduzindo à fonte de todas as coisas, lá onde o desejo se origina.

E nada míngua com o passar do tempo e mesmo acreditando não ter mais espaço, cresce, flui, se imensa clareando o que era escuro e frio.

Cada vez mais e mais eu preciso dizer do amor. Dessa ternura delicada.

Cada vez mais o amor sendo a melhor experiência.

Cada vez mais eu percebendo que se nada no mundo é definitivo, o amor é uma primavera inaugurada a cada dia.

E mesmo que nada possa ser eterno, mesmo que o “pra sempre” não exista, eu sei que vou seguir te amando, pelo menos, pelos próximos invernos.

E se ainda eu não consigo explicar você pra mim, eu simplesmente aceito e agradeço.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Formato


- Gostoso (com ênfase).

- Tesuda, em negrito.

- Te adoro, sublinhado.

- Eu te amo, sem itálico.

- Vamos pra cama, sem aspas?

- Acho que com aspas é melhor.

- Então vamos logo, em caixa alta.

- Correndo, correndo, porque te quero. Sublinhado, em negrito, caixa alta e entre asteriscos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cor-de-rosa

Hoje sai assim, vestida de cor-de-rosa, por causa dele.

Porque ele  me faz sentir assim, menina, muleca, dele.

sábado, 7 de agosto de 2010

Se enamora

A gente de repente se enamora

E sente que o amor chegou na hora

E agora gosto muito de você

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Forever's gonna start tonight.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ideia

Tive uma ideia.

Quando temos um bebê, registramos sua primeira mamada, primeiro corte de cabelo, primeira papinha, primeira palavra, primeiro tudo.

Esse não é o meu caso, mas achei que pudéssemos fazer o mesmo relacionado a casamentos.

Primeiro dia na casa nova, primeira noite na cama nova, primeira festa, primeiras coisas...

Fora as histórias engraçadas para se colocar também.

Daí, depois de 50 anos podemos ver aquele álbum/diário/livro e lembrar dos bons momentos que nos fizeram chegar até alí, relembrar acontecimentos, sentir novamente as mesmas sensações.

Também serve pra, em um momento de briga, nos lembrar porque nos apaixonamos por aquela pessoa, porque ela é tão especial, porque ela nos faz feliz.

Às vezes com o tempo podemos esquecer.

 A ideia também pode ser usada nos namoros.

Primeiro encontro, primeiro cinema, primeira viagem, primeira transa...

Acho que até podemos usar em todos os tipos de relacionamentos.

O ideal seria fazer esses registros sempre, mas como esquecemos, cansamos ou a correria não deixa, pelo menos o primeiro ano é obrigatório.

É aí qua a base é formada.

Fica a dica.

Eu já adotei!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Poesia

Outro dia sonhei com poesia, soneto de fidelidade, monte castelo, Saramago.

Não sei se foram resquícios de uma aula da semana passada ou antecipações de votos e de uma vida nova juntos só cercada de amor que está prestes a começar.

De qualquer forma, vou colocar aqui o que sempre foi meu preferido, e o único que sei de cor, porque ele é verdadeiro, real e a gente consegue fazer e acreditar.

Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


sábado, 5 de junho de 2010

Sintonia

Mergulho no teu sexo com um beijo na virilha.

Em ti, em mim, quando os nossos corpos se encaixam inteiros no tesão do momento.

Mistura de passos nas danças alongadas dos nossos corpos enroscados e já fundidos naquele vai e vem que nos devora e entrega na luxuria do momento.

Estonteantes no gemido, ainda sacudidos pelo soluço, já tocados pelo êxtase em delírio, atingidos pelo raio do orgasmo divinal, abraços entrelaçados e perdidos nos breves toques, leves como o suor, que tocam cada poro e acariciam o momento.

terça-feira, 1 de junho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Que tipo de garota você é

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O que excita

Língua na orelha excita.

Dedo excita.

Saliva, a língua.

Umbigo,

teus pêlos.

Sussurro.

Amor excita.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Em segundos

O desejo envolveu minha alma

Penetrou no íntimo da inquietação

Escorreu pela epiderme em chamas

Gozou da carne lentamente

Abusou do desequilíbrio

Do senso da verdade

Do propósito e da vontade

domingo, 9 de maio de 2010


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Calmaria

E meu coração pediu calma. Pediu calma sem dar o exemplo.

Eu não sei onde pôr as mãos quando faz sol demais em meu peito.

