segunda-feira, 18 de março de 2013

Você


E eu me pego pensando em você. Me pego pensando em você no meio da tarde chuvosa de segunda-feira. Me pego pensando em te ver. Me pego pensando em te olhar, em te falar, em te tocar. Principalmente em te beijar...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Louca!

Toda mulher é doida. Impossível não ser. 

A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa, desde cedo, que sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão, jamais.


Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo? 


Mas, além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, de vez em quando, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta. Sua imaginação deve ser melhor que a minha.


Eu só conheço mulher louca.

Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem, ao menos, três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.


Pois então. Também é louca. 


E fascina a todos.


Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.

Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.

E santa, fica combinado, não existe.


Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada?


Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.