sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Das manhãs

Desobedeço a pressa da manhã e me demoro criando frases pra nossa história.

Desembaraça meus cabelos com os seus dedos pontiagudos.

Desestabeleço as regras de horário e apareço nua à nossa porta nessa manhã fria.

Diz um não cheio de sim e deixa, me abraça todo contrariado.

Fico rouca pra sussurrar no seu ouvido palavras eróticas.

Danço dentro dos seus olhos e embaço suas retinas de desejo.

Espalho sorvete no seu corpo e sorvo inteiro o líquido já arrepiado.

Você respinga em mim e eu não ligo pois é o desejo que faz minha boca macia pra você beijar.

E é no suspiro do último prazer que eu me contorço inteira em chamas.

Faço rabiscos com a língua no seu sexo ereto e engulo você leitoso.

Você geme forte e diz todas aquelas coisas que adoro ouvir.

E é nesse meio-tempo que bebo no seu sêmen a sua essência.

Deixo você ir porque é de idas que é feita a volta, a saudade e a imaginação.

E é com voz manhosa que é feito o adeus que eu nunca quero dizer, mas sempre digo.

E pra que eu não fique sem resposta você diz : me espera.

E só pra que você não fique sem resposta digo: sou sua.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O que é

Ele chegou assim meio de repente, meio prepotente, com seu jeito de maior carente, me pegou pela cintura, me chamou de sua, me fez mulher.

Me propôs uma vida de realeza.

Me mostrou que a vida é cheia de graça, que seus braços são a minha casa e do seu lado era o meu lugar.

Colocou no meu rosto a felicidade, no meu peito uma só verdade e no meu corpo uma só vontade.

Sonhou comigo os meus sonhos, planejou também meus planos e se desfez dos meus enganos.

Ele que me olha desse jeito, como quem quer me desvendar por inteiro, já mudou minha vida, me faz feliz todo dia e com um sorriso me contraria.

Não me julga, me apoia, me tira o medo e me acolhe.

Chora comigo, ri do meu riso, me faz querer ser melhor cada dia, entende as minhas cismas, cede às minhas manias.

Ele que me ilumina, que me pega pela mão e me guia por esse nosso mundo particular.

Ele que é o meu eleito e mesmo longe de ser perfeito, me ensina desse jeito o que é amar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Liberdade

Sou filha do vento.

Um dia a liberdade me convidou pra passear e eu aceitei.

Não teve mais volta.

Ela me ofereceu sorvete de creme com cobertura de chocolate, me levou no topo da montanha mais alta e eu voei ao lado dela.

Andamos de mãos dadas pela praia e todos queriam saber como a conquistei.

Não que ela fosse linda, mas era doce, era filha da lua, melhor amiga do amor, irmã do sol, e enamorada de tantas estrelas cadentes.

Brilhava quando sorria e me fazia brilhar também, de tanto amar até explodia e me fazia amar também.

E tê-la, assim, comigo toda manhã, de domingo a domingo, me fez sentir tão bem.

E foi aí que quis tentar sozinha, comprei meu sorvete de creme e subi a montanha uma, duas, três vezes.

Pulmão cheio de ar, braços abertos, olhos cheios d'água, vôo livre, e o vento bagunçando o cabelo, arrepiando os pêlos.

Não podia esperar para contar e ela ficou orgulhosa por eu conseguir voar, dormimos juntas e sonhei com os seus braços a impulsionar minhas asas.

Mas quando acordei, ela me olhou nos olhos e disse: "é hora de partir".

E eu chorei, pedi que ficasse, queria sua mão para voar.

Mas ela me deu seu último beijo e disse: "você está pronta pra voar sozinha".

E quando abri os olhos já não havia mais nada dela que pudesse ver.

Mas todos os espaços estavam preenchidos dentro de mim.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano Novo

Eu estou escrevendo de um dos lugares que eu mais gosto no mundo.

Um lugar que eu chamo de paraíso.

Onde eu tenho alegrias, beleza, festa, tranquilidade.

Onde eu ganho forças, aonde eu já vim pra esquecer namorado, mesmo tendo voltado com ele depois, onde eu gosto de tudo.

Onde me sinto bem, me sinto eu. Uma questão de pertencimento.

Pois é, mas mesmo com tudo isso de bom eu não estou conseguindo escrever um post de Ano Novo.

Não é que eu não tenha o que falar. Pelo contrario, tenho sim. E muito.

Passei a virada numa festa incrível, estou cercada de amigos, família e da pessoa que mais amo.

Tive ótimos momentos com amigos que também estavam aqui, de férias.

Conheci pessoas novas, interessantes.

Me sinto forte, me sinto bem, me sinto linda, gostosa, madura, poderosa.

Tenho a bebê de 9 meses mais linda do mundo engatinhando aqui do meu lado, me lembrando que para um sorriso é preciso tão pouca coisa.

Voltei a tomar sol.

Fora todas as coisas interiores que são sobre as que mais gosto de contar.

Esse ano não fiz mandingas.

Não fiquei extremamente preocupada com a cor da calcinha.

A primeira pessoa a quem desejei feliz ano novo não foi um homem, nem escrevi o nome dele debaixo da sola do sapato pra gente ficar junto mais um ano.

Eu sei que a gente vai.

Nem fiz a simpatia das romãs no dia 6.

Pulei as 7 ondas e pedi saúde, paz, dinheiro, amor, harmonia, amigos, felicidade.

Acho que ultimamente as minhas sensações são só pra mim.

As minhas certezas estão muito certas e meu horizonte próximo está muito bem traçado.

Parece que, definitivamente, nesse momento, sei o que sou, o que quero, e aonde vou.

Sabe quando parece que você encontrou o caminho. Ou que o caminho encontrou você, como diria um amigo meu.

É isso.

O que quero é estar centrada. No meu eixo.

Em contato com meus sentimentos e minhas intuições, porque assim, em equilíbrio, consigo saber o que fazer.

Quero estar consciente de mim e ver, claramente, o que acontece ao meu redor.

Mas não se preocupem, não sou uma pessoa solitária, pelo contrario, sou uma pessoa que gosta de agregar tudo e todos.

Logo volto a compartilhar todos os sentimentos.