E eu, sempre cheia de palavras, me descubro delas, ausente, porque eu não sei o que dizer quando não sei onde pôr as mãos.

É que toda minha desenvoltura dura frase e meia e um suspiro, e depois eu me perco no ritmo e então eu não sei respirar sem revolver todo o ar à minha volta.

E se de norte a sul eu pulso mais forte.

É o desconcerto que seus lábios trazem que me leva desse chão sujo.

E eu ainda não sei onde pôr as mãos, o que dizer ou como ritmar meu peito.

Mas sei exatamente da calmaria contida no teu beijo leve, doce, quase trêmulo, seguro, entregue, me contando tudo que eu preciso saber.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Provoca-me e conquista meu amor!

segunda-feira, 3 de maio de 2010


sábado, 1 de maio de 2010

Escrita

Escrever é libertação, é prazer, é gozo, é uma forma de tocar o universo, de sentir, de ser sentida.

Escrever talvez seja a forma de soltar meus medos, de abrir a caixa de pandora, permitir que outras pessoas me vejam por dentro.

Escrever é o ato de entregar meu corpo à página branca, render meus sentimentos às palavras, trocar suspiros por vírgulas, aguardar o ponto final como um orgasmo, e começar tudo de novo na próxima página.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Receita

Em uma cama

Com nenhuma roupa

Misture nós dois

Em fogo alto.

Sirva-se à vontade.

Orgasmos a gosto.


by amigo Incubo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Beijo

Existem muito mais coisas entre duas bocas que se beijam do que pode supor a nossa vã filosofia.

Permito

Eu permito que você queira, numa noite quente, fazer amor comigo, até o suor grudar meus cabelos em nossas faces rubras, exaustas.

Eu permito que você me mande flores, mesmo com certa pena das pequeninas, que logo morrerão, só para me embevecer com beleza por dois, três dias no máximo.

Eu permito que você apareça em casa sem ser convidado ou avisar que vem, estragando meus planos para a noite, mas me oferendo outros.

Eu permito que, no restaurante,você meta delicadamente a mão por entre minhas coxas, ziguezagueando com muito tato como se não soubesse o caminho.

Eu permito que você me mime com presentes, carinho, beijo e chocolate.

Eu permito que você queira fazer experimentações de amor comigo,todas que a gente conseguir imaginar.

Eu me esquivo, não é por mal, às vezes, por medo, não costumo me deixar amar imediatamente, amor.

Mas, se você quiser, eu permito que você me ame, de peito aberto e coração exposto, da maneira mais ardil e verdadeira, com o que há de bom e de ruim.

Em você. E em mim.

domingo, 25 de abril de 2010

Inquieta

Nenhuma palavra escorre pros dedos, mas a mente permanece inquieta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só amor?

Tem gente que acha que dizer “eu te amo” muda o curso de uma história, assim, magicamente.

Acha que isso apaga os momentos sofridos, mantém aquele brilho que a nossa incompetência disfarça.

É uma frase linda, sem dúvida. Boa de ouvir, fácil de dizer, difícil de sentir. Encerra e inicia com ela muitas coisas.

Porém a vida vai ensinando uma lição importante que, já grandinhos que somos, deveríamos saber.

Amor não basta.

Amor, às vezes, fica pouco, mas tão pouco, que fica insignificante. Sem falar que é exigente e precisa de uma série de aparatos pra fazer a manutenção.

Pra dar certo a dois, precisa muito mais que amor. Mais que um encontro feliz. Mais que inspiração e bons desejos. Mais que um começo arrebatador.

Pra dar certo, meu caro, precisa de tudo e mais um pouco.

Precisa de sedução pra fazer o coração disparar no gatilho daquele olhar. De suavidade e delicadeza pra sondar a alma do outro aos poucos, pra evitar as respostas automáticas e ser sincero sem machucar.

Precisa de ternura pra achar bonitinho aquele jeito de mexer no cabelo ou aquele cacoete de arrumar os óculos e também de gentileza pra abrir a porta do carro.

Precisa de mistério, muito mistério, porque sem ele tudo perde a graça, mas também de revelações e segredos a dois.

E de conexões sobrenaturais, aquelas que fazem um sentir uma pontada no peito quando o outro torce o pé no jogo de tênis, ou saber que é hora de ligar mesmo quando não era a hora de sempre, mas era a hora que o outro mais precisava ouvir um alô.

Precisa de cortejo pra oferecer uma flor numa hora inesperada, mesmo depois de tanto tempo juntos, ou pra mandar um e-mail apaixonado sem razão.

