terça-feira, 29 de junho de 2010

Poesia

Outro dia sonhei com poesia, soneto de fidelidade, monte castelo, Saramago.

Não sei se foram resquícios de uma aula da semana passada ou antecipações de votos e de uma vida nova juntos só cercada de amor que está prestes a começar.

De qualquer forma, vou colocar aqui o que sempre foi meu preferido, e o único que sei de cor, porque ele é verdadeiro, real e a gente consegue fazer e acreditar.

Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


sábado, 5 de junho de 2010

Sintonia

Mergulho no teu sexo com um beijo na virilha.

Em ti, em mim, quando os nossos corpos se encaixam inteiros no tesão do momento.

Mistura de passos nas danças alongadas dos nossos corpos enroscados e já fundidos naquele vai e vem que nos devora e entrega na luxuria do momento.

Estonteantes no gemido, ainda sacudidos pelo soluço, já tocados pelo êxtase em delírio, atingidos pelo raio do orgasmo divinal, abraços entrelaçados e perdidos nos breves toques, leves como o suor, que tocam cada poro e acariciam o momento.

terça-feira, 1 de junho de 2010