domingo, 27 de outubro de 2013


terça-feira, 22 de outubro de 2013

A história do homem casado

Eu atraio homem casado. Fato.

E não, isso não é bom.

Já parei algumas vezes para pensar por que isso acontece.

Porque sou independente, porque faço (quase) tudo o que eu quero, porque sou interessante, porque tenho histórias pra contar, porque danço e eles têm uma ilusão com a “flexibilidade”, porque sei falar (um pouco) sobre tudo, por causa das tatuagens. Ah! As tatuagens...

Mas nenhum deles tem todas essas informações ao mesmo tempo, principalmente as mais pessoais.

Ou simplesmente porque eu não quero NADA com eles e acabo agindo mais naturalmente, como amiga, e acabo dando abertura.

Eu só tenho irmãos, homens, e dois excelentes amigos, companheiros e confidentes, homens, e por mais que tenha e defenda todo o tipo de feminilidade existente, sei transitar bem pelo universo oposto.

Vai que não é nada disso. Pode ser que é porque tenho cara de menininha, meiguinha, quietinha e não vou causar problema.

Ou será que, “por já estarem fora do mercado”, eles têm a necessidade da conquista e fazem isso com todas, como uma coisa quase fisiológica, pra garantir a masculinidade, provar a virilidade.

Se o cara não é do seu convívio é fácil, você ignora, deleta, bloqueia, apaga que tá tudo certo.

Agora, se ele é “de casa”, da família, de um grupo de amigos, seu vizinho, do trabalho, alguém com quem você tem que conviver, você ignora, finge que não viu (às vezes você tem que fingir na frente da esposa dele, o que é pior), se afasta, e se impõe, entra na zona do “apenas o necessário”.

Se precisar, uma declaração franca de que a pessoa está te incomodando, também põe fim ao caso.

Se você já sabe que o cara é casado, corta desde o princípio. Se só fica sabendo depois, corta imediatamente quando souber.

O pior é que, muitos deles, são interessantes. Alguns são pessoas que, se fossem SOLTEIROS ou separados bem resolvidos, eu poderia até me interessar.

Quero muito saber o que faço com eles pra poder fazer a mesma coisa com os solteiros, que me interessam.
 
Será que causo o mesmo interesse nos solteiros, mas eles não têm a cara de pau dos casados?

Ser abordada por um cara casado não é, em nenhum aspecto, legal. Você não se sente bem, não se sente desejada, não se sente bonita, nem poderosa, nem sexy. É meio feio, meio sujo.

Conquistar o que já está conquistado, não tem graça.

E por mais que eu possa gostar de uma aventura, de um malfeito bem-feito, não nesse caso.

Incomoda.

Incomoda tanto que está aqui, explicito.

E se você, cara, não tem medo de apanhar na rua, eu tenho.

Antes de eu ligar para o Theo (de Sessão de Terapia) e pedir uns conselhos, vou dar um conselho para você:

Quero que você dê, dê em cima da sua mulher, e, de preferência, dê muito e dê gostoso, vai que assim ela gosta.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Toda mulher

Toda mulher é uma puta. Toda mulher é uma puta. Inclusive a sua. Toda mulher é uma puta. Inclusive. Toda mulher é uma puta, até que se prove o contrário. Toda mulher é uma puta e cobra barato. Toda mulher é uma puta e tem seu valor. Toda mulher é uma puta e merece respeito. Toda mulher é uma puta, graças a Deus.
Toda mulher é uma puta. Quando dá na primeira noite. Quando não dá no primeiro encontro. Quando dá o cu. E quando não dá também. Toda mulher é uma puta se posa pelada. Se sai de sainha. Se sai sem calcinha. Toda mulher é uma puta quando finge o orgasmo. Quando cospe. E quando engole também. Toda mulher é uma puta chupando buceta.
Toda mulher é uma puta maldita quando fecha as pernas pra você. Toda mulher é uma puta desbocada quando fala palavrão. Atrevida quando te desafia. Sem-vergonha quando dá mole, quando dá de quatro, quando dá motivo. Quando apanha. Calada. E quando apanha. Gritando. E quando denuncia. Quando enfrenta. Quando reage. Puta mãe solteira. Quando faz um aborto, quando tira o útero. Quando joga a criança no lixo. Puta.
Toda mulher é uma puta se senta de perna aberta, se peida, se arrota, se coça o saco. Quando ganha mais que você. Quando é mais inteligente, mais sexy, mais bem sucedida, mais vivida e mais gostosa que você. Toda mulher é uma puta quando manda em você. Toda mulher é uma puta quando come mais mulher que você.
Toda mulher é uma puta mesmo sendo um cara. Mesmo se tiver barba e bigode, um pau enorme e pentelhos grossos. Seu vizinho e seu irmão. Toda mulher é uma puta se for o seu zelador. Todos somos umas putas quando estamos. Amargos, cansados, famintos, angustiados, magoados, desenganados. E quando temos dor de barriga. E quando pisamos no calo de alguém. Quando tudo dá errado. E na vitória, somos putas. E ganhando na megasena. Putas!

Então somos todos umas putinhas arrombadas no inferno e nos restaurantes fast-food. No alto do Himalaia e rodando bolsinha na alça de acesso da Marginal. Afinal puta que é puta não conhece fronteira, moral nem contra-mão. Puta que é puta não pede perdão. Nem permissão. Puta que é puta paga sua própria fiança. E sabe os filhos que tem.