Admiração pra sentir-se sortudo ao lado daquela pessoa, porque nenhuma outra poderia ser melhor.

Cortesia pra dar aquele presente que o outro queria faz tempo.

E muito romantismo pra abraçar de repente na saída do cinema, pra beijar na boca molhado atrás da porta escondidinho, e pra olhar as estrelas e a lua encantados e dizer, “eu nasci só pra beijar você aqui, agora”.

Precisa também de lambida nos lábios quando vê aquele decote, de prazer em derrubar aquele chantilly no colo e lamber, de alegria pra brincar com todos os pedaços do corpo do outro.

De muito tesão no jeito de andar, de falar, de vestir, de fantasiar, de beijar, de tocar.

De muito calor naquele abraço no sofá, naquela passadinha de mão debaixo da mesa do bar, naquele sorriso malicioso pelo retrovisor, naquela carícia mais ousada.

Precisa de muita paixão nos gestos, atos e palavras.

Precisa achar graça de novo no cheiro, e ter vontade de beijar e tudo o mais de mil maneiras diferentes e inesgotáveis.

Precisa desse desejo renovado a cada dia, sentir aquele frio na barriga ao encontrar, daquela mão correndo perigosamente no corpo do outro enquanto se dirige, aquele tremor ao ouvir sussurrado na orelha “eu te quero”, mesmo quando todo mundo acha que já deu o tempo de deixar de querer.

Precisa da paz que se sente depois de uma noite de loucuras, e de saber que só há um lugar onde é possível descansar sossegado depois de tanta respiração acelerada, gritos abafados, apertões e pele na pele: os braços daquela pessoa.

Já cansou? Mas peraí, tem muito mais.

Precisa também de amizade, coleguismo, cumplicidade.

Precisa dar o ombro quando tem briga com a mãe, desentendimento com o chefe, problemas de saúde com o melhor amigo ou quando o time de futebol cai pra segunda divisão.

Precisa entender a chateação do outro, mesmo quando se está exultante de contentamento.

Precisa de respeito pra não escancarar maldosamente as fraquezas, e nem tocar o dedo na ferida durante uma briga.

Precisa de discordância também, afinal, ela é a maior prova de que um não se anulou por causa do outro. Mas também de compreensão pra olhar por outro lado, mesmo quando ele é o oposto do seu.

Precisa da torcida dos amigos, parentes e conhecidos, e aprender a dividir os problemas a dois com pessoas de confiança, que podem enxergar mais do lado de fora e iluminar os pontos escuros.

Fidelidade é desejável, mas, além dela, é preciso muita lealdade pra não enganar, não trapacear, não fingir, ou pelo menos fazer tudo isso o mínimo possível.

Precisa de um bocado de sorte, sim, mas o quádruplo desse bocado de esforço pra ser a força do outro e deixar ele ser a sua.

E precisa de um pouco de ciúme pra olhar feio pra uma saia muito curta, pra torcer o nariz pra voz de mulher ao telefone, pra abraçar forte quando tem alguém olhando demais.

Mas tudo sem barraco, que isso não precisa.

Precisa também de um pouco de insegurança pra lembrar que nada é pra sempre quando não se trabalha, e muito, pra isso.

Precisa do medo que dá de perder aquela criatura quando se olha ela dormir tranquila ao seu lado, ou quando ela demora a ligar depois de uma briga, ou quando pinta aquele olhar de desânimo.

Precisa de sinergia, de objetivos em comum, desde os planos pro final de semana até o número de filhos que se quer ter.

Precisa de muita força pra lutar junto, pra sentir a dor do outro, pra colocar a mão na testa quando ele vai vomitar, pra ir lá interceder por ele quando ele já desistiu de tentar.

Precisa de uma mão pra apertar nas fases difíceis e aquele monte de frases piegas, mas eficientes, como “estou com você”, e “isso tudo vai passar, calma”.

Precisa de muita fé em si mesmo, no que há entre os dois e em algo maior. E também de ambição e espírito de equipe pra trabalhar juntos, e não um contra o outro.

E de muita, muita coragem pra enfrentar o que for contra as suas certezas. Sim, porque é preciso muitas certezas, sem esquecer de se dar o direito de duvidar.

E é preciso não ser somente em conjunto, mas sozinho principalmente. Ser você mesmo também.

E, pro bem dos dois, plantar em você o equilíbrio, o desprendimento, a liberdade, a necessidade de privacidade, e ainda incentivar isso tudo no outro.

Precisa de humildade pra admitir que errou o caminho, abaixar o vidro do carro e perguntar pra alguém pra onde ir, e também pra admitir que falou demais naquela hora, que o outro tinha razão naquele dia, que sente saudade e precisa de uma outra chance, ou que precisa de ajuda quando for fazer aquele trabalho da faculdade.

Às vezes, precisa de sacrifício.

Precisa cuidar da beleza, de seduzir sempre, de comprar uma camisola nova ou fazer a barba de um jeito diferente.

Precisa de muito, muito perdão, pedir e dar: por ter atrasado tanto, por não ter reparado o corte de cabelo novo, por ter se esquecido do aniversário de namoro, por ter sido sarcástico e ferino, por não ter feito o necessário, por ter gozado do pai dele, por ter criticado agressivamente o que ele fez com tanto carinho e esforço.

E precisa de superação. Muita.

É, nada fácil. Mas tem o principal, ainda.

Precisa de senso de humor, pra rir de si mesmo e fazer gracinha com a meia furada, o cheirinho esquisito, a estria na coxa, a palavra escrita errada no cartão, a cara amassada ao acordar.

Criatividade, pra criar novas formas de paixão, e fazer algo surpreendente e diferente a cada dia, mesmo que seja um jeito de pegar na orelha mais enfático, ou um bilhetinho apaixonado na geladeira ou no bolso do casaco.

De altruísmo, e pelo menos algumas vezes pensar no outro primeiro do que em si mesmo, abrindo mão do baralho na casa dos amigos ou do chá de bebê com as amigas só porque o outro precisa ficar juntinho.

Precisa de diálogos, falar o que está engasgado, aprender a ouvir sem fugir, e a não deixar de dizer nada, mas não necessariamente dizer gritando ou xingando.

Precisa fechar os olhos pra alguns defeitos irremediáveis do outro.

E muita paciência pra aturar as manias e esquisitices que todo mundo tem, como a história de conferir mil vezes o troco, ou aquele barulho irritante que o infeliz faz com a boca enquanto cozinha ou dirige.

Precisa entender que o seu tempo nem sempre é o tempo do outro, e saber esperar.

Precisa de muita afinidade pra curtir aquela música juntos, assistir aquele filme, sonhar com aquela casa na praia, planejar as férias, ir àquele lugar ou tentar ver alguma graça no jogo de futebol na TV.

Precisa receber e dar proteção, saber botar no colo e fazer o outro ficar quieto, ouvindo o seu coração.

Precisa de muita perseverança pra insistir quando tudo parece dar errado, pra ir atrás, pra pedir “não me deixe”, pra dizer “preciso de você aqui”, pra suplicar “me salve”, e ainda lembrar de fazer tudo isso com dignidade e elegância.

E depois disso tudo, insistir mais um pouco e só desistir quando sentir o ponto final calando lá dentro.

Precisa intimidade pra olhar nos olhos sem medo, e pra saber qual a cor da cueca que ele mais gosta, ou onde ele tem uma marca que esconde de todo mundo, ou o que ele mais gosta de comer, ou o que ele mais gosta de ouvir.

E precisa ceder. Muito. Mas muito mesmo.

E tudo isso com o coração alegre e aberto. E tudo isso sabendo que pode acabar. E tudo isso olhando na mesma direção. E tudo isso em meio ao tédio e essa doença que é a rotina.E tudo isso sem perder a esperança. E tudo isso sabendo que tem muito mais. E tudo isso mesmo quando se está cansado. E tudo isso sabendo que não é fácil e que a maioria fracassa.

E tudo isso.

E você vem dizer que basta apenas o amor? Infelizmente, não. O amor não mora só no “eu te amo”. Ele se faz nisso tudo aí e em tudo o mais.

E quem ama de verdade não pode deixar por menos. E nem consegue.

Um “eu te amo” real traz implícito todos esses momentos, vividos. Por isso que ele é doce na boca de quem diz e apaixonante no ouvido de quem fala.

Eu tento fazer o meu melhor, mesmo às vezes não adiantando muito. E você?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Salsa

Momento nostalgia

2007 aparece de vez em quando.

Ontem ele chamou no MSN pra falar que tinha me visto no shopping, que chamou e que eu não vi.

Foi até bom eu não ter visto.

Sabe aquele tipo de pessoa pra quem não faz sentido você contar que casou, mudou, teve filho? (não necessariamente nessa ordem)

Eu usei muito aquele corpinho. Muito e muitas vezes, mas acabou ai.

Na verdade acabou no dia que resolvi sair com ele em público e que, na madrugada, ele disse que ia me levar pra comer o melhor sanduiche de São Paulo.

Um lugar onde eu não tinha coragem nem de descer.

Sim, uma delícia, mas daqueles que a gente pede pra levar pra viagem e come em casa.

Os dois. Tanto ele quanto o beirute.

Não tinha jeito, mundos muito diferentes mesmo. E como tudo que não evolui, acaba. Ficou na lembrança dos lençóis, lá naquele primeiro semestre, nada mais.

Em compensação tem outro 2007 com quem eu gosto de manter contato. Às vezes gostaria de ter até mais. Mas somos assim, meio distantes.

Uma vez chamei 2008 pra conversar. Era uma coisa importante no momento. Não rolou. Acho que ele achou que era por amizade mesmo, sei lá. Enfim, o assunto passou, se resolveu. E deu certo assim. Sem precisar de reencontros.

Sempre encontrava por acaso com 1994. Sempre me abria aquele sorriso lindo e colocava o “inha” no final do meu nome. Igual quando tínhamos 15 anos.

Visito de vez em quando a família de 1997/1998 e o próprio. Eles sempre estão pedindo notícias. Muitas vezes carinho fica, né? E nossa relação era bem anterior ao nosso envolvimento.

Curiosidade tinha sobre 1996/1997. Nos esbarramos umas duas vezes. Já quis saber como anda, o que deu. Nada a ver, mas, foi o primeiro em muitas coisas, numa época de começo de vida e descobertas. Podia saber que caminho seguiu. Nunca fui.

Não falo com 2002/2006. Mas sei por amigos que ele está bem, com alguém, acredito que feliz. E torço para que sim.

Entre esses já tiveram outros anos, meses, semanas, dias, ou dia. Que foram e voltaram. Que só foram. Que ficaram. Que ainda vão voltar.

Não gosto de falar do passado. Ele ficou lá atrás, na época dele. Não tenho nostalgias, não sinto saudade do que era, do que foi.

E, se algum momento ele se faz presente, se faz com cara de hoje, diferente, com outro valor.

Gosto do hoje, do novo, do agora.

Porque eu vivo o hoje, o agora.

Não tenho como negar que todas as experiências me tornanam o que sou e me ajudam a dar o que me proponho a dar.

Mas,o que importa hoje é 2009/2010.

Principalmente 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Acordei cantando essa música hoje

sexta-feira, 26 de março de 2010

Coisas que devemos saber

Este texto é pra mulheres, mas serve pra todos.

Se um homem quer ficar você, nada pode mantê-lo longe.

Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

Pare de dar desculpas, de arranjar justificativas, para um homem e seu comportamento.

Permita que sua intuição, ou espírito te proteja das mágoas.

Pare de tentar se modificar por uma relação que não tem que acontecer.

Mais devagar é melhor.

Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.

Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, "foda-se".

Mande pro inferno, esquece!

Vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo. Não conserte.

Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo.

Não continue a relação porque você acha que “ele vai melhorar”.

Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.

A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.

Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes.

Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separado do dele.

Coloque limites no modo como um homem te trata.

Se algo te irritar, faça um escândalo.

Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.

Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.

Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você. Mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso.

Nunca deixe um homem definir quem você é.

Nunca pegue o homem de alguém emprestado.

Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.

Um homem vai te tratar do jeito que você permitir que ele te trate.

Todos os homens NÃO são cachorros.

Você não deve ser a única a fazer tudo. Compromisso é uma via de mão dupla.

Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada tão precioso quanto viajar.

Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.

Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.

Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar. Não suplementar.

Namorar é bacana. Mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.

Faça-o sentir falta de você algumas vezes. Quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha.

Nunca se mude para a casa da mãe dele.

Nunca seja cúmplice ou co-assine qualquer documento de um homem.

Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa.

Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros.

Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).

Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.

O medo de ficar sozinha faz com que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.

Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.

Todos estão te olhando, então você tem várias opções.

Faça a escolha certa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pra você guardei o amor



Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

terça-feira, 23 de março de 2010

Variações

Eu sei o que quero quando peço.

Às vezes eu mando, outras imploro.

Em outras eu roubo, assalto. Tomo posse.

Outras só olho.

domingo, 14 de março de 2010

Música que nos acordou esta manhã

domingo, 7 de março de 2010

Mais uma vez amor

Para se amar de amor é preciso primeiro amar a si mesmo.

Só ama de amor aquele que conhece os próprios abismos e não espera encontrar no colo do outro um paradeiro para as suas quedas.

É preciso aceitar os próprios defeitos e acolher com zelo a dúvida de não saber-se junto ao peito.

É preciso encontrar um meio de sorrir mesmo quando a tempestade se anuncia.

Para se amar de amor é preciso um bocado de alegria e tardes vazias para serem preenchida com beijinhos e colheradas de brigadeiro.

É preciso aceitar que o outro existe independentemente de você e que você existe independentemente dele.

É preciso jogar no lixo toda e qualquer vaidade ou necessidade vã de controlar o incontrolável: a vida do outro.

Para se amar de amor é preciso um bocado de inteireza e beleza nos olhos para não punir as manhãs que despertam cinza.

É preciso não culpar o outro por nossas falhas e faltas.

Para se amar de amor é preciso falar baixinho, porque o amor, como os passarinhos, foge diante de qualquer grito.

Para se amar de amor é preciso amar sem esperar nada em retribuição.

Para se amar de amor é preciso estar inteiro, porque quem ama a ilusão de que o outro é a parte que faltava, não ama de amor, mas sim a idéia de estar completo.

Só ama de amor aqueles que sabem que o amor não é um encontro, mas um acontecimento.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sentimento

E meu coração ainda dispara...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Querido diário.

Eu dancei no palquinho.

Ou melhor.

Nós dançamos no palquinho.

Sem mais.

Revisora do Prazer

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Coragem

Estica um ponto final até virar linha reta.

Desdobra uma palavra pra aumentar o momento, a vontade é dos agoras.

Faz desabrochar algumas estrelas apagadas no peito só pra ter a sensação de iluminância na ponta do nariz e irrigar esse azul escuro de noite com pontos de brilho de pensamentos que clareiam o caminho.

Escava com as próprias mãos um buraco pra jogar sementes de um futuro verde e rosa.

Esperança e amor.

É o que a move, o que gira e faz girar nos dias.

Perdeu uma ponta de estrela da sua varinha-guia no meio da guerra.

Pegou um vagalume e sentou o bichinho no lugar pra continuar brilhando.

Lembra, 'todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar'.

Suspira e acredita.

Mais uma vez e sempre.

De um pulo, pega o azul do céu com a mão direita, faz um tapete na sua frente e vai.

Caminhando no meio do azul e soltando dos bolsos uma nova semente.

Amarelas que nem ouro.

São de coragem.

Quem será?

'Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser'

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ela

Dormiu pensamentos, sonhou interrogações e acordou urgências.

Uma das minhas fotos preferidas

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Intensa

Se eu não fosse tão intensa, eu não teria essa fome, essa urgência. Não teria essa sede embrulhada numa emergência, me pedindo clemência.

Se eu não fosse tão intensa, eu dormiria em paz uma noite inteira,(talvez um pouco mais), sem me arder o corpo em febres e desejos de inícios conjugais, eu não surtaria de abstinências.

Ah, se eu não fosse tão intensa, eu não devoraria com os olhos, meu corpo não gritaria o desejo, minha boca até negaria um beijo.

Se eu não fosse tão intensa,eu não umedeceria os lábios numa prévia de aconchego. Não vibraria em ouro e dor no anseio do beijo.

Se eu não fosse tão intensa, eu sempre teria um outro pretexto. Eu me encaixaria em outro contexto.

Mas se eu não fosse tão intensa, eu não seria eu.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pedido

Agora que aprendeste a incendiar-me e me adivinhas inteira dentro do vestido.

Agora que invadiste a sala e o chão de minha casa.

Agora que fechaste a porta e me calaste com teus lábios e língua.

Peço-te afoitamente, hoje, que me faças assim.

Ínfima e sagrada.

Muito mais pornográfica do que lírica.

Muito mais profana do que tântrica.

Muito mais vadia do que tua.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Only you

Qual música dele colocar aqui hoje? Escolhi esta. Com um toque de brincaderinha porque, como diz uma amiga minha, não tem como não ser brega quando se gosta de alguém. Tipo assim...

Um minuto de deslize

Ok. Digam o que quiserem.

Eu sei que este blog não é pra isso.

Eu sei que o espaço aqui é pra falar de sentimento, realidade, amor, sexo.

Sobre as coisas da vida.

Mas tem uma coisa que vai me motivar muito nos próximos três dias.

E confesso que até eu me estranho fazendo isso.

E depois deste post, nem sei direito o que o cara que deita do meu lado na cama à noite vai pensar. (Mas nisso eu dou um jeito).

Mas, como eu, geralmente, faço o que me dá na telha mesmo, e assim espontaneamente...

Pra você que como eu não assiste, mas sabe o que é.

Pra você que nem sabe. E pra você que é acompanhante assíduo.

Vamos deixar os músculos dele se exibirem mais um pouco.

Vamos deixar a cara de mau e o olhar te pego lá fora (que eu adoro) nos incitarem mais algumas noites.

Porque no fundo o coração é de menino.

Participe da campanha SALVE O DOURADO!

#revisoranobbb

Cavalo

Eu sou o caleidoscópio da mente.

Eu transmito, luz, cor e movimento perpétuo.

Eu penso, eu vejo, eu sou movido por elétrica fluidez.

Constante apenas na minha inconstância.

Não sou prisioneiro de influências terrenas.

Não sou reprimido por objetivos inflexíveis, coercivos.

Eu corro livre através de trilhas virgens.

Meu espírito inconquistado.

Minha alma eternamente livre.

* Minha descrição horóscopo chinês. Sem dúvida eu.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Análise

Não te analiso.

É que ontem estava quente e eu guardei menos o teu perfume.

Quem dera ontem fosse agora, e essa chuva haveria de abrandar a temperatura dos corpos.

A do coração, não.

Tento reter alguns gestos, uns trejeitos, o sabor.

É pra tentar minimizar em mim tudo o que ainda não sei sobre nós, porque conhecendo você, me descubro mais um pouco.

Porque ontem eu ouvi sobre o prazer de toda conquista e esse também eu conheço de perto, felizmente.

E descobri ontem, tua boca na minha me faz pensar em mais nada, só em nós.

E nessas horas, não me importa se durará para sempre ou um instante.

Mas, seria bom se perpetuasse sem desbotar, sem enfraquecer.

Não te analiso.

É só o labirinto no qual me prendem teus traços.

Vontade de te beijar mais do que o tanto que ja beijei, ao mesmo tempo em que tentava descobrir em mim, em nós, uma forma para nos levar além.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Súbito

Tinha no olhar a mulher fatal, devoradora, incansável.

Mas seu toque era de uma menina inocente, capaz de arrastar corações e cultivar desejos.

O pecado sempre a rodeava.

Seria destino da natureza ou poder sobre a natureza?

O jogo era simples.

Bastava entorpecer os sentidos para devorar a alma daquele que ousava se revelar.

Sabia como arrepiar a força, ferver o sangue e ocultar a direção, o ciclo de um jogo, sua própria autoria.

Estava sempre pronta para fazer enlouquecer e obter o auge desse poder.


*saudades de você querida Dorothy...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Das manhãs

Desobedeço a pressa da manhã e me demoro criando frases pra nossa história.

Desembaraça meus cabelos com os seus dedos pontiagudos.

Desestabeleço as regras de horário e apareço nua à nossa porta nessa manhã fria.

Diz um não cheio de sim e deixa, me abraça todo contrariado.

Fico rouca pra sussurrar no seu ouvido palavras eróticas.

Danço dentro dos seus olhos e embaço suas retinas de desejo.

Espalho sorvete no seu corpo e sorvo inteiro o líquido já arrepiado.

Você respinga em mim e eu não ligo pois é o desejo que faz minha boca macia pra você beijar.

E é no suspiro do último prazer que eu me contorço inteira em chamas.

Faço rabiscos com a língua no seu sexo ereto e engulo você leitoso.

Você geme forte e diz todas aquelas coisas que adoro ouvir.

E é nesse meio-tempo que bebo no seu sêmen a sua essência.

Deixo você ir porque é de idas que é feita a volta, a saudade e a imaginação.

E é com voz manhosa que é feito o adeus que eu nunca quero dizer, mas sempre digo.

E pra que eu não fique sem resposta você diz : me espera.

E só pra que você não fique sem resposta digo: sou sua.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O que é

Ele chegou assim meio de repente, meio prepotente, com seu jeito de maior carente, me pegou pela cintura, me chamou de sua, me fez mulher.

Me propôs uma vida de realeza.

Me mostrou que a vida é cheia de graça, que seus braços são a minha casa e do seu lado era o meu lugar.

Colocou no meu rosto a felicidade, no meu peito uma só verdade e no meu corpo uma só vontade.

Sonhou comigo os meus sonhos, planejou também meus planos e se desfez dos meus enganos.

Ele que me olha desse jeito, como quem quer me desvendar por inteiro, já mudou minha vida, me faz feliz todo dia e com um sorriso me contraria.

Não me julga, me apoia, me tira o medo e me acolhe.

Chora comigo, ri do meu riso, me faz querer ser melhor cada dia, entende as minhas cismas, cede às minhas manias.

Ele que me ilumina, que me pega pela mão e me guia por esse nosso mundo particular.

Ele que é o meu eleito e mesmo longe de ser perfeito, me ensina desse jeito o que é amar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Liberdade

Sou filha do vento.

Um dia a liberdade me convidou pra passear e eu aceitei.

Não teve mais volta.

Ela me ofereceu sorvete de creme com cobertura de chocolate, me levou no topo da montanha mais alta e eu voei ao lado dela.

Andamos de mãos dadas pela praia e todos queriam saber como a conquistei.

Não que ela fosse linda, mas era doce, era filha da lua, melhor amiga do amor, irmã do sol, e enamorada de tantas estrelas cadentes.

Brilhava quando sorria e me fazia brilhar também, de tanto amar até explodia e me fazia amar também.

E tê-la, assim, comigo toda manhã, de domingo a domingo, me fez sentir tão bem.

E foi aí que quis tentar sozinha, comprei meu sorvete de creme e subi a montanha uma, duas, três vezes.

Pulmão cheio de ar, braços abertos, olhos cheios d'água, vôo livre, e o vento bagunçando o cabelo, arrepiando os pêlos.

Não podia esperar para contar e ela ficou orgulhosa por eu conseguir voar, dormimos juntas e sonhei com os seus braços a impulsionar minhas asas.

Mas quando acordei, ela me olhou nos olhos e disse: "é hora de partir".

E eu chorei, pedi que ficasse, queria sua mão para voar.

Mas ela me deu seu último beijo e disse: "você está pronta pra voar sozinha".

E quando abri os olhos já não havia mais nada dela que pudesse ver.

Mas todos os espaços estavam preenchidos dentro de mim.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano Novo

Eu estou escrevendo de um dos lugares que eu mais gosto no mundo.

Um lugar que eu chamo de paraíso.

Onde eu tenho alegrias, beleza, festa, tranquilidade.

Onde eu ganho forças, aonde eu já vim pra esquecer namorado, mesmo tendo voltado com ele depois, onde eu gosto de tudo.

Onde me sinto bem, me sinto eu. Uma questão de pertencimento.

Pois é, mas mesmo com tudo isso de bom eu não estou conseguindo escrever um post de Ano Novo.

Não é que eu não tenha o que falar. Pelo contrario, tenho sim. E muito.

Passei a virada numa festa incrível, estou cercada de amigos, família e da pessoa que mais amo.

Tive ótimos momentos com amigos que também estavam aqui, de férias.

Conheci pessoas novas, interessantes.

Me sinto forte, me sinto bem, me sinto linda, gostosa, madura, poderosa.

Tenho a bebê de 9 meses mais linda do mundo engatinhando aqui do meu lado, me lembrando que para um sorriso é preciso tão pouca coisa.

Voltei a tomar sol.

Fora todas as coisas interiores que são sobre as que mais gosto de contar.

Esse ano não fiz mandingas.

Não fiquei extremamente preocupada com a cor da calcinha.

A primeira pessoa a quem desejei feliz ano novo não foi um homem, nem escrevi o nome dele debaixo da sola do sapato pra gente ficar junto mais um ano.

Eu sei que a gente vai.

Nem fiz a simpatia das romãs no dia 6.

Pulei as 7 ondas e pedi saúde, paz, dinheiro, amor, harmonia, amigos, felicidade.

Acho que ultimamente as minhas sensações são só pra mim.

As minhas certezas estão muito certas e meu horizonte próximo está muito bem traçado.

Parece que, definitivamente, nesse momento, sei o que sou, o que quero, e aonde vou.

Sabe quando parece que você encontrou o caminho. Ou que o caminho encontrou você, como diria um amigo meu.

É isso.

O que quero é estar centrada. No meu eixo.

Em contato com meus sentimentos e minhas intuições, porque assim, em equilíbrio, consigo saber o que fazer.

Quero estar consciente de mim e ver, claramente, o que acontece ao meu redor.

Mas não se preocupem, não sou uma pessoa solitária, pelo contrario, sou uma pessoa que gosta de agregar tudo e todos.

Logo volto a compartilhar todos os sentimentos.